domingo, 18 de maio de 2008

A impiedade da questão do aborto

Por Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria


O aborto é um mau necessário, pensam os abortistas, feministas e o prova quem comete o ato de abortar. Partindo-se desta premissa, o sexo sem razão de ser, aquele sem por que e nem para que, completamente irracional é um bem. Deste modo, a sua consequência natural que são os filhos tornam-se um mal que deve ser erradicado. O que se pretende é concertar uma atitude irracional através de uma atitude supostamente racional. Uma barbárie contra a própia natureza e dignidade humana que não encontra semelhança nem mesmo no mundo animal.


A dificílima virtude da castidade (Como todas as outras) que de fato racionalizam o ser humano são descartadas. Se elas (virtudes) já não são consideradas para a convivência, outros valores regem as nossas relações. Devemos admitir que a vida esta fora de seu centro de gravidade e que as coisas andam bem mal. A alguns anos lutava-se para reduzir as taxas de mortalidade infantil, hoje quer se aumentá-las pelo aborto. Qual é a razão desta contradição?

Segundo pensam, este mau seria necessário pela enorme quantidade de abortos que estão sendo feitos clandestinamentes, me parece que já superam o número de um milhão (Se não me engano). Neste ponto, fica evidente a irresponsabilidade do Estado. Uma vez que o aborto é crime previsto por lei, compete ao Estado coagir os cidadãos a não cometê-lo, como compete ao próprio Estado educar as pessoas para terem relacionamentos sádios que não venham denegrir a dignidade da natureza humana. Porém o própio Estado considera a lei que criminaliza o aborto uma letra morta.

Analisando a questão amplamente do ponto de vista social, cultural e humano, a coação estatal é um bem necessário. Já do ponto de vista apresentado pelos abortistas, a coação é desnecessária. Uma vez que muitas mulheres tem morrido ao realizarem o aborto, ele sim é necessário. Desta maneira, querem que o Estado seja cúmplice em alguns casos, até mesmo da libertinagem e em quase todos os casos da irracionalidade.

Sempre levantam a bandeira do estupro para abrir a brecha. Antes de querer aborto para as mulheres vitímas de estrupo não seria melhor tentar erradicar os estupradores? Acredito que se a mulher deve abortar um filho que é consequência de estupro, o estuprador é passível de pena de morte.

Do ponto de vista econômico, ele é um bem necessário, pois gerará empregos e renda tanto para os empresários abortistas quanto para o Estado, através de impostos. Diante disso deveríamos nos perguntar qual é o ponto de vista que esta prevalecendo, a meu ver, como o Estado já da a lei como letra morta o que prevalece é o econômico.

A descriminalização do aborto, é o meio mais fácil e covarde de solucionar a questão. Onde quem paga é o inocente, ele é a vitíma de um ato monstruoso, anticristão e desumano. Evidentemente a mãe posteriormente segundo afirma a própia ciência, sofrerá consequências fisícas e psicológicas. Trata-se de uma medida irracional feita por seres racionais para seres racionais.

Santo Agostinho, tinha razão ao dizer que "a sensualidade é a velhice do Espírito". O nosso tempo prova nos incontestávelmente isso, a sensualidade esta livre e absoluta nas ruas, seduzindo os incautos, ela rebaixa a dignidade do homem de ser racional para um ser irracional, como os própios animais. Quanto mais progredimos materialmente falando, mais temos nos distanciado de DEUS, de nós mesmos e de nosso próximo, ou seja, de nossa própia razão de existir.

A questão do aborto hoje tratada com naturalidade, apenas representa o esfriamento do amor, o progresso da iniquidade. Vivemos uma tecnocracia, onde a maioria das pessoas colocam seus corações naquilo que não é essencial. O resultado são os absurdos que contemplamos como sendo algo natural. Quanta falta nos faz a natureza, ela nos faz contemplar as obras do criador, mas as obras dos homens, nos fazem contemplar a nós mesmos e esquecermos de DEUS.

Voltando ao assunto do aborto propiamente, o Estado Moderno, de maneira geral é covarde. Isso é nitido em outros males como o tráfico de drogas. Quando este começou era pequeno e fraco, no entanto o Estado se omitiu em erradicá-lo. Agora ele é grande e forte e as vezes até melhor organizado que a própia Policía do Estado.

A legislação penal precreve penas mais duras aos traficantes e mais brandas para o consumidor de drogas que normalmente tem penas educativas. Isso também deveria se observar com relação ao aborto. Eu não me lembro, de ter lido em nenhum jornal que algum médico tenha sido preso por praticar aborto.

A corrupção começa quando algo passa a não ser considerado vergonhoso e digno de emenda. Isso que nos demonstra nosso Congresso, por exemplo, para os congressistas seus atos imorais e ilicitos são naturais, não são passivos de correção. Ainda que acarretem grandes males a sociedade, eles continuam sempre corrompendo nossos sonhos e destruindo a nossa esperança de sermos governados com justiça e equidade.

A proposição da criminalização é gerar a discriminação para coagir a sociedade ao bem oposto ao mal que se criminaliza. O que gera uma espécie de igualdade comportamental e um sentimento comum de se evitar fazer a coisa criminalizada. Evidentemente que existem discriminações injustas, mas existem discriminações justas, pois são elas que restransmitem o senso do que é e do que não é vergonhoso.

Antigamente as mulheres eram coagidas a se casarem virgens, como pressuposto para um bom casamento e as que não se casavam assim eram discriminadas, o que naturalmente forçava as demais a se policiarem. Hoje a virgindade já não é considerado pressuposto para um bom casamento, mas a discriminação agora esta na extremidade oposta, pois são as virgens que são coagidas a perderem a virgindade pela discriminação. Normalmente a pessoa que guarda a virgindade (O que é raro hoje em dia) é motivo de risos e chacotas em todas as classes sociais, ou seja, sofre discriminação para abandonar a sua escolha e aderir a igualdade.Este exemplo, sem querer ter apresentado a verdade plena da questão, ilustra que houve uma mudança na consideração daquilo que é vergonhoso.

O mesmo esta ocorrendo com o aborto e ocorrerá com muitas outras coisas. A partir do momento que se cogita a descriminalização do aborto, ele não é mais algo vergonhoso e nem criminoso, é natural. Temos um duelo entre o direito natural e o direito consensual, sendo este último segundo Cícero a morte do própio direito e da retidão da razão.

Enfim, ao colocar o fim último da vida fora de DEUS e dela mesma, temos de fato a idolatria. Uma vez que se coloca o fim último no prazer, presta-se a ele culto de adoração e todas as consequências desta adoração aparecerão na vida desta pessoa. Assim, onde buscava-se somente o prazer, nasce o problema, mas não se quer ao menos pensar em solucioná-lo, mas tão somente erradicá-lo pelo metódo mais vil.

E ainda querem falar em direito, mas este é para o ser humano, aquele indefeso na barriga da mãe que não é culpado pelos erros da mesma e tem o mesmo direito que ela de nascer, crescer e se reproduzir. DEUS não permita que tal lei seja aprovada em nosso país.