quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A ira de Deus

A ira de Deus não se manifesta neste mundo, necessariamente, com um ato positivo de castigo divino sobre os réprobos, como se um raio caisse em suas cabeças.

Muito pelo contrário.

Tal ira parece se manifestar muito mais em uma atitude de abandono, conforme lemos:

"Por isso, Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem seus corpos desonrados entre si..." (Romanos 1.24) . Vejam que no vers. 18 do mesmo capítulo, diz que "do céu é revelada a ira de Deus".

Segundo alguns teólogos, existe uma influência de Deus sobre todos os seres humanos que procura impedi-los a se entreguem totalmente à maldade e ao egoísmo dos seus próprios corações.

Entretanto, os que perseveram em agir mal, Deus os abandona, para que, "ajam conforme querem..."

Totalmente destituídos de tal "influência divina", o ser humano a si mesmo entregue, parece realizar todo tipo de torpezas...

E, ao cometerem pecado, plantam um destino muito ruim para si mesmos, não somente nesta vida, mas segundo as Escrituras, na vida que esta por vir.

Ainda que aparentemente tais pessoas pareçam prosperar (e algumas prosperam mesmo), fato é que, esta vida nada é quando comparada com a eternidade. É como se a misericórdia de Deus permitisse que tais pessoas desfrutassem ainda de alguma alegria no pouco tempo que lhes resta, visto que, no porvir, um terrível destino as espera. Pois a "quem tem (relacionamento, e a aprovação de Deus), mais ser-lhe-á dado; e aquele que não tem, mesmo o pouco que tem lhe será tirado".

Quando vemos coisas que as Escrituras consideram pecado sendo cometidas com tanta avidez e naturalidade em uma determinada sociedade, não podemos imaginar, segundo o versículo que lemos, que ela não tenha, de algum modo, sido "entregue", "abandonada" por Deus, estando debaixo de sua ira? Ou seja, no aumentar da prática do mal, vemos desenrolar sob nossos olhares um ato de juízo divino.

O juízo, ou a correção por atos errados cometidos existem, segundo as Escrituras, para os filhos; pois caso estes não tivessem correção, filhos não seriam, e sim bastardos. Estes sim ficam sem correção...

Daí, segundo a teologia cristã, não há nada mais preocupante e triste a uma pessoa quando esta se sente confortável em seus pecados, e, pior ainda, neles prospera.

Há uma boa possiblidade dela ter sido entregue por Deus, ou seja, já estar sofrendo o juízo divino, pois, assim como a eterna bem aventurança já se viva por antecipação, assim também ocorre com o eterno juízo ... Por isso, pregamo o evangelho, para que, cada um, ao ouví-lo, possa se dar conta da sua própria situação existencial diante de Deus.