terça-feira, 17 de março de 2009

O declínio da caridade no contexto Cristão e a vitória da indiferença.

A marcha do processo histórico da-se por rupturas e permanências ou descontinuidades e continuidades.

Quanto as rupturas ou descontinuidades, a que se deve seu avanço ou evolução há dois tipos: bruscas e gradativas. As bruscas - ínfima minoria - ocorrendo rapidamente caracterizam-se já por um raio de influência bem menor...

Já as que ocorreram lenta e gradativamente, sem que as pessoas se dessem conta delas, tem por assim dizer constituem o motor do processo...

Foi o que se sucedeu com a Cristandade e seus valores...

Estamos assaz acostumados a encarar a afirmação da fé somente por Lutero como algo de totalmente novo ou como uma brusca ruptura com o passado, mas isto não se dá ou por assim dizer é uma ilusão.

Sustentam-na os adeptos da igreja papista já por conveniência, já por fanatismo ou má fé, mas é insustentavel tendo-se em conta as fontes históricas.

Lutero, ao menos nesse ponto, não inventou, apenas traduziu, expressou e codificou os sentimentos ruins que dominavam a Romanidade de seu tempo e que se caracterizavam pela aversão as boas obras e a prática religiosa.

Essa aversão teve seu ponto de partida em algum momento do século XI e foi avolumando-se cada vez mais até desembocar na aventura luterana. Lutero só fez sucesso porque as pessoas estavam preparadas para receber seu anúncio e por ele esperavam ansiosamente...

A reforma, segundo minha interpretação, foi a erupção daquelas feridas, que num corpo aparentemente são significa seu verdadeiro estado: catapora...

Imaginava-se sã a igreja romana, mas subitamente verificou-se que espiritualmente estertorava...

Bem devagarzinho a igreja ativista e promotora da caridade, foi se convertendo em pura e simples teoria, teologia ou fé, sem quaisquer vinculos com a realidade vital... estruturas teologicas ou intelectuais foram cada vez mais substituindo os laços sociais e estes ficando cada vez mais rotos, até que a tesoura de Lutero pode corta-los facilmente e enunciar o credo do individualismo ou da salvação individual...

Levada por uma dinâmica social que não pode dirigir, por lhe falecerem as forças de ordem moral, a igreja romana, enquanto fraternidade coeza e solidária no seio da qual cada um se importava com os demais, foi se convertendo num amontoado de individuos centrados apenas em si mesmos e pretendendo ter acesso direto a Cristo, sem passar pela mediação do próximo...

Os irmãos batizados deixaram de ser encarados como membros e habitações de Cristo nas quais ele podia sentir fome, sede, frio, etc para ser encarados apenas como irmãos de fé, dispostos para uma salvação limitava ao além túmulo...

O irmão passou a ser visto apenas e tão somente como irmão, a Cristandade perdeu de vista a dimensão Crística da coisa no momento em deixou de estabelecer relação entre o irmão e Cristo, para estabelece-la entre o irmão e si mesmo... perceba como o individuo e não o Cristo torna-se padrão de comparação.

Estabeleceu-se no seio da igreja outro critério, um critério antropologico com relação a irmandade em detrimento do velho critério Cristológico...

O pobre, o humilde, o servo, o operário não é mais aquele Cristo a que se deve tratar com toda deferência, mas apenas um dentre tantos outros Cristãos ou seres humanos, que bem podemos deixar entregue a miséria.

Para iníciar a polêmica poderia citar uma multidão de canones sinodais pertinentes aos séculos VI, VII, VIII, IX e X, como Tours, Agde, Toledo, etc tendo em vista a organização de hospicios, orfanatos, asilos, escolas, etc em cada bispado e estipulando os recursos necessários a sua manutenção.

Tal era em parte o destino dado as esmolas ofertadas as igrejas, isto é tanto nas missas quanto nos cofres ou gazofilácios. Essas somas não se tornavam propriedade exclusiva do clero como hoje e seu objeto não era prover os bispos e padres com carros luxuosos e mesas refinadas, com que impressionar suas amantes...

