quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Líderes religiosos cristãos discutem agravamento da crise na Síria

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O rei da Jordânia, Abdullah II, chamou os líderes de 70 comunidades cristãs no Oriente Médio para uma reunião em Amã (capital da Jordânia) destinada a discutir o agravamento da situação na Síria. Os sírios vivem em clima de guerra há dois anos e meio desde que integrantes da oposição e do governo disputam o poder. Mais de 100 mil pessoas morreram no país. A crise se agravou com a denúncia de uso de armas químicas contra civis, inclusive crianças e mulheres.
A tensão aumentou com a decisão dos Estados Unidos, apoiados pela França e pelo Reino Unido, de promover uma intervenção armada na Síria. Países como o Brasil, a Alemanha, a Venezuela, a China e o Irã se opõem à ação militar.    
O vigário para a Jordânia do Patriarcado de Jerusalém dos Latinos, arcebispo Maroun Lahham, disse que o rei quer “colher opiniões e informações para oferecer uma contribuição concreta à solução dos problemas que afetam a condição de vida de muitas comunidades cristãs “ no Oriente Médio. Na semana passada, Abdullah II se reuniu com o papa Francisco, no Vaticano.
As reuniões em Amã ocorrem a partir de amanhã (3) e são coordenadas pelo príncipe Ghazi Bin Mohammad, conselheiro do rei para Assuntos Culturais. Patriarcas, delegados patriarcais, bispos e sacerdotes de todas as igrejas cristãs da região vão analisar problemas e desafios.
De acordo com as autoridades da Jordânia, estão previstas discussões sobre o que ocorre no Egito, na Síria, no Líbano, Iraque, que enfrentam momentos de tensão em decorrência de ataques contínuos, e as negociações de paz entre palestinos e israelenses. O presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano, cardeal Jean-Louis Tauran, também estará presente às discussões.
Participarão ainda dos debates o patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, o patriarca greco-ortodoxo de Antioquia, Yohanna X Al Yazigi, que é irmão do religioso de Alepo (segunda cidade da Síria) Boulos AlYazigi, sequestrado em abril.