sábado, 3 de abril de 2010

O abandono da cruz


Na cruz, Deus disse à humanidade: "te amo"! Na cruz a humanidade disse a Deus: "te odeio"!



Nossa distãncia, nosso desvio, nossa indiferença.

Implicou na ação de Deus, na atitude divina em nos buscar.

O auto-esvaziamento divino, em estar entre nós.

Em encarnar, em conosco andar.

Esteve entre nós, como luz no mundo.

Implantando o Reino, ensinando a paz.

Confrontando quando necessário, consolando boa parte do tempo.

Aproximando-se de mulheres, de publicanos, de samaritanos, de leprosos, de gentios...

Subvertendo os valores dos que se consideravam no topo da hierarquia religiosa e política do país.

Mas ainda assim, sem violência.

Somente o discurso profético.

O dar a outra face. O caminhar outra milha. O largar a capa.

A exortação.

Cuidai dos pobres.

Quando fazeres a um destes, a mim o fizestes.

A determinação.

Ensinem como eu ensinei.

Uma vida de milagres.

A graça... de graça recebestes, de graça dai...

Mas enfim.

Os seus não o entenderam.

Não o receberam.

Não obstante um ato que estava no coração de Deus desde antes dos tempos eternos.

A cruz.

Ainda assim ela ocorreu por livre deliberação humana.

Profundo e grandioso mistério.

Profunda soberania divina.

Profunda liberdade humana.

E ele foi, caminhou voluntariamente até a cruz.

Pois na cruz, expressou todo o amor divino pela humanidade.

Deus amou o mundo de tal maneira...

Na cruz, Deus disse à humanidade: "Te amo!"

Na cruz, a humanidade disse à Deus: "Te odeio!"

E ali....

Deus abandona Deus....

A única coisa de que Jesus tinha medo...

O abandono do Pai...

Mas ali, foi feito algo maior...

Algo por nós...

Foi ali que ele se fez maldição por nós...