quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A dignidade das mulheres

"Passo por vários homens na porta de um bar e sinto um grande alívio por ter sido apenas olhada, como se passasse por um raio-X de aeroporto, mas sem nenhum comentário verbal".

O site pragmatismo político realizou uma matéria acerca do assédio que as mulheres brasileiras estão sujeitas nas ruas.

No caso, uma jornalista andou pelas ruas, com um cinegrafista e uma câmara e microfone escondidos, e ouviu as coisas mais desagradáveis em algumas horas de caminhada.

Foram quinze assédios em duas horas.

Em outra matéria foi relatado uma situação de abuso coletivo cometido contra uma adolescente no metrô de São Paulo.

É muito comum nas ruas brasileiras, e certamente em outros lugares, o assédio sexual sofrido por muitas mulheres, sendo muito mais do que "cantadas", mas verdadeiros abusos, agressões verbais e visuais, que nenhum dos que a praticam gostaria que se fizesse com suas mães, filhas ou irmãs.

Lembrei-me de um texto em que Jesus faz a seguinte menção a atitudes como essa:

Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.


Eu não posso afirmar com certeza se Jesus, neste texto, estava pensando especificamente em defender também a dignidade da mulher, entretanto, ele deixou bem claro que o olhar em si, já revela uma intenção que no coração se consuma, e, aos olhos de Deus, o ofensor já é culpado de um delito. Particularmente, achei muito esclarecedor, na matéria supramencionada, o relato do mal estar que a moça sente quando percebe que esta sendo desnudada com os olhares alheios.

Por algum motivo, os homens brasileiros parecem ter sido educados que serão mais machos se cobiçarem mais, incomodarem ainda mais as mulheres, e no fundo, até parecem achar que estão "abafando". Sociólogos, educadores, psicólogos podem enxergar, acertadamente ou não, vários motivos para tais atos. Entretanto, o motivo que Jesus deu foi simplesmente o mau coração humano (Mateus 15.19). Se alguém não se emenda por si só, não se converte, não se coloca no lugar do outro, não ama o próximo como a si mesmo, nada mais resta senão a punição da lei contra tais atos covardes.

Jesus, ao pregar aquilo que hoje chamamos de santidade, ou castidade, estava sem dúvida alguma, defendendo a dignidade da pessoa humana, notadamente a da mulher

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Inferno, morte eterna ou aniquilação?

Aniquilacionismo, Inferno e Apocatastasis

Os cristãos durante os séculos têm se dividido em relação a qual será o destino dos ímpios após a morte.

Serão jogados em um inferno eterno? Serão aniquilados? Ou serão completamente restaurados no final do tempos?

Geralmente são analisadas diversas passagens bíblicas e se procura chegar a uma conclusão. Iminentes teólogos já defenderam todas as posições.

Quem defende a primeira posição usa um texto como o de Mateus 25.46: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna". Dizem que Jesus foi quem mais falou sobre inferno (Ex: Mt 5.22; Mt 10.28; Mt 23.33, Lc 12.5; Lc 16.23; etc). Entre outros argumentos dizem que todo pecado é cometido contra um Deus eterno, logo, o castigo tem que ser eterno. A igreja católica e a maioria dos evangélicos e cristãos ortodoxos, no momento, parecem defender que realmente existe um inferno eterno em que todos os que rejeitaram o amor e o perdão de Deus serão lançados.

A segunda posição conhecida como aniquilacionismo diz que, em um determinado momento, todos os ímpios serão destruídos, eliminados. Um texto que apoiaria tal visão seria o de 1 Tessalonicenses 1.9: "Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder". E ainda: "Então a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo" (Apocalipse 20.14). Argumentam que uma vez que rejeitaram Jesus, a fonte de toda a vida, não terão outro destino que não seja a morte eterna, o contrário da vida eterna. Muitas outras passagens bíblicas poderiam ser mencionadas.

