sexta-feira, 26 de junho de 2009

As trevas da ortodoxia e a luz da tradição.


"Deixai vir a mim as criançinhas, não lhas impeçais."
"Saulo, Saulo porque me persegues?"
"O que fizestes a estes teus irmãos mais pequeninos foi a mim que o fizestes."
"E perguntou-lhe o Senhor: onde esta teu irmão? E Caim replicou: que sei eu de meu irmão?"



Carta aberta aos que se intitulam "Católicos e ortodoxos"


Por: Católico ortodoxo indignado.




É amigo Seino, acabei de assistir o vídeo postado por ti.


É necessário ter entranhas para ve-lo.


E mais necessário ainda ter força e coragem para continuar sendo Cristão.


Entretanto a graça daquele Pai cheio de Luz sustenta nossa esperança.


Assim olhamos para o calvário, contemplamos aquela rude cruz, fitamos o vulto ali pendente e não desanimamos.


Todavia quando nos deparamos com a insensibilidade de certos 'cristãos' que se pavoneiam de sua ortodoxia, enquanto tripudiam dos sofrimentos alheios, pelo simples fato de fechar os olhos para eles e ignora-los.


Não me refiro a protestantes não ou a calvinistas, porque os protestantes julgam ter o direito de livre examinar as palavras do Verbo divino e de repudiar a tradição apostólica.


Refiro-me a Cristãos, Católicos e Ortodoxos, irmãos nossos no domínio da fé, mas não no da caridade, pois ignoram supinamente o significado desta palavra.


Todavia tais homens fazem vã profissão e falso alarde de se submeter a tradição dos homens base.


E assim atraiçoam e conspurcam as memórias dos antigos, daqueles que nos comunicaram a fé imaculada e nos deram esperança.


Porque nossos padres jamais professaram esta ortodoxia cadavérica.


Cadavérica, corrupta e putrefata...


Putrefata como um corpo isento de alma.


Rijo, frio e nauseabundo...


Assim é a fé isenta de obras ou de caridade.


Como um defunto prestes a ser enterrado.


E quer tal fé seja ortodoxa ou herética não há diferença.


Porque mortos são mortos não importa a categoria.




Todos são postos no mesmo buraco.


Assim se dá com aqueles que não possuem sentimentos, entranhas, amor e misericórdia.


Sejam ortodoxos ou heterodoxos são todos farinha caruchosa do mesmo saco.


Farinha moida pelo poderio das trevas.


Fermento vomitado pelo fogo do inferno.


Entretanto há uma diferença sim...


Pois o herético pode estar justificado e de boa fé. Na medida em que se volta para a lei dos hebreus e ignora o exemplo dos homens base, nossos maiores, que viveram na econômia da divina graça sob a égide do Verbo celeste.


O ortodoxo entretanto tem pleno conhecimento de tais exemplos.


Ele sabe ou deveria saber que o Teóforo Basílio erigiu uma basíliada e que exultava por ver-se cercado de crianças pobres e aleijadas as quais servia como se fossem o Cristo seu Mestre e Senhor, de cujos lábios ouvira: TIVE FOME E ME DESTES DE COMER, SEDE E ME DESTES DE BEBER, NU ME COBRISTES, ENFERMO E ME SERVISTES, NA PRISÃO E ME VIESTES VER...


Assim a ortodoxia de Basílio era viva e plena porque ele não pedia para tirar tais imagens de Cristo de suas vistas. Ele não se incomodava ou escandalizava dos miseráveis, enfermos, fracos, etc Como Smith, Stirner, Nietzsche, Friedmann, etc que são os paradigmas desta geração maligna e transviada.


A ortodoxia de Basilio era viva como um corpo animado pela alma.


Porque a fé não possui vida alguma em si mesma devendo ser animada pela caridade viva e operante.


Conforme o preceito do Senhor: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.


Assim segui meu exemplo e sede servidores uns dos outros.


Deste modo saberão eles que sois meus discípulos.


Em tais preceitos não há dôlo ou engano algum.


Porque procedem da boca do senhor.


Debalde os filhos das trevas e da iniquidade procuram lançar sofismas, cavilações e diatribes sob tais palavras com o intuito de obscurece-las.


