domingo, 18 de novembro de 2007

Soneto

Por Silvestre Kuhlmann (*)

Cá na Terra não há alegria pura,
Também não vejo aqui amor perfeito;
Felicidade que mora em meu peito,
Com dor e com tristeza se mistura.

O prazer que desfruto pouco dura,
Melancolia vai comigo ao leito;
É um desassossego tão sem jeito,
Remendo nem remédio algum me cura.

Mas sei que um dia verei o Teu rosto,
E esta visão somente bastará,
Pra transformar em riso meu desgosto.


O brilho que há em Ti não findará,
E este luzir irei fitar com gosto,
E a glória Tua em mim transbordará.

* O autor é poeta, cantor e compositor.