sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Os lírios dos campos





"Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam..." (Mateus 6.29)


Todo o espírito da mensagem do Sermão da Montanha nos leva a ensinar uma bendita confiança em Deus, e abrirmos mão de toda auto-justiça, de todo esforço por se fazer prevalecer a nossa vontade, seja através da vingança, da reação, da contenda.

Dar a outra face, caminhar mais uma milha, dar também a túnica, etc. Um verdadeiro convite a abrir mão de nossos direitos.

Também no que tange à provisão diária de nossas necessidades o ensino do Senhor não é diferente. Assim como o lírio cresce naturalmente, sem trabalhar nem fiar, assim também o impulso que deve nortear nossas ações são alicerçados na confiança, não na ansiedade; e o fruto de nosso trabalho, o pão de cada dia virá naturalmente.

No mundo selvagem que vivemos somos o tempo todo desafiados a competir. A fazer marketing de nós mesmos. A puxar o tapete, discretamente, de nossos concorrentes. A lutar pelo nosso próprio espaço. E geralmente o cristão acaba aderindo àquilo que muitos consideram como naturais leis do mercado.

Penso que não deve ser assim.

Quando aderimos a outros métodos que não os determinados pelo santo evangelho, somos miseravelmente confrontados com nossa própria torpeza que insiste em confiar mais na força da carne do que na provisão divina.

Deus cuida de nós. Precisamos viver esta experiência. E ele cuida de nós para que possamos viver em tranquilidade, simplicidade, em paz. Quando lançamos de outros meios que não o descanso ativo (digo ativo, pois é certo que nos movimentamos neste processo) é como se praticássemos uma ausência de confiança em n'Ele, aderindo a métodos que o Pai não determinou. É uma forma de rejeição da graça de d'Ele. Isso tudo gera ansiedade, insegurança e depressão.

Minha experiência tem demonstrado, que, mesmo em minhas grandes imperfeições, vale a pena descansar em Deus. Em não utilizar de métodos contrários ao evangelho, e quando o fizermos, sabermos nos arrepender, pedir perdão. Sentir prazer no processo, na relação, na comunhão, mais do que na conquista, no alvo final.

Que o Senhor nos ajude a aprender com os lírios do campo.