Em seus primórdios a organização da ortodoxia era bastante prática e funcional. Ao contrário do que se pensa comumente, o exercicio da caridade e demais virtudes não eram abandonados ao terreno da subjetividade, mas objetivamente regulados por meio de decretos episcopais.

As constituições apóstolicas da Igreja síria, composta no nos primeiros anos do século III, mas que reflete uma tradição genuinamente apóstolica determina que um terço das rendas obtidas pela igreja sejam empregadas em obras sociais ou seja dispostas tendo em vista o alivio da miserabilidade.

Durante os dez primeiros séculos tais normas e regulamentos foram estritamente observados pelos antístetes de todo orbe, do Oriente e do Ocidente, os clérigos em geral não obtiveram destaque pela fortuna acumulada, mas antes ou pela vida média (no caso dos casados) ou pelo ascetismo (no caso dos monges); os fiéis tampouco experimentaram situações de extrema miséria e precariedade como as que tem experimentado hoje na sociedade técnica.

Sociedade em que aqueles que deviam dar exemplo de vida média ou ascética, destacam-se pelo amor as riquezas, ao luxo e a dissipação... Refiro-me certamente aqueles que pretendendo adorar e glorificar aquele que não tinha 'uma pedra sob a qual pousar a cabeça' habitam em verdadeiros palácios e em magníficas vivendas...

Nada suscita tanto minha indignação e asco quanto um sacerdote ou bispo rico... prefiro qualquer pastor protestante ou médium espírita, ao menos estes não profanam as ordens sacras...

Após a ruptura com o Oriente em 1054 a igreja ocidental passou por uma grande transformação em suas estruturas.

Refiro-me a centralização romana, na pessoa do papa ou ao papismo enquanto sistema de arrecadação de recursos.

Desde então parte dos recursos passou a ser encaminhada ao Vaticano ou a cúria romana, deixando assim de reverter aos pobres e miseráveis, sendo concentrada nas mãos do Bispo romano e empregada com o intuíto de manter sua luxuosa corte: fâmulos, talheres de ouro e prata, sedas, e tantas outras futilidades... isto quando não servia a fins belicosos, a aquisição de armas, munições e mercenários, tendo em vista a ampliação de seus territórios e a implementação de uma teocrácia ou papocracia universal.

Foi assim que as esmolas, coletas e ofertas feitos a essa igreja foram sórdidamente acumulados ou dissipados sem servir a uma causa verdadeiramente moral ou espiritual, tal e qual se sucedia antes...

O resultado de tantas exações, dízimos, anatas, taxas, interditos, etc foi que o sucessor do pescador Pedro, que cheirava e peixe e vestia estamenha, passou a ser o homem mais rico e poderoso da terra... E no decorrer de tantos e tantos séculos nada fez para melhorar as condições dos povos que estavam sujeitos a sua autoridade, apenas semeou dores e lágrimas como resultado das guerras e conflitos que patrocinou...

Diante de tal situação não ocorreu, ao menos a uma parcela dos fiéis, o exercício pessoal da caridade, antes a semelhança de seu líder espiritual passaram a acumular bens e fortuna neste mundo. Foi o início da acumulação do capital na Idade média.

Tal o inicio duma longa passagem da religião a econômia que só se completou setecentos anos depois...

O péssimo exemplo do papa romano amealhando imensa fortuna e cercando-se de fausto mundano, serviu de estímulo para que uma parte cada vez mais ampla de suas ovelhas ultrapassassem aquele nível de vida média e confortável que convem aos seguidores de Cristo Jesus.

E assim o Ocidente como um ramo arrancado a verdadeira videira e privado da seiva divina foi emurchecendo... e como um pedregulho lançado ao mar, caindo de abismo em abismo...

