quarta-feira, 10 de junho de 2015

Uma opinião sobre os evangélicos que defenderam o ato do transexual crucificado

Alguns cristãos condenaram a atitude do transexual que se fez passar por Jesus alegando desrespeito ao evangelho.

Outros defenderam sua liberdade de expressão e que não houve desrespeito. E aparentemente não houve, de certa forma, nenhum ato de libidinagem ou desrespeito com a pessoa de Jesus, neste ato. Foi "pura arte".

Curiosamente muitos cristãos evangélicos defenderem tal ato com argumentos teológicos, dizendo que Jesus não morreu somente por héteros, mas também por homossexuais. E que se eles são pecadores, todos são, sejam hétero ou homossexuais. Ou ainda argumentos sociológicos, dizendo que se trata de uma forma de "pedido de socorro" contra o preconceito sofrido por tantos anos, notadamente por parte dos cristãos. 

O que alguns destes evangélicos talvez precisem perceber é o seguinte. Na passeata dos homossexuais, quando estes se apropriam ainda que respeitosamente de símbolos cristãos, eles estão transmitindo, entre outras, a mensagem que homossexualismo (entendido aqui com o a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo) não é pecado e que dizer o contrário é preconceito e homofobia. Será que os evangélicos que defenderam tal ato também concordam com isso (como por exemplo, um grupo evangélico com a faixa escrita "Jesus cura a homofobia")? Porque, se concordarem, tudo bem. Estão agindo com lógica no que estão dizendo. Entretanto, se entendem que o homossexualismo é pecado, estão sendo ilógicos, pois estão se associando com uma ideologia que defende tal prática como virtuosa.

Uma coisa para o cristão é defender os direitos civis do grupo LGBT. Mesmo um cristão conservador mas politicamente liberal pode fazer tal defesa. Outra coisa é defender que a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo não é pecado. Neste sentido, poder-ser-à estar apostatando de um conceito tradicional do que seja pecado na área sexual.

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