A terceira posição é chamada de universalismo, ou ainda conhecida como "apocatastasis", que significa que todas as coisas voltarão a convergir em Cristo. Um texto muito bacana seria o de Colossenses 1.20: "e que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, que sobre os céus". Não é ignorada a possibilidade de um castigo eterno, mas o eterno não é para sempre, pois Deus é o criador da própria eternidade. Eterno tem fim. Nesta posição até o diabo seria reconciliado. Teólogos como Clemente e Orígenes de Alexandria defenderam tal posição.

Não é fácil escolher um ou outro posicionamento. Todos têm muito bons argumentos. O teólogo terá que estudar com afinco e se posicionar. Também não é errado dizer que possui dúvidas a respeito. Creio que todos gostariam que a terceira posição fosse a verdadeira. Ocorre que há textos contundentes nas Escrituras que parecem negar que todos serão salvos no final. O segundo posicionamento parece é o mediano entre os extremos. Menos pior será deixar de existir do que ser castigado por todo o restante de uma eternidade sem fim. O primeiro posicionamento tem tido a defesa da maior parte dos teólogos ditos ortodoxos das grandes confissões e certamente não poderá ser totalmente ignorado.

Bons estudos!

Uma opinião sobre os evangélicos que defenderam o ato do transexual crucificado

Alguns cristãos condenaram a atitude do transexual que se fez passar por Jesus alegando desrespeito ao evangelho.

Outros defenderam sua liberdade de expressão e que não houve desrespeito. E aparentemente não houve, de certa forma, nenhum ato de libidinagem ou desrespeito com a pessoa de Jesus, neste ato. Foi "pura arte".

Curiosamente muitos cristãos evangélicos defenderem tal ato com argumentos teológicos, dizendo que Jesus não morreu somente por héteros, mas também por homossexuais. E que se eles são pecadores, todos são, sejam hétero ou homossexuais. Ou ainda argumentos sociológicos, dizendo que se trata de uma forma de "pedido de socorro" contra o preconceito sofrido por tantos anos, notadamente por parte dos cristãos. 

O que alguns destes evangélicos talvez precisem perceber é o seguinte. Na passeata dos homossexuais, quando estes se apropriam ainda que respeitosamente de símbolos cristãos, eles estão transmitindo, entre outras, a mensagem que homossexualismo (entendido aqui com o a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo) não é pecado e que dizer o contrário é preconceito e homofobia. Será que os evangélicos que defenderam tal ato também concordam com isso (como por exemplo, um grupo evangélico com a faixa escrita "Jesus cura a homofobia")? Porque, se concordarem, tudo bem. Estão agindo com lógica no que estão dizendo. Entretanto, se entendem que o homossexualismo é pecado, estão sendo ilógicos, pois estão se associando com uma ideologia que defende tal prática como virtuosa.

Uma coisa para o cristão é defender os direitos civis do grupo LGBT. Mesmo um cristão conservador mas politicamente liberal pode fazer tal defesa. Outra coisa é defender que a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo não é pecado. Neste sentido, poder-ser-à estar apostatando de um conceito tradicional do que seja pecado na área sexual.

Leia também:

A difícil questão da homossexualidade

A rejeição cultural e jurídica da concepção cristã de casamento

Homoafetividade e Promiscuidade

Os cristãos e a redução da maioridade penal

foto: http://tribunadainternet.com.br/

Há cristãos que são favoráveis à redução da maioridade penal.

Há os que são contra.

Tudo bem.

É possível tanto ser a favor como ser contra e ainda ser cristão.

Entretanto, independente de sua posição, precisa se perguntar.

Você tem vivido com estes menores?

Tem chorado com eles?

Os tem evangelizado?

Tem ajudado a lhes aliviar a fome?

Os tem amado, ouvido, buscado compreendê-los?

Os tem aconselhado e ensinado?

Pois cristão, se não estiver fazendo nada disso...

Temo que sua opinião ou ausência dela pouco tem contribuído para a mudança da situação destes jovens.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O desrespeito às imagens religiosas e a revolução

Existem representantes do movimento LGBT que vilipendiam imagens religiosas, notadamente cristãs, introduzindo-as em seus próprios orifícios e fazendo cenas de deboche. 

