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O conceito de propiciação em John Stott

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  John Stott, ao comentar o versículo 2 do Capítulo 2 da epístola de João, menciona que o termo “propiciação” (do substantivo grego “hilasmos”) expressava no paganismo a ideia de oferta a uma divindade irada, quase que o pagamento de um suborno. Assim sendo, diante da grosseria de tal ideia aplicada ao Deus das Escrituras Sagradas, muitos teólogos abandonaram a ideia de “propiciação” com o intuito de apaziguar uma divindade, e trocaram pela ideia de expiação, ou de purificação, no sentido de se livrar da culpa. Seria que como um ritual de purificação, porém, sem ter a Deus como objeto. Entretanto, Stott ressalta que, embora se possa dar valor a tal interpretação, e que, mesmo não havendo uma ideia explícita de que Deus seja o objeto da propiciação, é muito clara no Novo Testamento a ideia da ira de divina. Logo, no mínimo, há a necessidade que tal ira seja afastada a fim de que haja perdão, e que efetivamente o foi pelo sacrifício de Cristo. Logo, percebe-se que Stott não des...

A missão da Igreja, no pensamento de John Stott

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John Stott, participando de algumas conferências mundiais, relata em sua obra “ Missão Cristã no mundo moderno ” que havia dois grupos que discordavam entre si. O primeiro, a quem denominou de “evangélicos”, entendia que missão seria somente pregar o evangelho e conseguir o maior número possível de convertidos. Não havia interesse em transformar o mundo, pois este era irremediavelmente mau. Alguma transformação, no máximo pelo exercício de alguma influência cristã na sociedade por parte dos convertidos. Já, o segundo grupo, a quem denominou de “ecumênicos”, entendia que missão era justiça social , trazer a paz de Deus sobre a terra. A ideia seria apoiar aquilo que Deus estivesse fazendo no mundo por intermédio de algum grupo de pessoas que nem precisava ser da igreja (e geralmente não é). Então, por exemplo, se alguém estivesse combatendo o racismo, era dever da igreja apoiar tal grupo. Entretanto, tal grupo não tinha mais nenhum interesse no evangelismo. Contra o primeiro grupo, Stot...

Evangélicos sem espetáculo - Stott, mestre de todos nós

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Li um artigo interessantíssimo sob o título "Evangélicos sem espetáculo" ( http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,evangelicos-sem-espetaculo,755510,0.htm ), em que foi citado o nome do Rev. John Stott. Achei o artigo excelente. Quando me converti, fui apresentado rapidamente a C. S. Lewis, "cristianismo puro e simples", da Editora ABU. Este pensador inglês, anglicano e evangelical foi tão influente que seu livro foi publicado pela primeira vez no Brasil, salvo melhor juízo, por uma editora católica, a Quadrante, sob o título original, "Mero Cristianismo", sendo Lewis considerado, mesmo por católicos conservadores como talvez o maior apologista do cristianismo no sec. XX. Pouco tempo depois fui apresentado a John Stott, também inglês, anglicano e evangelical, em "A Cruz de Cristo", publicado pela Editora Vida. Talvez o mais profundo livro já escrito sobre o sacrifício de Jesus na Cruz. Sempre indico para os alunos das faculdades teológicas em...

A morte substitutiva de Cristo por nós

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" R ejeitamos fortemente, portanto, toda explicação da morte de Cristo que não possui no centro o princípio da 'satisfação através da substituição', em verdade, a auto-satisfação divina através da auto-substituição divina. A cruz não foi uma troca comercial feita com o diabo, muito menos uma transação que o tenha tapeado e apanhado numa armadilha; nem um equivalente exato, um 'quid pro quo' que satisfizesse um código de honra ou um ponto técnico da lei; nem uma submissão compulsória da parte de Deus a uma autoridade moral acima dele da qual ele, de outra forma, não poderia escapar; nem um castigo de um manso Cristo por um Pai severo e punitivo; nem uma procuração de salvação por um Cristo amoroso de um Pai ruim, relutante; nem uma ação do Pai que deixasse de lado Cristo como Mediador. Em vez disso, o Pai justo e amoroso humilhou-se, tornando-se em seu Filho Unigênito e através dele carne, pecado e maldição por nós, a fim de remir-nos sem comprometer seu próprio car...

Amor e ódio segundo John Stott

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AMOR E ÓDIO "A verdade é que os homens deveriam constituir o objeto do nosso 'amor' e do nosso 'ódio' ao mesmo tempo, pois são simultaneamente, objeto do amor e do ódio de Deus (embora o seu 'ódio' seja expresso como 'ira'). Amá-los é desejar ardentemente que se arrependam e creiam para serem salvos. Odiá-los é desejar, com idêntico ardor, que incorram no juízo divino se, obstinadamente, se recusarem a se arrepender e crer. Você já orou alguma vez pela salvação de homens perversos (por exemplo, de homens que blasfemam contra Deus ou que exploram seus companheiros como se estes fossem animais), pedindo que, se recusarem a salvação, o juízo de Deus recaia sobre eles? Eu já. É uma expressão natural de nossa fé em Deus, de que Ele é o Deus da salvação e do juízo, e que nós desejamos que sua vontade perfeita se faça". (STOTT, John. A mensagem do sermão do monte. Contracultura cristã. Ed. ABU, p. 117)

Evangelismo com um toque a mais

(a entrevista a seguir foi feita com um daqueles que considero entre os mais importantes teólogos evangélicos deste e do século passado). Em 2004, David Brooks, colunista do New York Times, escreveu que, se os evangélicos fossem escolher um papa, o eleito seria, muito provavelmente, John Stott que, aos 85 anos, encontra-se no centro da renovação evangélica que ocorre no Reino Unido. Seus livros e sermões bíblicos já cativaram milhões de pessoas por todo o mundo. Está sempre envolvido com concílios e diálogos mundiais importantes, inclusive como presidente do comitê que elaborou o Pacto de Lausanne (1974) e o Manifesto de Manila (1989) – dois documentos importantes para os evangélicos. Há mais de 35 anos ele dedica, todos os anos, três meses para viajar pelo mundo, dando atenção especial às igrejas localizadas em regiões onde o cristianismo é minoria. É pessoa mais do que adequada para comentar o passado, presente e futuro dos evangélicos. O autor Tim Staffod, de Christianity Today, ent...