
"Sem caridade nada pode agradar a Deus." I Clemente X, 05
Duas coisas parecem ser de algum modo infinitas: a natureza divina e a ignorância humana, da qual alguns fizeram um oitavo sacramento.
Evidentemente que o estado de ignorância justifica todos aqueles que jazem invencivelmente sob seu jugo, entretanto quando temos certo conhecimento da realidade e lho sofismamos descaradamente afetando ignorância e boa fé caimos sob o jugo da culpa e nossa iniquidade se torna patente diante do Verbo e dos irmãos.
Pois se a ignorantes que são manipulados há também malevolentes que manipulam.
E que vizam submeter a econômia Cristã a uma estrutura material e a uma ordem temporal que são visceralmente opostas a sua natureza moral e divina.
E quando denunciamos esta vil manobra, apelando ao testemunho dos homens base que ergueram o edíficio de nossa fé nos tempos antigos, ficam escandalizados e se põe a berrar como energumenos dizendo que deviamos ter permanecido de boca calada ou que estamos atacando a fé, a igreja, o Cristianismo e tudo o que é Deus.
Acusam-nos de dar combate a verdade revelada, de mentir, de livre examinar, de incorrer em heresia, etc
Entretanto não nos trememos nem tememos diante de suas palavras amargas.
Sabemos que não combatemos a homens feitos de carne e sangue.
Sabemos que combatemos estruturas fundamentadas na avareza e no egoismo.
Sabemos que lutamos contra o poder do dinheiro.
Sabemos que lutamos contra instintos poderosos.
Sabemos contra quem lutamos e conhecemos os riscos.
Entretanto sabemos por quem lutamos, conhecemos o lábaro sob o qual combatemos e o bem que nos esta reservado.
Conhecemos o remunerados generoso que remunera com abundância de bens pepértuos e impereciveis.
E assim permanecemos impávidos e de cabeça erguida!
Denunciando os desvios da Santa mãe Igreja ou melhor de seus desnaturados filhos e revindicando correção ou disciplina.
Quando formava-mos nas fileiras do protestantismo e romanismo já assim procediamos, denunciando os crimes dos pastores e padres isto é os crimes que haviamos testemunhado, nós os expunhamos a luz do dia e lhos revelavamos ao povo para que tais autoridades fossem dedignadas.
Entretanto as topeiras e morcegos, aqueles que amam mais as trevas do que a luz, diziam: calai-vos, assim o povo haverá de perder a fé...
E assim o é... o povo continua a perder a fé e a sociedade a paganizar-se dia após dia...
E quem são os verdadeiros culpados por tal estado de coisas?
Aqueles que denunciam os crimes ou aqueles que lhos comentem?
Aqueles que lhos acobertam e ocultam, esses são os verdadeiros culpados.
Pois se os maus ministros fossem desmascarados e punidos conforme a disciplina apóstolica haveria um salutar temor entre aqueles que sobem ao minstério e os crimes minguariam dia após dia pelo temor da denuncia e dos castigos.
Entretanto a falsa segurança que advem do silêncio e do acobertamente da vida ao crime e ao pecado tornando-se como que alimento e combustivel do escândalo.
Porque cedo ou tarde o crime concebido e praticado as ocultas vem a luz.
Não há nada de oculto que não haja de vir a luz, quem o disse foi o Senhor Jesus Cristo cujas palavras de vida são palavras eternas.
E quando tanta podridão e tanto crime acumulado veem a luz é natural que as almas santas e piedosas se decpcionem e afastem da comunhão.
Entretanto existe um remédio divino para tais problemas...
Uma disciplina rigorosa segundo a qual tais homens sejam denunciados, julgados e dedignados sem apelação logo que cometam o primeiro deslize. Pois os líderes devem servir como exemplos ao povo fiel em toda perfeição, conforme esta escrito:
"Como nos aproximaremos do Reino a menos que conservemos aquela pureza imaculada que nos foi imputada no batismo?" II Clemente 06
O exemplo deve partir de cima, do alto, daqueles que exercem os oficios divinos, sagrados e celestiais, estes devem ser como que imagens vivas de Jesus Cristo e môdelos de toda congregação.
Portanto sempre que as obras e iniquidades dos dirigentes forem acobertadas eles se sentirão a vontade para pecar mais e mais e sempre mais... até que o pecado se converta em regrade vida e toda hierarquia se degenere.