Estes grupos, em minha opinião, não buscam somente ampliação de direitos de cidadania. Eles querem o confronto direto mesmo.

Isso porque, são revolucionários. E no novo mundo que almejam não há espaço para convivência, pois são intolerantes para com a religião cristã.

Eles também sabiam que haveria uma reação conservadora. Logo, eles querem mesmo o confronto. E sabem que, em um espaço curto de tempo não ganharão o que querem. Mas neste choque dialético, acabará sobrando algo, que se não é a consumação de seus objetivos, é mais do que hoje possuem (um passo para frente em seus intentos). De qualquer modo, o objetivo ideológico de tais grupos é muito maior do que meramente mais direitos à comunidade gay. Tanto é que eles sequer se importam com o apoio que muitas igrejas cristãs progressistas dão aos gays, senão não desrespeitariam os símbolos comuns de todos os cristãos.

O que fazer?

Orar por eles. Chorar por eles. Dar a face. Ser voz profética. Não confundir alguns com o todo pois ainda creio que a grande maioria dos homossexuais respeita a religião. E suportar, com ajuda de Deus, a perseguição que provavelmente virá.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A política não é o substituto do evangelho

Qual deve ser o envolvimento do cristão com a política, notadamente a politica partidária? 

Pelo menos duas respostas já foram dadas a este questionamento. 

A primeira é que o cristão deve estar em todas as áreas da sociedade. Que deve conquistar tudo para a glória de Deus, até mesmo a política. 

Neste sentido, uma vez no poder, ele deve lutar para implementar todas as reformas necessárias que se adequem àquilo que considera uma concepção cristã de vida.  Há cristãos inclusive que desejariam a implementação da religião cristã como oficial, o que, pelo menos na presente ordem constitucional não seria possível. 

A outra posição é a que diz  que nós não temos que estar envolvidos em cargos de poder político. Os que defendem tal posicionamento dizem que Jesus ensinou que seu reino não era deste mundo. Que só deveríamos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Que Jesus foi tentado pelo diabo com os reinos deste mundo, e que o inimigo de nossas almas não estava mentindo nem blefando quando se intitulou como governador deste mundo. Resumindo: tais cristãos entendem que política mesmo é do diabo! 

Entre tais concepções extremas há toda sorte de pensamentos. 

Uns dizem que a igreja (nenhuma delas) deve estar institucionalmente envolvida com a política partidária, mas que cristãos que se sentirem vocacionados podem e devem se envolver com a política para assegurarem pelo menos a consecução de princípios que se coadunam com inspirações de justiça, igualdade, proteção dos mais fracos, etc.

Independentemente qual seja a posição que o cristão assuma quanto a esta questão, ele não poderá se esquivar do fato de que Jesus deu à igreja a missão de pregar o evangelho. Ele não disse: ide e conquistai o poder em meu nome. Ele disse: ide e pregai o evangelho a toda criatura. A política, quando muito, só promove uma conformação exterior do cidadão à norma. O evangelho visa transformar o ser humano de dentro para fora. A política visa normas que devem ser aplicada a todos. O evangelho visa pregar a todos, mas reconhece que muitos irão rejeitá-lo. Portanto, não podemos confundir a política com o evangelho. 

Cristãos que se envolvem com a política precisam tomar cuidado para não envergonharem o evangelho. É uma posição pública e todo cuidado é pouco. Meu temor é que a atuação de evangélicos na política possa estar atrapalhando, ao invés de ajudar, o testemunho da igreja neste país. Se o mau testemunho de um crente pode atrapalhar, ainda mais o mau testemunho de um crente na política.

Leia também:







segunda-feira, 25 de maio de 2015

Aprovação do casamento homossexual na Irlanda

Foi aprovado o casamento gay na Irlanda, por vida da consulta popular. A matéria pode ser lida aqui.

