terça-feira, 5 de maio de 2009

Fundamentalismo, ecumenismo, ortodoxia, protestantismo, etc...

Por Carlos Seino

Sempre leio com grande expectativa os textos do meu amigo Professor Domingos, visto que este não se deixa pensar somente com o que se diz na grande mídia acerca dos mais diversos assuntos, notadamente a causa palestina.

E de fato, é pouco conhecida a idéia de que os Cristãos Ortodoxos viviam em paz, por exemplo, no Iraque, antes da invasão norte americana (e que havia liberdade religiosa para os cristãos), como bem afirmou o patriarca ortodoxo daquela localidade em uma entrevista à Revista Caros Amigos, que vale a pena ser lida
(http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed66/renato_pompeu.asp.).

Entretanto, penso que é bom ressaltar (sem nenhuma pretensão à nenhuma correção, muito pelo contrário) que os protestantes que buscam o ecumenismo com os Ortodoxos, salvo melhor juízo, não são os protestantes norte-americanos, geralmente de linha mais fundamentalistas, que apoiam o literalismo bíblico, bem como são acusados, muitas vezes, de apoiar a cruzada de Israel contra os palestinos. Estes, a exemplo dos seus congêneres brasileiros, chegam a detestar qualquer ecumenismo.

Geralmente, os protestantes ecumênicos são de linha liberal, bem como mais alinhados com o pensamento socialista.

É por isso que, por exemplo, no Concílio Mundial de Igrejas, não há nenhuma denominação de cunho fundamentalista, salvo melhor juízo.

Por isso (não obstante talvez estar enganado), penso que estes protestantes que representam o movimento ecumênico mundial não apoiam, de modo algum, o massacre de palestinos conforme os que ocorreram há pouco, mas talvez também não tenham voz na mídia, conforme outros grupos mencionados. Mas, ressalto, posso estar enganado, visto que, tambem desconheço se há algum pronunciamente oficial das chamadas igrejas ecumênicas contra todos os acontecimentos ocorridos contra os palestinos (não oficiais, conheço muitos).

O próprio C.M.I. sofreu muitas críticas por apoiar financeiramente grupos revolucionários na África, geralmente ligado a grupos de libertação.

O protestantismo, por não ser um movimento uniforme, é muito difícil de ser analisado. Não há uma centro de decisão, como no catolicismo romano. Por isso, a acusão de traição, no meu sentir, não pode ser estendida a todos os protestantes. E, penso que mesmo protestantes de linha mais conservadora, talvez, náo possam ser totalmente incluídos nesta categoria, visto que, muitos, representados no Brasil pelos mais pobres dentre a população, não tenham a informação necessária para poderem elaborar uma opinião mais acurada a respeito.


Um grande abraço a todos, principalmente ao meu amigo Domingos.