sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Espiritualidade no falar

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Provérbios 15.1).


A espiritualidade de alguém pode ser, de certa forma, "medida", à "medida" que ouvimos as palavras que saem de sua boca. A palavra "espírito" vem de "pneuma", que significa "fôlego", "sopro", "vento". Sem fôlego, ninguém fala, e aqui vemos então um símbolo da espiritualidade em nosso modo de falar.

Não se trata aqui da palavra "palestrada", preparada, pensada, ensaiada. Um pastor, um preletor, padre, mestre, pode também ser um artista.

A verdadeira espiritualidade se é medida, constatada, verificada mesmo no cotidiano da existência.

Como converso com meu amigo, professor, colega de trabalho, pais, e principalmente com o cônjuge (aqui mesmo, a batalha é de fogo, no cotidiano de toda uma vida) demonstra realmente o meu verdadeiro estado.

Uma fala irada, sensualizada, egocêntrica, só expõe aquilo que já está no coração de alguém. Mesmo que ensaie para pregar e ensinar, o velho sotaque do velho homem sai nas entrelinhas. As entrelinhas são aqueles momentos em que nossa verdadeira natureza se expõe. 

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