E quando tais obras vierem a luz...
Portanto o que devemos fazer não é oculta-las ou esconde-las dando falsa segurança aqueles que lhas perpetram, mas abrir a boca e denunciar, para que temendo evitem o pecado ou se corrijam.
Pela denuncia e punição é que se mamtem o temor e a santidade.
Aqueles que diante de tal situação murmuram: E a caridade são falsos profetas e apóstolos do inferno.
No acobertamento de pecados e no silêncio não há caridade alguma, mas colaboração com a hipocrisia, o grande pecado dos fariseus.
Ser 'caridoso' para com N ou X em tais contigências é ser odioso para com a mãe igreja, promovendo a extinção daquela sua nota divina que é a santidade.
Ora, nós não fomos ensinados a esperar que a santidade caia dos céus, porque depende em parte da colaboração do elemento humano.
Ademais quando escondemos o pecado de alguém fornecemos a esse mesmo alguem as condições necessárias para continuar pecando e nos tornamos co responsaveis por seus pecados. Atribuir os juizos todos a Deus e fechar os olhos como se nada tivesse acontecido a ninguém desculpa, antes incrimina e compromete.
Pois o Deus Santo espera que cada um de nós vigie e exorte ao semelhante na vereda do bem, ou, em caso de obstinação e resistência, na terceira vez, que lho denunciemos a igreja...
E se a igreja não quizer escutar nossa denuncia?
Para que serve a opinião pubica? Para que servem os meios de comunicação?
Se a igreja esquecida dos mandamentos do Senhor deseja escandalizar, não nos atemorizemos, antes cumpramos nosso dever diante daquele que é o Senhor da Igreja e lutemos pela santidade da esposa.
Os canceres exigem pronta extirpação, inda que o paciente não lho deseje e que o processo seja doloroso.
Entretanto os tumores precisam ser extirpados para que não acarretem a destruição do corpo.
Para preservar o corpo do Senhor em santidade os tumores malignos devem ser exterminados a qualquer custo.
Escandaliza quem se recusa a cumprir o que esta registrado nos evangelhos e nos canones punindo o criminoso, quem clama por justiça e puniçoa, este a ninguem escandaliza, antes da exemplo de fé e valentia.
Feliz aquele que cumpre seu dever sagrado e que não teme nem gritos, nem ameaças, nem calúnias, nem maldições, nem anatemas, nem coisa alguma ciente de estar agindo conforme a vontade expressa de Cristo dos santos Padres, denunciando os males e erros para que sejam punidos.
Assim sempre procedemos, mesmo quando estavamos de boa fé vinculados a sistemas incorretos, buscando a Deus de todo coração e julgando servi-lo.
Acaso agora que julgamos estar inclusos no sistema divino pela fé reta, pura e imaculada nos calaremos e faremos menos?
De modo algum.
Agora que cremos pertencer a verdadeira igreja convem fazer mais, agir mais, lutar mais.
A igreja tem seus verdadeiros inimigos naqueles que compactuam com o erro e a iniquidade e não naqueles que procuram sua extirpação.
O filho que ama sua mãe pugna pela saúde da mesma.
Se percebe que a alma esta prestes a abandonar o corpo da mesma acarretando-lhe a morte tudo faz para que tal não se suceda, de modo a mante-la viva.
Assim se percebemos que a caridade que é a alma de todas as virtudes esta sendo posta de lado e esquecida, apartando-se da fé justa e acarretando a morte da Igreja, tudo fazemos para que tal não se suceda...
Quando pugnamos pela Justiça, a generosidade, a paz, a misericórdia, a caridade e outros valores legitimamente Evangélicos sempre enaltecidos pela tradição dos padres é pela vida da igreja que pugnamos.
Nós não cruzamos os braços diante do oráculo: As portas do inferno não prevalecerão contra ela, antes cumprimos com nosso dever, como pernas e braços do Senhor que somos neste mundo.
Como as Virgens prudentes enchemos nossas lampadas com o óleo sagrado da esperança e vigiamos até que o Senhor regresse.
Não cochilamos nem dormimos fiados em suas divinas promessas pois sabemos que a igreja não é uma casa de feitiçaria, antes nos oferecemos a Cristo como instrumentos de seus designios e de sua vontade e a ele nos consagramos como assistentes e cooperadores.
Ao contrário dos vadios e preguiçosos que tudo lançam as costas do Senhor estamos dispostos a fazer a nossa parte como membros seus que somos em virtude do sacramento da iluminação.
