sábado, 6 de fevereiro de 2016

E não endureçais os vossos corações

"... não endureçais os vossos corações..." (Hebreus 3.8)


O Espírito Santo é retratado como Aquele que fala ao seu povo (Hb 3.7), cuja função é convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8).

Logo, todas as vezes que pecarmos, uma influência divina virá sobre nós, nos alertando acerca da necessidade do arrependimento.

Ocorre que muitas vezes há determinadas características em nós mesmos que não são nada agradáveis à santidade de Deus. E o Espírito não descansará enquanto não houver mudado tal coisa em nosso caráter. Não há filho que não esteja sem correção.

Os cristãos hebreus estavam à beira da apostasia, querendo retornar aos velhos rituais judaicos. O escritor da epístola aos Hebreus irá alertá-los do perigo ao qual estavam incorrendo, demonstrando a superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o Levítico. Mas é possível que houvesse também outras práticas pecaminosas, das quais são alertados. Entre as lições, eles deveriam aprender com a experiência dos antigos hebreus que murmuraram contra Moisés e contra Deus (Hebreus 3.8-11).

O fato é que tais lições existem para que nós mesmos analisemos nossa própria vida. Como está o nosso coração? Quando o Senhor nos aponta algum erro, nós nos endurecemos? E quando tal erro é apontado em nossa vida por algum outro irmão ou liderança? Será que nós queremos nos justificar? Ao menos pensamos no assunto?

O pecado age em nós de dentro para fora. Ele tem o poder de nos endurecer. Estar endurecido é fechar-se para a influência divina. E tudo isso pode ser fruto da incredulidade. Esta é uma perversidade do coração (Hb 3.12) que afasta do Deus vivo.

O coração, para os hebreus, era a fonte de toda vida. Se endurecermos o coração para a influência do Espírito Santo, ninguém mais poderá modificar o nosso coração, a ponto de alguns até terem argumentado que essa insistência no pecado que é a verdadeira blasfêmia contra o Espírito, impossibilitando a salvação de quem assim age.

De qualquer modo, fica aqui o alerta. Não devemos jamais endurecer os nossos corações, e devemos sempre estarmos expostos às exortações que procedem da Palavra do Senhor.


Corações endurecidos
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Espiritualidade no falar

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Provérbios 15.1).


A espiritualidade de alguém pode ser, de certa forma, "medida", à "medida" que ouvimos as palavras que saem de sua boca. A palavra "espírito" vem de "pneuma", que significa "fôlego", "sopro", "vento". Sem fôlego, ninguém fala, e aqui vemos então um símbolo da espiritualidade em nosso modo de falar.

Não se trata aqui da palavra "palestrada", preparada, pensada, ensaiada. Um pastor, um preletor, padre, mestre, pode também ser um artista.

A verdadeira espiritualidade se é medida, constatada, verificada mesmo no cotidiano da existência.

Como converso com meu amigo, professor, colega de trabalho, pais, e principalmente com o cônjuge (aqui mesmo, a batalha é de fogo, no cotidiano de toda uma vida) demonstra realmente o meu verdadeiro estado.

Uma fala irada, sensualizada, egocêntrica, só expõe aquilo que já está no coração de alguém. Mesmo que ensaie para pregar e ensinar, o velho sotaque do velho homem sai nas entrelinhas. As entrelinhas são aqueles momentos em que nossa verdadeira natureza se expõe. 

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Destruindo a família com as próprias mãos

Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos (Provérbios 14.1).


Sim, é verdade. Uma mulher tola coloca tudo a perder dentro de sua casa. A tolice é vista como uma espécie de estultícia, falta de bom senso, enfim.

Mas em minha experiência enquanto pastor, o que mais vejo mesmo é homens destruindo, literalmente, a sua casa com suas próprias mãos.

Conheci uma família linda, em que havia uma esposa trabalhadora, dedicada, com lindos filhos. Mas o marido era agressivo, injusto, bebedor e violento. Ao final das contas, sua mulher saiu de casa com seus filhos para um lugar incerto e não sabido, depois de muito sofrimento. Eis aí um caso de um homem que destruiu o lar com suas próprias mãos. São inúmeros os casos de agressões familiares, de modo geral provocada pelos maridos.

