sexta-feira, 15 de maio de 2015

Algumas doutrinas da Reforma mal interpretadas

As melhores doutrinas sempre correm o risco de serem mal interpretadas.

Por exemplo, todas as vezes que o Apóstolo Paulo discorria sobre a graça de Deus, tinha que imediatamente combater o antinomianismo (doutrina segundo a qual ninguém precisaria observar lei nenhuma).

Assim foi durante a história e assim continua sendo nos dias de hoje.

Outros "pegam" a doutrina da "justificação pela fé somente" e acabam achando que não precisam mais da ajuda de nenhuma liderança espiritual nem de nenhuma igreja. Ora, se a fé somente basta, para que fazer parte de um grupo de cristãos?

Outros igualmente o fazem na doutrina do "sacerdócio universal", doutrina esta que ensina que não existem mais intermediários entre Deus e os homens, somente Cristo. Ora, se não há intermediários, também não precisamos de igreja, de um corpo de crentes na nossa vida, dizem eles.

As vezes surge até um discurso mais sofisticado. O último que ouvi foi alguns dizerem: "Jesus não mandou você ir e frequentar cultos, e sim, ir e fazer discípulos". Com isso, eles querem também dizer que não precisam ter nenhum compromisso rígido com a igreja local. Ora, e onde há de se formar um corpo de seguidores que não seja na igreja?

O triste é que estes pobres intérpretes acabarão por fazer mal a si mesmos, indo de mal a pior, pois depreendem de tais doutrinas uma prática que nem os cristãos antigos, nem os reformadores ensinaram.