Já não disseram ser possivel que camelos ou cordas passem pelo fundo duma agulha?


De gente assim: cínica, fingida e despudorada se pode esperar tudo, absolutamente tudo.


Pertencem a geração daqueles fariseus que se vangloriavam de pagar os dízimos da hortelã, do endro e do cominho, e em fazer maldades ou simplismente em não fazer bem algum.


Assim muitos dos que estão entre nós mas que não são dos nossos acreditam estar dispensados de fazer em virtude do crer corretamente.


São como uma figueira estéril, que não deita frutos e que esta posta para o fogo.


Pouco se dá que ela muito creia, que faça milagres e que transporte montanhas, não tem frutos e não tendo frutos será queimada e como que provada pelo fogo.


Em vão tais almas sacrílegas se aproximarão do mestre e dirão: CREMOS EM TODOS OS DECRETOS DOS CONCÍLIOS ECUMÊNICOS, SOMOS ATANASIANOS, EFESINOS, CALCEDONIANOS, ORTOXOS...


O Verbo lhes dirá: não vos conheço, apartai-vos de mim obreiros da impudicicia!


Pois tive fome e não me destes de comer...

Sede e não me destes de beber...

Nú e não me cobristes...


Enfermo e não me viestes ver...



A prisão sim viestes, para me conduzir a cadeira elétrica ou ao cadafalso e aplicar-me a pena capital...


Isto soubestes fazer...


Entretanto o Senhor disse ao jovem rico que lhe perguntará: que devo fazer >


Cumpre os mandamentos: Não matarás.


Este é o primeiro grande preceito daquela lei eterna da qual traço ou pingo algum jamais passará e não nos deparamos com excessão alguma, segundo a qual alguns possam matar impunemente, em nome do estado ou de sua posição econômica, e outros não.



Tais pessoas, verdadeiros cegos que conduzem outros ainda mais cegos ao abismo, cuidam que honram a Cristo pelo simples fato de PUGNAR POR SUA DIVINDADE.


CREIO NA DIVINDADE DE CRISTO, ALEGAM ELES, ASSIM SIRVO E AGRADO A CRISTO.


Entretanto Cristo dissera aos fariseus: "deviam fazer uma coisa sem omitir a outra" e ao povo que lhos cercava: Acreditai em todos os ensinamentos, mas não imiteis suas obras.


Porque se cremos verdadeiramente na divindade de Cristo devemos encarar com todo temor e respeito a cada uma de suas palavras, bem como as palavras de seus enviados os apóstolos e dos sucessores dos apóstolos que são os padres teoforos.


Crer em Cristo siginifica antes de tudo valorizar suas palavras e submeter-se a elas.


Entretanto os muçulmanos sabem que fazem muito mais por seu Corão do que os Cristãos pelo Evangelho.


A balança já esta posta em pratos e os islã logo chega para nos fazer justiça e vindicar a glória de Cristo.


Os filhos de Maomé sabem muito bem que a Cristandade leviana tripudia das palavras do Mestre.


Maomé jamais ordenou que seus seguidores se amassem mutuamente, que fossem pacificos, bondadosos, justos e perfeitos...


Cristo ordenou tudo isto aos seus.


Entretanto o mundo é testemunha fiel de que os cristãos se odeiam uns aos outros, que distinguem cor e posição social, que são belicosos, cruéis, iniquos e filhos da imperfeição.


Não os Cristãos tortodoxos não creem na divindade de Cristo.


Dizem crer...


Isto é uma coisa.


Mas não creem de fato.


Não creem da verdade.


Pois não vivem como se cressem.


Não obedecem a Cristo.


Obscurecem cinicamente seus preceitos e leis e mofam publicamente da tradição dos padres.


Sustentam ideologias modernas: como a econômia de mercado e a teoria do lucro, como se fossem dogmas sacratíssimos e desejam suprimir aqueles que denunciam tais inovações como materialistas e blasfematórias.


Apresentam como compativeis com a lei do amor toda uma cultura de violência e morte pautada em guerras e execuções capitais.


Ignorando o que foi dito: bemaventurados os pacificos...