Quando insistimos no ponto da caridade e afirmamos que sem ela não há nem salvação nem perfeição nem nada, não é ao francês Kardec que tomamos por guia, mas a Clemente de Roma que foi auxiliar do Santo apóstolos merecendo ser saudado numa de suas epistolas.
Escutai suas palavras: "Sem caridade nada pode agradar a Deus."
Como pois podera salvar aquilo que a Deus não pode agradar?
Sem caridade nem agradamos ao Senhor nem nos salvamos, antes engana-mo-nos a nós mesmos e em nós não há sombra de verdade.
Portanto fora da caridade não há salvação.
Gostem ou não esta é a verdade.
Ninguém haverá de se salvar no ódio e na maldade inda que sua fé transporte montanhas e realiza maravilhas.
Pois a fé somente não basta para a salvação?
Somos justificados pela graça somente e por misericórdia do Senhor do universo. Tal o primeiro passo de nossa salvação di-lo o já citado Clemente, homem apostólico.
Longe de nós afirmar que bastam ao homem as forças da natureza para realizar o bem e cumprir a lei do evangelho.
Entretanto não fomos justificados, restaurados e nimbados com a graça divina para continuar pecando e sob o jugo da iniquidade.
Justificados por moção de Cristo sim, mas justificados para o bem e para as boas obras.
Justificados para a caridade e as boas obras.
Justificados para os serviço fraterno.
Não basta termos sido justificados e abraçado a justificação pelo batismo, necessário é conservar esta justificação até o fim pelo ódio ao vício e o amor a virtude.
Quem peca não permanece no Senhor e o Senhor não permanece nele.
E não prevalece a justificação do pecado nem lho santifica, antes é anulada e destruida por ele. É a apostasia verdadeira para a qual não há perdão ou remissão nesta vida, afirma Apolo na epistols que remeteu aos hebreus.
Portanto a fé e a justificação da graça sem a caridade e a operação da caridade viva pela submissão a lei de Cristo para nada servem...
Foi o Leon Hippolyte quem o disse?
Não, não foi, foi Jesus.
Lêde suas palavras e calai apóstolos do pecado e sa iniquidade:
"Então eles dirão Senhor, Senhor: milagres e sinais realizamos em teu nome nas igrejas. E eu lhes direi: NÃO VOS CONHEÇO, IDE PARA LONGE DE MIM, VÓS QUE OBRAIS A INIQUIDADE."
Portanto os que obram coisas iniquas não pertencem a comunhão do Senhor e não tem parte com ele.
Vivendo sob o jugo de Sanataz, autor do mal e do pecado, sua comunhão é com ele.
Sem caridade e obras não há salvação.
Por mais que o homem jejue, reze, estude, etc se não tiver caridade não haverá de entrar no repouso.
Nenhuma fé ou obra eclesiástica lhe servirá de guarida se deixa de cumprir com seu dever que é aborrecer o pecado e praticar o bem.
Se não dá ouvidos a admoestação daquele que diz:
Tive fome e não me destes de comer...
Sede e não me destes de beber...
Nú e não me vestistes...
A fé que habita nele e a graça que o adorna são como que talentos enterrados no chão.
Sarmento unido a videira verdadeira deve frutificar em obras santas e piedosas, pois se sem Cristo nada podemos realizar de válido para a eternidade, com Cristo muito podemos e devemos realizar, acumulando tesouros no céu.
Em união espiritual com Cristo, fecundado por seus sofrimentos e mistérios, o homem é digno de merecer. Pois suas obras feitas em Cristo são obras espirituais cujo valor transcende a economia transitória deste mundo e penetra as brumas da eternidade.
Tudo quando é realizado e feito por amor na unidade de Cristo é talento excedente e tesouro celeste o verdadeiro investimento do homem.
O mal porém concebido e feito aparta o homem de Cristo e converte-o num pedaço de pedra ou de madeira.
E assim não pode sequer obter a salvação.
Porque o amor extinguiu-se nele e vive para o mundo e a matéria. Perdeu o sentido da eternidade e cego precipitou-se no abismo da perdição...
Assim isendo do amor e da obediência ao amor encarnado não pode salvar-se.
Quem o disse não foi o Denizard mas o apóstolo que dizeis considerar inspirado e infalivel.
"Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada." I Cor 13,2
Acatemos as palavras divinas com o devido respeito, sem dôlo e falsidade pois contem o elixir da imortalidade.
MESMO QUE EU TIVESSE TODA FÉ... SE NÃO TIVER CARIDADE NADA SOU.
Nada sou - nem homem, nem remido, nem nada, mas uma abominação e ruina espantosas!
Ofereceu Lutero uma condecoração a quem fosse capaz de conciliar Paulo e Tiago...
Caso ninguém lha tenha revindicado e feito juz a ela eu lha revindico sem receio e sem temor.
Pois aque estão as palavras puras e perfeitas de Paulo.
Segundo as quais toda a fé deste mundo não serve para nada se estiver separada da caridade viva e operante.
E mais abaixo escreveu estas outras não menos enfáticas:
"Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade." id 13,13
Com que direito pois ousam atribuir a soberânia da fé aos espiritas?
Acaso Paulo, Tiago, Pedro, Clemente e sobretudo Jesus eram necromantes?
Entretanto se os necromantes - como o samaritano da parabola - estão muito mais próximos deles e da verdade isto é uma vergonha para vós.
Não o é para mim porque sempre tenho ensinado e divulgado o ensino tradicional dos padres segundo a qual a caridade é superior e vivifica a fé.
Segundo esta escrito: A fé sem obras é morta em si mesmo.
Morta e isenta de vida como poderá comunicar a vida?
E noutro passo: A caridade apaga uma multidão dos pecados.
Como pois se diz que são apagados pela fé?
A fé só apaga os pecados na medida em que mostra ao homem seus deveres, capacita-o a cumpri-los e encaminha-o a submissão, a penitência e a caridade. Louvavel é a fé como parte importante do processo no conjunto das virtudes, asqueroso o fideismo que oferece aos seres humanos uma salvação facil e falsa, uma salvação ilusória na mesma medida em que é perfeitamente compativel e conivente com o mal e o pecado.
Gratuita é a salvação enquanto a humanidade não lha conquistou com seus méritos e não é digna dela.
Mas não gratuita no sentido em que Jesus nada exija dos remidos permitindo que sejam lei para si mesmos.
Deles exige Jesus uma porção de coisas segundo lemos nas bemaventuranças e em muitos outros passos de seu Evangelho. Pois não desceu dos céus para fazer sugestões a nossa vaidade, mas para regular a vida de tantos quantos por ele são agraciados.
E por regular a vida dos que lhe seguem disse: amai-vos uns aos outros, excluido por estas palavras o ódio da econômia da salvação...
E nos orientou em tudo a respeito do que seja o amor, dizendo: Bemaventurados os pacificos, incompatibilizando o amor com os instintos belicosos que animam os corações dos transviados.
E muitas outras santas palavras e mandamentos nos deixou, todos para serem rigorosamente observados e cumpridos e não para serem lidos e ouvidos tão somente.
Estamos pois cercados por uma nuvem de testemunhas eloquentes a começar pelo Verbo encarnado e depois por Pedro, Tiago, Paulo, Apolo, Clemente, etc
Diverso não é o testemunho de João, o qual escreveu: Quem odeia o irmão é um homicida e também: Nos homicidas não habita o germe da vida eterna.
É pois Jesus o autor de nossa salvação?
Quem lho contexta?
Entretanto tal salvação não é para os levianos e descarados que fazem pouco de seu Evangelho, MAS PARA AQUELES QUE LHO OBEDECEM. Hb 5,9
Sei que estas belas palavras causam furor em certas almas dubias, entretanto são verdadeiras palavras de Deus.
Pois os rebeldes e desobedientes não encontrarão repouso enquanto permanecerem blasfemando contra o Espírito de Toda Graça e apresentando-o como promotor do pecado e da imoralidade.
Portanto tais ortodoxos, esses que sustentam uma salvação magico/fetichista por meio da fé, da prece, dos sacramentos ou dos ritos perderam toda noção de hierarquia espiritual merecendo ser corrigidos.
Conforme a fé, a prece, os jejuns, os sacramentos, os ritos, etc Tudo isto foi disposto para a correção e o aperfeiçoamento do homem.
O fim de tudo isto é o homem, a caridade, o bem, a correção, a virtude, a vida, o comportamento e o pruduto final de tudo quando é bom deve ser o homem perfeito.
E não o homem mutilado, isento de virtudes, inativo e paralitico no que tange ao bem moral.