Pois tão logo os papas romanos se viram dotados de poder político conceberam um habil estratagema, capaz de esmagar duma vez por todas os barões e senhores feudais e de estabelecer a tão sonhada teocracia universal. Este plano foram as cruzadas...

Pretendiam os papas enviar a maior parte dos barões e senhores ao Oriente e lança-los contra os turcos, para que pudessem finalmente reclamar a posse dos feudos e territórios cujos proprietários viessem a morrer...

Convenhamos que esses papas eram bastante espertos, mas, nem tanto... pois quem acabou tirando proveito de todas as desgraças sofridas pela feudalidade, foi a realeza... Os papas souberam vencer mas, como Anibal não souberam tomar proveito da vitória... Felismente!

Para atirar os barões contra os turcos foi necessário que o papado urdisse uma doutrina verdadeiramente monstruosa... Postularam eles que os não Cristãos ou infiéis não possuiam quaisquer direitos naturais sobre seus bens, noutras palavras que podiam ser mortos e até roubados PELOS CRISTÃOS SEM QUE ISTO CONSTITUI-SE CRIME OU PECADO.

Muito pelo contrário os papas apresentaram aos senhores feudais uma teoria segundo a qual, aos olhos de Cristo era meritório matar e roubar os não Cristãos. Segundo eles matando e roubando os cruzados poderiam conquistar mais méritos que os apóstolos Pedro ou Paulo.

Eles converteram o 'não matarás' em 'matarás' eliminando o 'não'.

O 'não roubarás' em 'roubarás' aplicando o mesmo recurso.

O bemaventurados os mansos em bemaventurados os ferozes... O bemaventurados os pacificos em bemaventurados os belicosos e assim subverteram toda moral Cristã.

Viraram por assim dizer o Evangelho de ponta cabeça...

Mais tarde os papas ampliaram tal doutrina a ponto de abarcar os heréticos (gnósticos, albigenses, protestantes, etc) e por fim aos cismáticos (os ortodoxos).

Assim sendo qualquer romanista devoto podia matar e roubar a qualquer protestante ou ortodoxo, desde de que não causa-se escândalo...

Em parte os países dominados pela cúria romana tornaram-se atrasados em virtude de seu isolamento porquanto nenhum judeu, maometano, ortodoxo ou protestante sentia-se seguro nas terras em que os decretos do papão eram observados, felismente poucos como a infeliz Espanha.

Imaginem o que se sucederia se a maioria das pessoas passasse a acreditar que é mesmo lícito matar e roubar os que pertencem a outras confisões religiosas... o mundo se converteria num campo de batalha...

A sorte foi que - a excessão dos cruzados que eram bárbaros, selvagens e entorpecidos pela ignorância - maioria dos romanistas, muito mais religiosa que seu líder, não admitiu essa teoria abominável a qual teve de manter-se apenas nos compêndios de teologia imoral editados no Vaticano ou em alguns artigos publicados por teologos esclerosados das páginas de L oservatore.

Doutrina tão abonimável jamais poderia ter vingado em corações ainda comporatavam alguns farrapos de sentimento Cristão e então podeis calcular que tipos de homens foram esses papas!!!

Penso que nada haja de mais elevado que o cárater de certos Santos romanistas como Vicente de Paula e Cotolengo, e que nada haja de mais degradado e vil do que o cárater desses papas contemporâneos a Vicente de Paulo e a Cotolengo, que puderam testemunhar a santidade dos mesmos...

É bem verdade que durante os séculos subsequentes não faltaram luzes e graças enviadas a igreja romana.

Certamente que os apóstolos, mártires e padres dessa igreja, outrora tão veneranda, não hesitaram em retornar a este plano com o objetivo de exortar seus líderes e de endireitar seus caminhos. A bem da verdade o último varão que teve a audácia de exortar e de admoestar os líderes da igreja romana a virtude, foi Bernardo de Clairvoux, homem sóbrio e virtuoso, inda que não ousemos atribuir-lhe verdadeira santidade...

