quarta-feira, 17 de junho de 2009

A humanidade de Cristo sendo desconsiderada


Quando vivemos uma espiritualidade do tipo "o que Cristo pode fazer por nós", "que poder ele pode operar em minha vida", ou, "que milagres ele pode realizar", não podemos estar cometendo a falha de desconsiderarmos a encarnação real do Filho de Deus?




Jesus determinou que ao seus discípulos que tudo o que ele ensinou fosse repassado para outras pessoas, a medida que fossem batizados, a fim de que todos fossem um em Cristo Jesus.


Então, se vivemos um cristianismo somente de poder, ou somente mágico, do tipo descompromissado, será que não acabamos por dar ênfase somente à natureza divina de Cristo, esquecendo-nos e sua humanidade?


Quando exigimos mais de nós mesmos ou dos outros do que aquilo que é razoável a se exigir de alguém, não estamos desconsiderando o aspecto humano de nossa espiritualidade?


Dá a impressão, as vezes, de que, apesar de em nossas confissões, crermos na total humanidade e divindade de Cristo, em nosso dia a dia, consideremos somente a sua segunda natureza.


Jesus ordenou: ide e ensinai a guardar tudo o que eu disse, e não ide, prestai cultos e fazeis músicas para mim (ainda que tais coisas, para nós, não seja errado).


É bom, portanto, meditarmos no significado verdadeiro da encarnação de Deus para nós.