O fato é que existe uma capacidade destruidora dentro de todos nós, independentemente do gênero, mas os homens são muito mais violentos, por óbvio. Países vivem em guerras, partidos, quadrilhas, porque pessoas também vivem em guerra. Se dermos vazão à nossa ira, daremos vazão à loucura destrutiva, e destruiremos com as próprias mãos aquilo que é o mais importante em nossa vidas: nossa família.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A mais bela herança

O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo (Provérbios 13.22).


A principal herança que podemos deixar a alguém não é necessariamente material, embora esta também seja importante. A mais importante herança que deixamos é a moral, a ética, ou espiritual, que engloba todas as demais.

Que tipo de herança temos deixado aos nossos descendentes? Quando digo descendentes, não estou pensando somente em laços de sangue, mas alunos, amigos, discípulos, irmãos. São as esperanças e inspirações da nossa vida que vão conduzir e inspirar a vida de outras pessoas.

Vejamos o exemplo de Jesus. Não deixou nenhuma herança material para ninguém. Entretanto, como não enxergar se cumprir cabalmente este versículo na vida do mestre de Nazaré, que inspirou e continua inspirando milhões de pessoas. Seria realmente o maior legado que alguém poderia deixar. Além do que, pelo seu ato redentivo, nos constituiu herança de Deus.

Que sejam as inspirações da nossa vida o nosso maior legado para as futuras gerações. E claro, se tivermos a oportunidade de não deixá-las materialmente desguarnecidas, isso também será bom.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Execuções na Arábia Saudita





Vigora na Arábia Saudita a "sharia" (ou uma interpretação desta), que é a aplicação da lei islâmica.

Segundo a Anistia Internacional, a justiça daquele país não segue os ditames que respeitam os direitos humanos, como um processo judicial claro, transparente, mas prevalecem decisões arbitrárias, com execuções que vão desde o fuzilamento até as decapitações. Segundo esta mesma Anistia, também ocorrem casos de torturas, para que sejam obtidas falsas confissões.

Muitas das pessoas executadas pelo regime eram estrangeiras, e sequer entenderam seus julgamentos, sendo obrigadas a assinar documentos sem assistência de tradutores.

Há execuções desde por uso de substância entorpecentes bem como por questões religiosas.

A religião predominante na Arábia Saudita é o islamismo sunita, porém em uma variação considerada bastante "puritana" ou radical, o wahhabismo, que prega uma espécie de volta ao islamismo original. Tal movimento se encontra no mundo inteiro. Foi da união de um clã super poderoso e de tal visão religiosa que surgiu a Arábia Saudita, mas a relação entre religião e estado naquele país muitas vezes tem sido tensa.

Com informações da BBC Brasil.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Presidente iraniano sustenta que os muçulmanos precisam melhorar a imagem de sua religião



Talvez seja algo um pouco raro de acontecer, um importante líder muçulmano fazer uma certa "mea culpa" da atual imagem de sua religião.

Sinceramente todos esperamos que a imagem que venha a prevalecer desta grande religião seja realmente a da paz e da moderação. Mas isso é muito difícil, ainda mais enquanto religião e estado estiverem misturados. 

Salvo melhor juízo, no Irã, xiita, bem como na Arábia, sunita, vigoram pesadas leis contra muçulmanos que deixam suas religiões, bem como pesadas restrições contra outras religiões. Se levarmos em consideração a opinião de alguns de que a religião é o primeiro direito humano fundamental, fica difícil melhorar a imagem de tal religião, mesmo que das versões ditas "mais moderadas".

Parece-me que, no ocidente, a imagem da igreja Católica só melhorou quando esta deixou de se confundir com o poder temporal. Talvez possamos dizer o mesmo do protestantismo. Mas como fazer isso com o islamismo se tal religião já parece trazer no bojo de sua teologia a necessidade de domínio político e jurídico das nações?

Com informações de Globo.com

Padre católico pede desligamento da igreja e funda seu próprio ministério



É algo um pouco raro de acontecer, mas acontece.

Um padre católico, Ronaldo Melo, sob a desculpa de que queria mais liberdade para celebrar suas liturgias, pediu desligamento da igreja católica e fundou uma nova igreja, a Igreja Católica Apostólica da Fé.

Não foi por discussões doutrinárias, insubordinação, nada disso. Foi apenas desejo de liberdade para falar.

A desculpa de que gostaria de falar com liberdade não me convence muito, afinal, se ele mantém praticamente a mesma liturgia, não há nada que o impediria de falar com liberdade e continuar fazendo parte da Igreja Católica Apostólica Romana.