Bemaventurados os misericordisos...


Guarda tua espada pois os que lha empunham por ela caem...



Fazem tudo ao contrário do que Cristo, seus apóstolos e vigários, os mártires e padres ensinaram e ainda teem o displante de dizer que nós livre examinamos pelo simples fato de guardar a tradição mais antiga (dos primeiros cinco séculos) ao invés de seguir a opiniãozinha deste ou daquele padreco inovador...


Entretanto todos sabem que o selo do livre examanismo é o repúdio a tradição e a fabricação de novidades...


Diante disso não nos alarmamos. A História, mestra da vida e fundamento da instituição Cristã, nos justifica.


De modo que podemos desafiar nossos opositores: abram os padres e leiam! Vão a Patrício, Basílio, Crisóstomo, Ambrósio, etc


Eles estão conosco e nós em suas palavras que são as palavras daquele Verbo Santo e Perpétuo do qual eles eram simples ministros e economos.


Não fazemos pouco caso da doutrina e do exemplo dos padres.


Não substituimos suas palavras pelas tradições humanas de Plotino, Jamblico, Porfírio, Damasio, Smith, Ricardo, Stirner e outros anti-Cristos nos quais não há nem verdade nem vida.


Nós horamos as memórias dos antigos e trilhamos os passos que eles mesmos trilharam sem nos desviar um palmo.


Porque não temos compromisso com a matéria, com estruturas políticas carcomidas, com ideologias exóticas, etc Nosso compromisso é com a eternidade e o mundo invisivel. o qual vemos pela luz da fé.


Livre examina quem arvora falsas tradições, tradições de ontem, tradições satânicas que não foram conhecidas pelos padres de outrora.


Os protestantes são honestos quando revindicam para sí o direito de livre examinar e repudiam a autoridade dos homens base.


Os ortodoxos como os romanistas são semente de fariseus quando professam fidelidade a tradição apostólica e forjam novas e falsa tradições para si mesmos.


Assim repudiam a tradição a semelhança dos protestantes, só que secreta e fingidamente, como perfeitos hipócritas que são.


Porque desejam viver uma vida folgada e egoista e tal tipo de vida foi codenada como ímpia pelos santos Padres nossos mestres e senhores.


Violaram a natureza da religião Cristã e dela fizeram uma nova religião, uma espécie de magia de branco segundo a qual os homens se salvam magicamente por meio de rituais, quando o ritual foi feito como instrumento pedagogico com o objetivo de educar as almas sensiveis e de firma-las na lei de Cristo. Mas eles tudo subverteram e dos meios fizeram fins...


Tomaram os sacramentos e preces solenes, talentos que o Senhor entregou a nossa habilidade, para que lhos multiplicassemos, e enterraram-nos no chão... Que fará de tais servos o Senhor quando vier em glória, em meio a seus santos, para julgar os vivos e mortos?


Me absterei de dize-lo pois todos sabemos o que esta reservado aos servos preguiçosos e dorminhocos, que não souberam vigiar em obras e verdade.


É possivel que esses infelizes julguem-se superiores a todos os demais pela profissão da fé pura e imaculada.


Eles não leram a parabola do bom samaritano.


Segundo a qual o samaritamo herético foi justificado pelas obras e o sacerdote judeu (naquela econômia abolida ortodoxo) condenado...


E assim o é.


Pois jamais ariano algum - suas sucessoras hoje são as Testemunhas de Jeová - jamais logrará ferir e insultar ao Verbo glorioso como um desses pseudo ortodoxos.


Conforme uma dessas sectárias que se precoupa com o próximo e o serve como se fosse o Cristo, obedece e honra ao Cristo mesmo sem admitir sua divindade.


Por outro lado quando um desses ortodoxos ou atanasianos afirma destestas os pequeninos, os enfermos, os fracos, os aleijados, os miseráveis, etc faz a maior injúria possivel a natureza.


Cristo jamais foi tão insultado como por esses falsos nicenos que vivem a ignorar sua vontade.


É mister confessar diante dos seres e homens: um ortodoxo sem misericórdia e sensibilidade não vale uma polegada de um ariano ou sectário honesto e sincero.


