terça-feira, 1 de março de 2011

Filhos de pais separados

É uma realidade que tem aumentado o número de divórcios, mesmo entre os evangélicos, no Brasil. Já se foi o tempo em que, de modo geral, as famílias cristãs apresentavam maior estabilidade que aquelas que não se freqüentam constantemente nenhuma instituição religiosa.

As maiores vítimas de tais ocorrências, obviamente, são os filhos, daí, haver uma necessidade de maior atenção às crianças nesta situação tão difícil. A desatenção da parte dos pais pode acabar provocando algumas dificuldades emocionais complicadas.

Como agir para que tal não ocorra?


Uma boa dica, em minha opinião, é jamais falem mal um do outro para a criança. Não ensine sentimentos negativos, como o ódio, a raiva, o ressentimento para ela. O interior da criança é um tipo de santuário que não deve ser violado. O mundo se encarregará de ensiná-la tais sentimentos. Que não parta dos pais.

Geralmente um dos cônjuges se sente injustiçado com a separação. Não importa. A criança não é alguém que deva ser “ganha” para um dos lados desta situação. Mesmo com a separação, continua valendo o preceito evangélico de “não faleis mal uns dos outros”, ou “não julgueis para que não sejam julgados”.

Outra dica é a de não usar a criança de forma chantagista ou vingativa para com o outro. Criança não é para fazer parte deste joguinho dos adultos. A criança é “lugar de paz”, “lugar de trégua”. Há alguns que usam os filhos para ferir o outro cônjuge. Cristãos, que já falharam com o seu casamento, que não repitam o erro com o seu filho.

Daí, o casal cristão que se separa deve buscar todos os meios para que tal ocorra de forma mais amigável possível. Continua valendo também o preceito do “dar a face ao que o fere”. Paulo disse que era uma completa derrota aos cristãos entrarem em demanda judicial uns contra os outros. É melhor sofrer o dano, ensinou o apóstolo, alicerçado, inclusive, em Cristo Jesus.

Outro aspecto, envolvendo tudo isso, é que, embora tenha ocorrido a separação, ela se deu entre o casal, não entre pais e filhos. É uma pena que geralmente, pais que não ficam com a guarda acabam com o tempo, se afastando, levando outra vida. A criança tem o direito de conviver com ambos os pais. Ambos são necessários para a formação de seu caráter. O interesse da criança vem sempre em primeiro lugar. Os projetos pessoais devem dar espaço aos interesses da criança. Age irresponsavelmente qualquer atitude diferente dessa. O pai que "abandona" o filho age irresponsavelmente. Nenhum projeto individual justifica tal atitude. Ou um dos pais que impede que o outro tenha acesso ao filho, desde que não tenha um motivo plausível para assim fazer, faz um tremendo mal à criança.

Estar em uma igreja, a meu ver, é também fundamental neste processo de criação dos filhos. É muito importante que seu filho tenha contato com outras crianças, que também são educados conforme uma cosmovisão cristã. Isto causa efeitos surpreendentes em seus filhos. Aprenda a orar por eles e com eles todos os dias. Se pai e mãe, ainda que separados, frequentarem uma igreja, melhor será, pois isso significará que não haverá intervalos muito longos na convivência cristã de seus filhos. O Senhor transforma de tal modo o coração de nossos pequeninos, que eles passam a ter uma visão mais compreensiva e misericórdia do mundo que os cerca.

Penso que, com a ajuda do Senhor, é possível evitar a maior parte dos possíveis traumas que poderiam ocorrer em tal situação. O importante é não permitir que sentimentos como ódio, amargura, brotem do coração dos sepadados a ponto de afetar os filhos, e proporcionar a eles a possibilidade para que abram seus pequenos corações à operação do Senhor em suas vidas.

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