terça-feira, 15 de julho de 2008

Pelos Pobres contra a estreiteza da porta

Por Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria

Genésio Boff é um daqueles que entraram pela porta larga e trilha o caminho espaçoso que conduz à perdição. É o que se constata ao ler o artigo que escreveu recentemente "Pelos pobres contra a estreiteza do método" em resposta a seu irmão, Clodovis Boff. Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou que o meio (método) que nos conduz a salvação é estreito. Para ilustrar este ensinamento ele usou a analogia em relação a porta, como se nos Evangelhos:

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram." Mt 7, 13-14

Considerando-se as palavras de Nosso Senhor, o artigo de Genésio, refuta o própio Genésio sem muito trabalho para Clodovis. Porque a prevalecência dos pobres sobre o método (porta) demonstra justamente o desvio essencial da teologia da libertação, que é o culto aos pobres ou ao povo (pobrelatria e povolatria) e a ditadura dos pobres ou do povo (pobremonismo ou povomonismo) ocupando assim o lugar de Cristo. Deste modo, para a Teologia da Libertação, a Igreja é uma Hydra, encabeçada pelos pobres.

A razão da adesão a porta larga e o abandono da porta estreita, é bem expressa por Genésio no pensamento de Barth:

"Pelo fato de que Deus se fez homem, o homem se tornou a medida de todas as coisas".

Partindo-se da premissa da igualdade revolucionária, isto quer dizer que pelo fato de Cristo ter se feito homem, o homem se fez Cristo. É bastante óbvio e elementar que considerando-se assim, toda e qualquer palavra humana, torna-se "Evangelho." Genésio eleva o nível da revolução ao Sagrado, o que ele faz é apenas pregar a igualdade entre Cristo e o homem, sendo que o homem se torna Filho de DEUS pela crença em Cristo e não simplesmente porque o verbo se faz carne. O que ele deseja é que se adore o que seria a "Santíssima humanidade", onde todos os seres humanos estariam em condições de igualdade com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Uma teologia que tem em seus teólogos a medida de todas as coisas, é uma teologia onde a verdade é produto da consciência humana, não fruto de uma revelação. Portanto não é uma teologia do Espírito Santo, mas sim uma teologia do anticristo, uma teologia do mundo, da matéria e da evolução. Trata-se de uma teologia onde a igualdade, a liberdade e a fraternidade são absolutas e a verdade relativa ao homem. Não se trata de uma teologia de salvação, mas de uma teologia de perdição. Partindo-se da premissa Barth, todos estão salvos, por que então necessitarão de salvação?

Ora, se a salvação esta na encarnação e não na crucificação e ressurreição, não existe a necessidade da crença, do batismo e da evangelização. Os Apóstolos pregaram Cristo crucificado, os Tdls o Encarnado ou apenas o Ressucistado, nunca o crucificado. Nesta óptica, a cruz torna-se escandâlo e loucura, não mais para judeus e gentios, mas sim para aqueles que ainda se dizem Cristãos, mas na verdade são pagãos, como disse a bastante tempo um jovem que se chamava Ratzinger. Deste modo, anula-se o sacríficio perfeito e eficaz colocando-se a salvação no inicío da vida humana de Nosso Senhor e não naquilo que ele é e representa, toma-se uma parte para construir-se um novo todo. E o cristianismo por se amoldar a medida de todas as coisas partindo-se do juízo de cada um, torna-se a grande meretriz babilônia. Há consequência disto é o pluralismo católico, que se dá em sínteses, como algumas que podemos contemplar:

Catolicismo e Iluminismo = Concílio Vaticano II
Catolicismo e marxismo = Teologia da Libertação
Catolicismo e protestantismo = Renovação Carismática Católica
Catolicismo e Maçonaria = Cavaleiros de Colombo

O fim da pregação da TL é a prostituição cultual, intelectual e religiosa. Nela não existe fidelidade nenhuma a Jesus Cristo, mas sim ao homem, pois quando se considera que ele é a medida de todas as coisas, ele se torna hoje o que Cristo foi na Idade Média. Para Genésio, nós somos Cristomonistas, mas para nós Genésio é humanomonista, um pregador da ditadura do humanismo, que é a ditadura do nihilismo. Em termos de salvação, Genésio não tem nada a oferecer, por isso não respondeu Joelmir Betting, quando este lhe questionou sobre o papel da Igreja ser o de reformar o homem.

Cristo avisou nos que viriam falsos profetas, em nosso tempo, eles acreditam que a evolução é o Espírito Santo. Se a evolução diz tudo, gostaria que alguém me provasse que Genésio não esta evoluindo, por exemplo, para um Marcião. Para eles isto não é o suficiente, por isso ele diz no artigo:

"O pressuposto é que a graça e o Ressuscitado estão em ação no mundo e seria blasfemar o Espírito Santo admitir que os modernos só pensaram erros e equívocos."

Blasfêmia contra o Espírito Santo, é chamar nosso Senhor de mentiroso, isto deduz-se das própias palavras do Senhor:

"É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós." Jo 14, 7

Ora, se o pressuposto é que a graça e o Senhor estão em ação no mundo (Não na Igreja), isto quer dizer que o mundo o vê e que o conhece. Deduz-se pela afirmação de Genésio e pelas suas palavras não só neste artigo, que para ele o Espírito Santo é a Evolução, como o Pai é o mundo e o Filho é a matéria. Talvez seja por esta razão que ele tenha três árvores com os nomes da Santíssima Trindade. Sabemos pela afirmação de Nosso Senhor, que isto não é verdade, então em quem acreditam os Tdls, em Cristo ou em Genésio?

Enfim, a Teologia da Libertação, é a teologia do roubo, da mentira e da destruição, um reflexo espiritual do que representou materialmente o marxismo nas nações onde foi adotado e ainda é adotado. Há Igreja não é dos pobres, a Igreja é de Cristo e sua opção preferencial não é por classes econômicas, pois ela não adora Mamom, mas Jesus Cristo. A opção preferencial da Igreja Católica, sempre foi e será pela classe espiritual dos pecadores, porque são classes enfermas e necessitam de médico, as classes sãs não. Nosso Senhor Jesus Cristo, nos livre dos falsos profetas e nos guarde de todo mal.