quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Somente Ele e o silêncio

"Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação" (Salmo 62.1).

Vivemos em uma sociedade relativamente esclarecida, mas fico estarrecido como a maioria das pessoas ainda colocam a sua confiança em alguém que não seja Deus.

Olhamos ao nosso redor, e há confiança em toda espécie de coisas. Amuletos, fórmulas quase mágicas, superstições, astros, gnomos, etc. Incrível como o homem natural se cerca destes apetrechos. A maioria de nós foi assim um dia. Um intelectual inglês disse certa vez que, o problema de não se acreditar em Deus, não é pelo fato de que a partir daí as pessoas não acreditariam em mais nada, e sim que, por conta de que com tal descrença, elas passariam a acreditar em tudo. O que é interessante é que estes apetrechos religiosos podem ser controlados por quem os manipula. Mas Deus ninguém consegue manipular, por isso Ele, o verdadeiro Deus, é tão impopular...

Podemos então ver, constantemente, os olhinhos de alguns brilhando a cada fórmula mágica, a cada novo amuleto, a cada novidade mística, a cada brinquedinho...

Entretanto, o salmista nos convida a confiar unicamente em Deus. Se Deus é a fonte de  todo o bem e de toda a vida, para que nos acercarmos de tantas outras coisinhas? Para que se acercar daquilo que não pode matar a fome e nem a sede? É isso que procuro explicar, com bastante carinho e cuidado aos que estão ao meu redor, e ainda não experimentaram esta segurança em Deus.

Mas voltando ao salmos, o interessante é que o salmista dá uma ordem à sua alma para que espere silenciosamente. Não adianta ficar esperneando, ficar reclamando, falando sem parar com os homens. Não é  deles que vem a salvação. Vem de Deus. A busca das consolações humanas pode ter o condão de afastar a consolação que vem do Senhor. Somente dele vem a salvação.

Depois o salmista continua:

"Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança" (Sl 62.6).

Neste tempo de tanta correria e barulho, seja na rua, seja em casa, e até mesmo nas nossas celebrações, o salmista nos convida a não desperdiçar nossa energia com muitas palavras, mas esperar em silêncio. É dele que vem a nossa esperança. Tanto os evangélicos, mas creio que também os católicos, neste dias, têm corrido o risco de perderem o silêncio na sua dimensão contemplativa. Somos roubados o tempo todo do nosso ser, e temos que tentar impedir que isso aconteça. É bom então, procurar separar um tempo, para estar em silêncio na presença de Deus.

4 comentários:

Andrea Seino disse...

Amém querido !!! Que seja assim, que o Senhor nos ajude a nos encontramos com Ele, para que no silêncio de nossa alma possamos ouvir Sua voz.

Carlos Seino disse...

Que assim seja, minha querida! Que possamos ver Deus um no outro, e estarmos unidos n'Ele, por Ele, e para Ele!
Te amo!

Anônimo disse...

Paz de Cristo Carlos Seino,

Dia destes escrevi em meu face justamente sobre o silêncio para falar com Deus e para ouvi-Lo. Foi mais especificamente um desabafo sobre o burburinho, o falatório nos momentos que antecedem a Missa, momentos estes que aprendi serem de contemplação, de oração silenciosa, de exame de consciência, de preparação para colher dignos frutos da celebração prestes a se iniciar.
Como tem sido difícil para as pessoas deixarem de lado as coisas corriqueiras da vida, deixarem de se preocupar com seus mil afazeres, enfim, abandonar tudo por alguns minutos para se colocarem aos pés de Jesus e só com ele conversarem.
Há os que se esquecem de que estão na Casa de Oração de Deus e ficam a falar uns com os outros ... só não falam com Jesus e nem sobre Jesus e tão pouco aguardam Ele falar. Na semana em que isto aconteceu acabei por escutar desde reclamação de mãos rachadas por causa do frio até pessoas falando sobre dissabores com seus parentes.
Mas fica como lição para mim .... mesmo em meio ao burburinho tenho eu de me colocar em silêncio aos pés de Jesus e ouví-Lo.
Que Deus o abençoe e que o Espírito Santo o inspire sempre.
Adriana

Carlos Seino disse...

Paz e bem, irmã Adriana!
Que alegria ver seu comentário por aqui!
De fato, precisamos do silêncio que nos cura e nos afastarmos do barulho que nos adoece.
Temos os mesmos problemas antes dos cultos, em que as pessoas não conseguem silenciar a própria alma, contemplar ao Senhor.
Outro dia mesmo, achei incrível o fato de que, enquanto o pastor fazia a oração inicial, dois diáconos conversavam nos fundos da igreja e nem era sobre assunto relacionado à religião.
Alguns vão aos cultos como se fosse um evento a ser assistido, e não algo a ser participado.
Isso quando outros não ficam na internet, com seus celulares...
Vivemos realmente tempos de difícil contemplação...rsrsr
O catolicismo tem uma rica experiência contemplativa, pelos seus clássicos mestres de espiritualidade, os grandes místicos, que tanto têm ainda a nos ensinar...
Mas é isso aí!
Obrigado por ler minha meditação, e espero sempre tê-la por aqui.
Grande abraço, e que o Senhor te abençoe!
Carlos.

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