Entretanto, no catolicismo, ninguém pode sair e fundar uma outra igreja católica, e continuar católico apostólico romano, diferente do protestantismo. Um pastor pode fundar uma outra igreja e continuar protestante, ou seja, fazendo parte da mesma religião. No catolicismo não é assim, penso eu. Por isso o bispo católico da região de Guaxupé proibiu os fiéis de frequentarem as missas promovidas pelo padre dissidente. Entretanto, o fiel católico, de modo geral, nem liga para tais proibições.

Acredito que essa seja uma das preocupações de uma instituição religiosa. Quando surge algum sacerdote carismático, que arregimenta grande povo, mas que, por um ou outro motivo, resolve sair. Geralmente leva muita gente consigo. Isso tem ocorrido em todas as denominações. Acho um pouco ruim isso, pois geralmente essas pessoas começam suas carreiras em instituições já consolidadas, recebendo alguma estrutura e apoio (claro que isso depende de denominação para denominação), mas acabam saindo, levando pessoas e recursos consigo.

De qualquer modo, sempre foi e sempre será tensa essa relação entre carisma e instituição. Como o referido sacerdote não é bispo, e caso queira conservar a teologia católica, não poderá ordenar outros sacerdotes. Caso ele não ligue para isso, ainda que inadvertidamente, já estará inserido, penso eu, em um tipo de protestantismo.

Com informações de Globo.com

O fim do cristianismo no Orente Médio




Ser um cristão no Oriente Médio não tem sido fácil.

Se em 1910 eram aproximadamente 14% da população, hoje não passam de 4%.

Após a invasão dos EUA, caiu pela metade o número de cristão no Iraque. Entretanto, o grupo mais perseguido naquela região não é o de cristãos, e sim o de iáziges. Milhares de homens pertencentes a testes grupos foram mortos, e milhares de mulheres feitas de escravas sexuais.

Não se pode esquecer também que, mesmo dentre os muçulmanos, há muitos que pagam um alto preço por serem contra a perseguição religiosa.

Nos EUA, republicanos e democratas não concordam com o modo como devem tratar a questão da perseguição aos cristãos. Muitos republicanos querem que os refugiados cristãos sejam tratados de maneira privilegiada, mas importantes grupos cristãos não concordam com isso. Além do que, parece ter sido refutada a ideia de que os EUA não estejam recebendo refugiados cristãos.

Boa parte dos acontecimentos que envolvem o Oriente Médio, não podemos nos esquecer, decorre da desastrosa intervenção do ocidente, notadamente dos EUA, ao invadir o Iraque. 

Em minha opinião, é realmente deprimente que estamos assistindo diante de nossos próprios olhos o fim do cristianismo na localidade em que nasceu.

Com informações do site da UOL Notícias.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Juízes uns dos outros

Jesus não nos ensinou a sermos juízes uns dos outros.

Nos ensinou a nos ajudarmos.

Já maculados com a marca da divisão, atacamos uns aos outros, muitas vezes em questões secundárias, que não levam à edificação. Maculados muitas vezes pelo orgulho,  com divisões sem fim.

Não fostes chamado a ser juiz de seu irmão, e sim guardião dele.

Transformá-lo mais pelo exemplo do que pelas palavras.

Quando tiver que repreender, vá até ele, só, e diga o que o Espírito te orientou.

A reconciliação continua sendo um imperativo em um mundo machucado pela guerra.

O que tivermos que lhe dizer, que seja pessoalmente, e com a certeza da causa que estamos a defender.

Fomos chamados à paz. Ao servo do Senhor não convém contender.

Brigamos uns com os outros, mas onde encontraremos um verdadeiro espírito comunitário? Você é capaz de mostrar? Onde encontramos a verdadeira santidade que nos faz lembrar o Senhor? Você é assim tão capaz de vivê-la a ponto de condenar os demais.



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Afinal, o que os evangélicos querem da política?

A professora de psicologia Bruna Suruagy, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, fez 42 entrevistas para sua tese de doutorado Religião e política: ideologia e ação da"Bancada Evangélica’ na Câmara Federal”. Ouviu parlamentares da bancada evangélica (de 2007 a 2011), assessores e jornalistas.
Continuou acompanhando o movimento dos políticos evangélicos e o crescimento da bancada no Congresso. Em entrevista à Pública, Bruna explica como acontece a seleção dos candidatos dentro das igrejas, o esquema político das principais denominações pentecostais e o que querem os políticos evangélicos.

Leia tudo em Carta Capital.
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