Ninguém sabe fustigar ao Verbo como esses Pinóchios espirituais que dizem: vou meu Pai, vou lavrar teu campo, mas não vão. Entretanto o herético honesto diz: não vou (porque não possui a fé reta) mas vai (porque faz o bem e não o mal a seu semelhante)... Quem será acolhido pelo Pai celestial?


Atanásio podia se vangloriar de sua ortodoxia, porque era um homem bom e generoso, verdadeiro Pai dos pobres para o povo de Alexandria e de toda a terra do Egito. Verdadeiro sucessor de José, o hebreu, ministro de suprimentos do rei faraó.


Como o Bemaventurado Agostinho, que converteu sua casa em hospital e dispensário, e todos os padres que nos sínodos dos primeiros séculos, determinaram tomar sob sua proteção aos orfão, viuvas, idosos, enfermos e galés, assim vivia o grande Atanásio...


Por isso que ele foi o que foi, homem perfeito que viveu na regra do Espírito Santo, puro e perfeito e não na regra do capital.


Pois o homem não pode servir a dois senhores.


Não pode dar suas energias a Deus e ao lucro, pois a um amará e a outro odiará.


Por isso que Cristo foi completamente abandonado por seus adoradores oficiais, sendo lembrado e vizitado apenas aos Domingos, que são dias de preceito. Nos outros dias da semana cada qual se faz lei para si e vive como quer...


Segundo fora dito pelo apóstolo de Deus: O amor ao dinheiro é raiz de todos os males.


Não diz deste ou daquele mal, mas de todos os males sem excessão.


Todos procedem do materialismo, da avaresa, da cobiça, enfim da intemperança pelo dinheiro e pela sede do lucro.


Porque como disse o sábio: em tudo deve haver limitação.


Mas os ímpios desejam acumular bens materiais e corruptos para a eternidade.


E se pertencessem a religião dos antigos egipcios edificariam pirâmides maiores que o Empire State...


Assim a cobiça por bens materiais secou os corações e entranhas daqueles que Mamon cegou e precipitou na mais tenebrosa das idolatrias.


Afirma o livro da sabedoria que adorar aos idolos de pau e pedra é mais grave que adorar aos elementos da natureza. Pois eles ao menos são como que sinais do verdadeiro Deus e Senhor.


Julgo de minha parte que adorar a moedas e linguotes seja ainda mais grace do que adorar a estatuas como as que foram feitas pelos antigos gregos. Pois nestas ainda há uma grande beleza e toda beleza emana do Deus verdadeiro... entretanto que sinal ou que beleza possuem tais linguotes de ouro ou prata?


Tudo isto não passa de convenção afirma o Crisóstomo.


Conforme nos lugares em que o bronze é mais raro que a prata será mais valioso.


Entretanto por causa de tais convenções há quem não deseje sequer contemplar a imagem pintada de um pobre, porque tal figura lho melindra...


Talvez acuse sua consciência.


Entretanto Cristo exige muito mais de nós do que apenas contemplar tais cenas bizarras, cenas que os traidores e apostatas não desejam contemplar e das quais zombam como verdadeiros truões.


Cristo exige que tomemos partido e partido ao lado daqueles todos que são injustiçados e oprimidos pelo mundo do dinheiro.


Pois veio anunciar a boa nova aos pobres segundo lemos no livro verdadeiro. E não aos reis, imperadores e nabados deste mundo.


Destes se diz no livro infalivel, que seriam derrubados de seus tronos e postos por terra pela lei da caridade e da justiça. Disse-o a imaculada e sempre Virgem Maria, repleta do Espírito Santo e sua palavra não falhará, por mais que clamem os integristas.





Não falaremos mais.


Nossas palavras são pesadas.


Somos como vapor que sai da panela.


Como pó no limiar da casa de Cristo.


Falem por nós os homens base, cheios da doutrina e do Espírito Santo:



"Bemaventurado aquele que dá pois conforme o mandamento sera considerado puro e incoente.