Tendo em vista a aprovação, em muitas igrejas protestantes históricas dos EUA, do casamento gay, alguns colegas costumavam pensar que tais flexibilizações somente foram possíveis no nível religioso por conta do protestantismo.

De fato, isso pode ser verdade.

Entretanto, a Irlanda é um país majoritariamente católico. Isso não foi suficiente para barrar a conquista deste direito pelo público LGBT, o que mostra que a religião pode não estar influenciando tanto assim, ou ainda, o quanto os próprios católicos estão mudando de mentalidade em relação a este assunto (ou que estão mesmo deixando a Igreja). Basta ler a opinião do bispo na matéria indicada. De qualquer modo, segundo a própria reportagem, a igreja não está obrigada a celebrar tais casamentos.

O que aprendemos do pecado de Davi?


“Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor...” (I Samuel 12.13).

Davi era um grande rei. Desde menino foi chamado por Deus para tal ministério. Lutou bravamente contra Golias quando era jovem. Venceu batalhas. Foi odiado por Saul mas nunca levantou sua mão contra o “ungido do Senhor”. Não tomou o trono pela força, mas esperou pacientemente o cumprimento da promessa feita por Deus.

Ocorre que em determinada ocasião, já rei, quando deveria estar na batalha, preferiu descansar e se distrair. Viu de sua janela uma bela mulher, questionou aos seus serviçais quem era, e mesmo advertido que era casada com um de seus homens mais fiéis, deu suas ordens e se deitou com ela.

Noticiado de que tal mulher engravidara, mandou chamar o marido dos campos de batalha e tentou provocar um encontro entre o casal. Urias recusou deitar com sua mulher em solidariedade aos seus companheiros de batalha. Frustrado o plano do rei, este determina que Urias fosse abandonado na linha de frente do campo de batalha. Com o marido morto, Davi poderia agora tomar Bate-Seba como esposa, e ainda passar por homem generoso. 

Natã, um profeta da corte, conta então uma estória para o rei. Era a estória de um homem rico, que tinha muitos animais, mas tomou a única cordeirinha de um homem pobre para oferecer a uma visita. Davi, achando que estava a julgar um caso comum, bradou que tal homem deveria ser condenado. O arguto Natã disse a Davi: “tal homem és tu”! E joga na cara do rei a bobagem que ele fez, de como foi abençoado por Deus e poderia ter a mulher que quisesse, mas que preferiu tomar a esposa de seu soldado fiel, e ainda o matara. Adúltero, ladrão e assassino, eis o veredicto. O que podemos aprender deste relato bíblico? 

Primeiramente, não podemos endurecer os nossos corações contra a advertência de um homem de Deus. É bem verdade que Natã, o profeta, foi muito sábio ao confrontar Davi fazendo com que este mesmo se auto condenasse. Entretanto, uma vez pego em seu ardil, Davi não se justificou, nem resistiu. E isto poderia ter ocorrido? Certamente que sim. Muitos anos depois, o rei Asa, quando confrontado com o seu erro pelo profeta Hananias (2 Crônicas 16.7-9), além de resistir, colocou o profeta na prisão e o amarrou em um tronco. E o rei Asa, que no início de sua carreira foi tão bem-sucedido e próspero, viveu o resto de seus dias miseravelmente. 

Em segundo lugar, Davi se arrependeu de seu pecado. Caiu em si. Reconheceu que pecou terrivelmente contra Deus. Não justificou o seu erro. Entregou-se ao julgamento de Deus. E imediatamente o pecado do rei foi perdoado. Grande a misericórdia deste Deus, que perdoou um assassino e ladrão (sim, ladrão, pois roubou a mulher de seu próximo). Daí, podemos acreditar que, se nos arrependermos de nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar. 