Escreveu esse grande luminar da Europa uma substanciosa carta ao papa Eugênio denunciando os abusos que se passavam na corte romana e exigindo sua eliminação. Pela derradeira vez a fronte altíva dos senhores romanos curvou-se perante a virtude...

Bernardo morreu e doravante, o ato de exortar os papas romanos a virtude e de denunciar os crimes e patranhas da corte romana, passou a ser encarado como A MAIS GRAVE DE TODAS AS HERESIAS...

Assim os filhos e sucessores do homem de Clairvoux, ficaram em maus lençóis e muito tiveram de sofrer nas garras do papado: jacopone, Arnaldo, Conecto, Ockan, Marsiglio, Jundunius, Quidort, Huss, Savonarolla, uns após os outros os profetas enviados pelo céu foram multados, exilados, acorrentados, aprisionados, torturados e mortos por essa infeliz igreja decaida e quase convertida numa seita... Assim os Justinos, hipólitos, Piérios, etc passaram novamente pela roda do martírio e grangearam novos merecimentos...

A igreja romana porém não cessou de piorar dia após dia e poz-se a canonizar assassinos ou inquisidores como Domingos de Gusmão, Pedro de Arbués e Pedro de Verona, exibindo-os como exemplos a serem imitados. Riscou o Insigne Clemente Alexandrino de seu catalogo de santos ou santoral, mas conservou os nomes desses verdugos e torturadores!!!

Por isso, após quinhentos anos de impiedade, fecharam-se os céus, reuiram-se as nuvens negras e desabou a tempestade...

Fez-se luz e todos puderam ver a que ponto chegará o estado da igreja papal a ponto de produzir os assim chamados reformadores, pois todos, todos eles são filhos dessa igreja espiritualmente falida e seus pecados e vícios os dessa igreja que não puderam reformar porque jamais reformaram a si mesmo.

A igreja ortodoxa ao fazer-se hesicasta não ousou renunciar a doutrina sinergista das boas obras e a sua natureza (ortodoxa). Tampouco a igreja romana cogitou durante todo este tempo de crise em regeitar a teoria das boas obras... ambas as igrejas e a maior parte de seus filhos deixaram de praticar boas obras (perdendo a ortopraxia) entretanto jamais deixaram de confesar com a boca a verdadeira doutrina Cristã.

Tal façanha estava reservada ao monge alemão Martinho Lutero...

Grande parte da igreja romana seduzida pela riqueza e pelo materialismo, vivia em franca contradição com uma fé que por assim dizer exortava-a a praticar obras santas e pias, havia um abismo entre o que a igreja afirmava e o que seus filhos faziam e Lutero encontrou a solução para o impasse: produzir um novo credo, mais fácil, mais comodo e conforme a aspiração geral daquela sociedade em que vivia.

Lutero soube captar como ninguém as intensões duma sociedade frívola, descrente, materialista, avarenta, egoista, etc e corresponder a essas intensões oferecendo-lhes uma nova fé, um novo Cristianismo: uma fé sem obras e um Cristianismo individualista.

Uma fé que não age através do corpo e um Cristianismo que jamais se encarna.

A burguesia de então, cançada de sustentar o parasita do Vaticano e desejosa de acumular ainda mais recursos recebeu de braços abertos o novo credo. Desde então o ser Cristão ja não significaria o que sempre significou: dar alimento a quem tem fome, agua a quem tem sede, roupa a quem tem frio, teto a quem não tem teto, etc

Doravante o Cristão podia muito simplesmente converter seu dinheiro em capital comprando máquinas, pagando salários de fome, adquirindo matéria prima, etc E guardar esse capital para transforma-lo futuramente em capital adicional... tal a mola do sistema.

Pois se os cristãos ainda estivessem obrigados a socorrer seus semelhantes e aplicar os seus recursos na irmandade, não sobraria muita coisa para ser convertida em capital.

Para que o capital possa ser acumulado a esmola deve ser reduzida ou até mesmo abolida.

