terça-feira, 6 de outubro de 2015

Combatentes cristãos desertam de grupo curdo anti-ISIS, porquê?

Não é qualquer um/uma que deixa tudo e alista-se num grupo de combatentes estrangeiros para lutar contra os brutos teocráticos do Estado Islâmico. Mas é preciso ser ainda mais especial, para dar-se conta, quase sempre um pouco tarde demais, que o grupo anti-ISIS escolhido tem ideologia política e religiosa tão diferente e oposta à sua, quanto a do ISIS. -


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Percebemos que não basta ter um inimigo em comum para unir alguém, mas, acima disso, talvez seja melhor ter algo em comum que os una, acima da inimizade.

Acredito que o que deveria unir o mundo contra o EI não deveria ser somente uma discordância ideológica, mas sim uma concordância entre os combatentes. Particularmente, acredito sinceramente que tal ideologia deveria ser a defesa da vida de inocentes, consumada assim na declaração de direitos humanos. Sei que isso é uma utopia, e que muitos acham que até impor isso não deixa de ser uma imposição pela força. E em certo sentido, têm razão. Entretanto, como disse certa vez Luther King, eu não posso criar uma lei que  te obrigue a me amar, mas posso criar uma que me proteja de você, que te obrigue a não me agredir. Acredito que é nesse sentido que vai o direito moderno. Uma imposição em favor da tolerância. Não uma lei que me obrigue a ser de determinada religião, e sim uma lei que me garanta liberdade de religião, inclusive de não crer em nada. Mas as forças deste mundo estão, em boa parte, longe de tal concepção.