Tuas palavras não sejam vazias, mas acompanhadas de ações


Cumpre se abster não só do mal mas da aparência mesma do mal


Não seja soberbo ou insolente, não te associes aos poderosos, MAS AOS POBRES QUE SÃO JUSTOS.


Exercei a justiça sem fazer acepção de pessoas.


Não estendas a mão para receber e a retires para dar.


OS ÍMPIOS SÃO ÁVIDOS DE RECOMPENSAS E NÃO SE IMPORTAM COM OS POBRES E TAMPOUCO SE COMPADESCEM DAQUELES QUE PASSAM POR TRIBULAÇÃO.


OPRIMEM O FRACO, APOIAM AOS RICOS, JULGAM COM INJUSTIÇA, IGNORAM O DIREITO DO POBRE E SÃO PECADORES CONSUMADOS.


AFASTAI-VOS DE TUDO ISTO.


Nem todo o que fala como inspirado profeta é, a menos que VIVA COMO O SENHOR VIVEU. ASSIM SE DISTINGUE O VERDADEIRO DO FALSO PROFETA.


Não havendo profeta dareis a oferta aos pobres, seja o primeiro pão da fornada ou o primeiro golpe de leite.


Executem preces, ESMOLAS E BOAS OBRAS conforme esta ordenado no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo."


Didaké. Composta no ano 70 pelos derradeiros apóstolos do Senhor na terra da Síria, recomendada como escrito de máxima autoridade por S Atanásio (cartas pascais) e reencontrado em 1870 pelo grande padre Nikephoros Bryenne.


O padre ou leigo insolente se houver que negue a autoridade deste escrito.


Não foi escrito nem por Boff nem por Gutierrez, mas pelos homens base do primeiro século aos quais a fé foi entregue duma vez para sempre.


Pelo Deus em que não há sombra de variação.





Agora leiamos estas santas palavras cheias de vida espiritual:



"A vossa fé era firme e cheia de virtudes...


Quem não proclamou a vossa generosa prática da hospitalidade?


Com efeito em tudo vos agistes sem fazer acepção de pessoas, procedendo conforme as ordenanças divinas...


Repletos de santa resolução e ânimo para o bem...


Jamais vos arrependestes de fazer o bem, antes sempre prontos para toda boa obra.


PORQUE QUEM NÃO PROCEDE SEGUNDO AS DIRETRIZES DE SEUS PRECEITOS NÃO SE COMPORTA DE MANEIRA DIGNA DELE.


ABANDONEMOS AS VÃS PREOCUPAÇÕES PARA SEGUIR A REGRA DA TRADIÇÃO IMACULADA.


Assim abandonemos a jactância, a vaidade, a insensatez e a ira praticando o que está escrito.


Recordemos sempre as palavras de Jesus sobre a benevolência e a paciência.


Firmemo-nos nos seus mandamentos e preceitos e com humildade nos submetamos a suas palavras.


SEJAMOS BONS PARA COM OS OUTROS CONFORME A PIEDADE E A DOÇURA DO AUTOR DO GÊNERO HUMANO.


Imprudencia, orgulho e vaidade são sinais dos que estão separados de Deus. Benevolência, humildade e mansidão são sinais dos que estão em comunhão com ele."


Extratos da I epistola do Beato Clemente de Roma a Igreja de Corinto. Ano 90.


Segundo referem nossos padres teoforos este Clemente havia sido ouvinte do Santo apóstolo Paulo.




Que rumos pois haveremos de tomar?


Acaso nos apartaremos do Senhor Cristo que habita nas criancinhas africanas mutiladas e que nos pergunta:

Porque me desprezas?


Ou nos aproximaremos de seus tabernáculos carnais, como S Martinho de Tuors, para servi-lo e prestar-lhe verdadeiro culto.


Limitar-nos-emos a adoração formal ou lhe tributaremos também a adoração pessoal e viva da caridade.


Longe de nós as palavras dos falsos profetas e dos adversários da tradição, os quais nos recomendam apartar-se dos pobre e deles fugir.


Aproxime-mo-nos do pobre e do oprimido e assumamos sua causa que é a causa da justiça e a causa de Cristo.


Assim saberemos honrar a memória de nossos antepassados e a tradição sagrada de nossos maiores.