Terceiro, Davi fez de tudo para livrar o seu filho com a mulher de Urias da morte. Este foi o juízo do Senhor. Que aquela criança não viveria. Entretanto, Davi apostou todas as suas fichas na misericórdia de Deus. Ele acreditava que poderia fazer Deus mudar de ideia. Lutou até o fim. Assim nós, da melhor forma possível, temos que nos esforçar para livrar as pessoas que amamos das terríveis consequências de nossos próprios pecados. Alguns entendem que até isso foi um ato da misericórdia de Deus, pois faria com que aquele casal sempre se lembrasse do crime de sangue que havia sido cometido. 

Por último, aprendemos que não devemos nos desviar de nossa missão, de nossa vocação. Davi foi chamado para lutar as batalhas do Senhor. Não era para ele estar descansando em seu palácio, “assistindo” as janelas e se distraindo. As distrações deixam o coração vulnerável, fortalece a carne, e diminui o nosso poder de vigiar. Se Davi estivesse no campo de batalha, nada disso teria ocorrido. Jamais devemos nos desviar de nossa vocação, nem deixar que outros lutem nossas batalhas.

Leia também:

O sono da morte



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Da piedade como fonte de lucro


Piedade e lucro
foto: http://mangacharges.zip.net/


... supondo que a piedade é fonte de lucro (1 Timóteo 6.5).

 

A espiritualidade de um verdadeiro pastor não admite que ele explore economicamente as suas ovelhas. Isso é próprio do lobo, ou do mercenário.

Os que querem se enriquecer caem em loucas tentações, notadamente os líderes religiosos. Transformam a piedade em impiedade e dão ocasião para que se blasfemem da igreja.

Não se deve fazer comércio das pessoas. Utilizar símbolos sagrados para se enriquecer. Tendo o que comer e o que vestir, um cristão se sentirá contente, quanto mais um líder. Alguns chegam ao cúmulo de acharem que se um pastor não for economicamente próspero não tem autoridade para ensinar. Tais pessoas conheceram Jesus, por acaso? Ou Paulo, ou Timóteo?

A grande fonte de lucro, por assim dizer, de quem tem uma vida piedosa, é ver as almas apegadas à Jesus, à caridade, ao bem. E que a necessidade de muitos possam ser supridas. Melhor lucro que esse, não há. Que os pastores, os líderes, e todos os cristãos possam ser ricos de boas obras, de caridade e de amor. Se nos convertêssemos em nossas atitudes, certamente o evangelho de nosso Senhor estaria fortalecido nesta nação.

terça-feira, 19 de maio de 2015

As marcas dos cravos continuam



Mesmo após a morte e ressurreição de Cristo, mesmo após ele ter estado junto ao Pai, as marcas dos cravos continuaram em seu corpo. Daí, os discípulos terem tido a possibilidade de tocá-las.

Assim também é em nossa nova vida com Cristo Jesus.

Muitos acham que "a marca dos cravos" deixam de existir.

Será?

Morremos e ressuscitamos com Cristo, segundo as Escrituras (Romanos 6). Recebemos um novo Espírito que clama Abba Pai em nós (Romanos 8).

Mas as marcas dos cravos ainda estão lá... Elas não se vão... É possível "vê-las", "tocá-las", "senti-las"...

São as marcas dos sofrimentos, das dores pelas quais passamos nesta vida. De toda angústia e dor, merecidas ou não.

Ressuscitar para uma nova vida não significa esquecimento das dores, nem o apagar das marcas, mas sim, uma nova forma de enxergá-las e lidar com elas. Mesmo em meio a toda a angústia, sofrer depois de ressurreto, com uma nova vida em Cristo, não terá o mesmo sabor de morte e desespero que havia antes, pois conhecemos o Espírito que nos consola. Isto nos torna mais fortes e confiantes. E tais marcas servirão de experiência para consolar a vida de outros.

Encare toda a sua experiência anterior (ou mesmo posterior) à conversão como uma grande escola pela qual você passou, e que te aproximou mais do seu Senhor, bem como do teu próximo, para que a experiência do amor possa se efetivar através de tua existência. 

A marca dos cravos podem estar lá. Mas a ressurreição superou toda mágoa e toda dor.

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