Tome-mos a lição do divino Clemente:
"A prece é util, o jejum melhor, entretanto a esmola SUPERA A AMBOS." I Clem 16
"Bemaventurado é aquele que dá, pois conforme o mandamento será considerado inocente e purificado." Didake I,5
"A esmola resgatará tua alma da morte." S Policarpo, Epistola.
Entretanto nossa Cristandade dedica-se apenas a orar e põe a prece em primeiro lugar.
Ora e entesoura seus bens, neste mundo é claro.
Ensinando inclusive que é lícito ao Cristão matar para conservar seus bens e posses.
Violando a hierarquia moral que coloca a vida humana acima de quaisquer bens e posses materiais.
Entretanto esses Cristãos nominais não querem que lhos chamemos de materialistas.
Todavia quem sustenta ser lícito suprimir uma vida para conservar bens de ordem material o que é?
Materialista...
A Cristandade também distorceu a regrar o jejum apostólico.
Conforme os neo cristãos e neo ortodoxos e neo romanos podem jejuar, ecomonizar algumas pratas e até fazer alguma aplicação...
Assim, economizando, ficou facil jejuar. Uniu-se o util ao agradavel: a devoção e o lucro, a adoração a Cristo e a Mamon.
Abramos porém as Constituições lavradas pelos Beatos apóstolos, nossos mestres na fé e em toda piedade e leiamos: Aquele que deseja jejuar tome os mantimentos de que faria uso e de em oferta aos pobres como esmola, assim fareis um jeju agradavel e perfeito.
Jamais ví um pastor ou padre ensinar isto.
Do contrário quem jejuaria?
Não sei que fé é esta, pronta para falar, habil em discursar e tão infensa a executar o que é solicitado.
Os judeus, muçulmanos e pagãos são exímios em observar suas leis religiosas como assinalou Berdaieff, já o povo Cristão faz pouco caso da lei de Jesus Cristo e mofa de suas palavras crendo dar sinal de fé...
Entretanto o jugo de Moises, Maome e Çakia Muni é jugo pesado que absorve a vida de seus seguidores e o jugo de Cristo um jugo leve e espiritual, principio interno de vida que se manifesta através das ações no trato diário.
Maomé pediu que seus seguidores vizitassem a Meca ao menos uma vez na vida é o Haij...
Os hebreus mais devotos também percorrem mar e terras para poder rezar diante daquela ruina que é o muro dos lamentos.
Os budistas se internam em mosteiros durante a juventude e os bramanianos atravessam as linguas e orelhas com palitos e fusos e metal...
E todos estes infiéis dão mostras de grande felicidade quando cumprem com tais preceitos.
Jesus que pediu?
Que fossemos a Jerusalem ou Roma em peregrinação?
Que nos flagelassemos na sexta maior?
Que nos internassemos em mosteiros passando um ou dois anos na mais severa das disciplinas?
Não, não nos pediu nada disso, pediu apenas que nos amassemos e respeitassemos como seres humanos, filhos do mesmo Pai.
Ou seja que tratassemos nossos vizinhos da direita e da esquerda com doçura e afabilidade:
"Sejamos bons para com todos, conforme a piedade e doçura daquele que nos concebeu e plasmou." I Clem 14
Basta entretanto que divulguemos tais palavras para que sejamos considerados como adversários ou inimigos da ortodoxia.
Sim, somos inimigos confesos da ortodoxia morta, superficial, esteril e vã, indiferente para com o próximo e infensa a caridade viva.
Pois tal era a ortodoxia daqueles fariseus e escribas que imolaram o Senhor.
Estavam eles certamente na verdade, mas não na caridade e por isso foram desarraigados e seu lugar de culto destruido.
Nossa amizade consagramos a ortodoxia viva e pura que associa a correção da fé a santa caridade e as obras de misericórdia.
Pois o ortodoxo perfeito deve ser ortodoxo tanto ne fórmula quanto na ação e na prática.
Assim vindicamos e honramos a memória daquele que passou pelo mundo fazendo o bem, e de seus vigários os apóstolos, e dos padres teóforos que nos chamaram a fé.
Bendita seja a Trindade Santa e adorável que nos capacita para o bem e o amor na graça do Evangelho.
Que as intercessões da Imaculada e sempre Virgem Mãe de Cristo nos capacitem a imita-la numa entrega total aquele Cristo que se faz presente em nossos irmãos mais pequeninos.