sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sendo pobres diante de Deus e dos homens


Um rico é alguém para o qual tudo é devido; um pobre é alguém para o qual tudo é dom (Jean-Yves Leloup ).


Será que conseguiríamos viver assim, como se nada nos fosse devido por ninguém? Será que conseguiríamos viver assim, sem a expectativa de receber nada em troca por absolutamente tudo o que fizéssemos?

Acho que agir com graça tem a ver com isso, em se fazer algo por alguém sem esperar absolutamente nenhum retorno. Alguns até dizem realmente isso, que, amar, de algum modo, é não esperar nada em troca por aquilo que fizermos. Talvez esta seja a bem aventurança da humildade de espírito.

É impressionante como o tempo todo estamos exigindo, ora atenção, ora gratificação por nossas boas obras. Não temos paciência para receber a recompensa no tempo devido, e assim, não teremos recompensa nenhuma. Os antigos padres ensinaram que o esquecimento de si mesmo é grande virtude. Agirmos para servir, e não para sermos servidos, a exemplo do Mestre.

Talvez possamos ser abusados por isso; mas não é justamente isso um dos aspectos de sermos perseguidos por causa do evangelho? Duro discurso esse; iremos perseverar?

O problema do rico é que, entende que tudo lhe é devido. Mas quando tais coisas que ele entende lhe serem devidas não chegam, ele vive a frustração, a dor e a angústia, e se torna o mais pobre dos homens. Mas o pobre, por não se julgar merecedor de nada, a tudo recebe como um dom, por isso, se torna o mais rico entre todos. Ricos são ingratos, não importa o quanto tenham. Pobres têm sempre um coração agradecido.

Que o senhor nos ajude a aprender o caminho da humildade de espírito.


fonte da foto: http://www.uniaonet.com/afnigeriliete0701.jpg