sábado, 27 de julho de 2013

A espiritualidade intrauterina

"A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe tu és o meu Deus" (Salmo 22.10).

Você já parou para pensar neste tema?

Há coisas na espiritualidade que são um tanto quanto misteriosas para nós. Um feto pode ter espiritualidade?

Segundo o texto que lemos, sim.

O salmista reconhece que, mesmo no ventre da mãe dele, ele já tinha um Deus.

De algum modo, que nós não entendemos, o salmista já havia se entregado a Deus desde o seu nascimento. É muito bonito saber que alguém pode se entregar a Deus desde o seu nascimento.

Eu sei que muitos poderão dizer que este é um salmo messiânico, e que o texto em si trata de Jesus.

Ora, não importa, pois a realidade ai demonstrada não se restringe, nas Escrituras, somente a Jesus.

Veja, por exemplo, o texto de Lucas 1.44, que faz referência à  visita que Maria, grávida de Jesus, fez para Isabel, sua prima, quando esta estava grávida de João Batista:

"Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim".

Ou seja, a criança pulou de alegria no ventre de Isabel. João percebeu a aproximação de Jesus ainda no ventre.

Acerca de João Batista ainda diz as Escrituras, pela boca de um anjo, que ele seria "cheio do Espírito Santo desde o ventre da mãe" (Lc 1.15).

Ou seja, alguém que já tinha comunhão com Deus desde o ventre materno!

Será que não há uma voz que nos falou no ventre de nossas mães?

Será que esta busca de segurança ao ventre materno que os psicólogos dizem que  temos não é justamente a saudade da comunhão com Deus no ventre materno? Será que Jesus nos manda entrar no quarto, fechar a porta, para reproduzir aquela comunhão?

Deus, o Senhor, já falou a ti no ventre de tua mãe. 
Ele te fez, Ele te moldou, Ele te construiu, 
Ele te guardou. Ele te contou coisas em segredo que somente depois Ele te  revelou. 
Ele te amou tanto, porque Ele ama a vida, Ele é o criador da vida. 
Toda a vida lhe é preciosa, pois cada vida carrega o mistério da divindade. 

Por isso, uma discípula do Senhor, uma mulher temente a Deus jamais ceifará uma vida em seu ser, pois sabe que é o seu Deus que trata do pequenino. E ainda mais para a teologia cristã, quando o Deus menino também viveu uma vida intrauterina em que certamente tinha comunhão com o Pai.

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