sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Tudo para a glória de Deus


"Portanto, quer comais que bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (I Coríntios 10.31)

Este é, nada mais, nada menos, o alvo da vida cristã: a glória de Deus. Que seja Ele glorificado em todos os nossos atos, em todas as nossas intenções.

Quando o Apóstolo Paulo escreveu estas palavras, estava a apaziguar os ânimos e as controvérsias na igreja de Corinto. Alguns cristãos daquela igreja entendiam que se podia comer das carnes sacrificadas aos ídolos. Outros, não.

Paulo deu uma saída intermediária: fora do contexto de um culto pagão, poderiam comer sim da carne sacrificada (10.27), mas no contexto de tal culto, não (10.23). Mas se algum cristão presente se escandalizasse, caso tal carne fosse oferecida, mesmo fora do contexto de um culto de outra religião, o cristão que não visse problema em ingerir tal alimento, deveria se abster de fazê-lo, por amor daquele que o advertiu (10.28).

Daí, vemos que, fazer tudo para a glória de Deus, inclui o respeito por aquele que tiver uma fraca consciência em relação a tais escrúpulos, em não entristecê-lo, em fazer tudo por amor e caridade. É verdade que, o comer em si, o ídolo em si, nada era; mas a verdade, sem o amor e a caridade, pode facilmente se converter em impiedade. Jesus é o mestre que não apaga a chama que fumega.

Portanto, fazer tudo para a glória de Deus, é ter amor em todas as nossas atitudes e intenções; caridade para o próximo, edificar a fé de nossos irmãos, não destruindo o pouco daquilo que construiram, mas, apoiando-os, para que, tijolo a tijolo, edifiquem um belo edifício para morada de Deus.