Lutero e os anabatistas, fazem tal afirmação nas entrelinhas ao afirmarem que o homem se salva sem necessidade de obras, pela fé somente.

Logo não há necessidade de dar esmolas para grangear a salvação e a santidade. Posso ver os pobres morrendo de fome diante de mim e ser santo pela evocação verbal do nome de Jesus!!!

Mesmo que ver os pobres morrerem de fome fosse pecado, não há nada que o sangue de Jesus não possa lavar...

Lutero afirmará em alto e bom som que a Fé é superior a caridade e que não precisa ser vivificada por ela. Afirmará ainda que a natureza do homem é pecar continuamente e que as boas obras são nocivas a salvação...

No ano de 1559 o lider luterano Nicolas Amsdorfius vindicou a doutrina ortodoxa codificada por Lutero reafirmando que as boas obras são nocivas a salvação do povo de Cristo...

Neste ponto é necessário parar...

É certo que Calvino tentou resolver escolasticamente o problema afirmando que as obras são o fruto necessário ou consequência da fé e portanto que todo aquele que foi salvo pela fé deve produzir obras como uma arvore produz frutos. Segundo ele as obras não salvam mas evidenciam a salvação...

Sutilmente, a sua moda, porque Calvino é um homem sutil, Calvino desmente a tese de Lutero sobre as obras, pois para Lutero, que sempre foi antimoniasta, elas são absolutamente necessárias ou melhor nefastas, enquanto que para Calvino constituem um indice de Salvação perante a Igreja visivel...

Para Calvino o homem não pode se salvar sem obras porque elas são uma expressão da fé. Portanto as obras embora não salvem são necessárias ao salvo e não dispensáveis.

Para Calvino não há a possibilidade de se viver pecando ou no pecado. Calvino sabia muito bem que se trata duma doutrina escandalosa e imoral e tratou logo de corrigi-la ou de disfarça-la.

A Cristandade bem poderia ter se mostrado um pouco mais digna e aderido a tese de Calvino.

O caso é que os próprios calvinistas aderiram cada vez em maior número a tése da salvação fácil formulada por Lutero...

Até o sugimento do metodismo no século XVIII praticamente toda a Cristandade reformada professou o fideismo e lançou as bases da sociedade econômica em que vivemos.

Wesley que era arminiano reafirmou com mais ênfase que Calvino a necessidade das obras e duma vida ativa por parte do Cristão encetando duros combates com os fideistas e antinominiastas de seu tempo, pelos quais era encarado como um falso profeta e apóstata. E dos assim chamados reformadores ele é certamente o cárater mais puro, nobre e elevado...

Por tudo quanto Wesley teve de suportar dos fideistas e antinominiastas podeis calcular o estado ou a condição espiritual dos mesmos.

Pouco tempo depois de Wesley o novo mundo, o mundo econômico, recebeu seu livro sagrado ou sua Bíblia, codificada pelos srs Smith e Ricardo...

O século XVIII conservava ainda certa aparência de religião.

No século XIX a parte protestante da Europa mostrará sua face sem tintas: o materialismo, o economicismo, o capitalismo...

Esporadicamente empregará o nome Cristão ou repetirá o nome de Deus, premida pela ameaça do comunismo...

Pois o liberalismo tem a percepção de que deve manipular as massas ignorantes, ainda presas as formas fideistas e mágicas de Cristianismo, sempre que seu regime estiver ameaçado pela implantação duma ordem justa, tal e qual foi querida e desejada pelo próprio fundado do Cristianismo.

Assim chegamos ao paradoxo dum Cristianismo que perdeu seu sentido e que converteu-se, nas mãos de um sistema materialista, o melhor instrumento tendo em vista impedir a realização duma sociedade nos moldes em que o próprio Cristo idealizou: solidária e fraterna.

O Cristianismo convencional converteu-se numa arma contra o Cristianismo real. A fé cristã foi e é lançada ainda hoje contra a ortopraxia...