segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Como Cristo tem sido pisado pelos complascentes...

Existe uma atitude bastante comum no meio pseudo Cristão e esta atitude desastrosa consiste em acobertar os pecados e erros da irmandade e mais especialmente de liderança com o objetivo de atrair os infiéis pela afirmação duma santidade aperente a qual nada tem de real.

"A verdade não deve vir a tona" pois do contrário haverão apostasias, diziam em tom de seriedade.

Devemos silenciar e ocultar porque vidas estão sendo salvas e transformadas, diziam outros com não menos seriedade.

Mas será que as pessoas estão sendo mesmo salvas ou pura e simplesmente enganadas?

Quando foi que Jesus nos ensinou a mentir, enganar, ludibriar, disfarçar, ocultar, manipular, manobrar...

Suas palavras são demasiado claras: Sim, sim; não, não.

Ele sempre se postou heroicamente ao lado da verdade e da justiça contra a mentira e a iniquidade e por isso foi crucificado pelos escribas, saduceus, fariseus e tantos quantos lucravam com manobras de engano...

Jesus amaldiçoou a hipocrisia deles.

Ele que geralmente só tinha palavras de conforto e doçura para aqueles que lho procuravam, lhes disse: AI DE VÓS...

Pois aquele que mente é seguidor e adorador de Satanaz e não de Cristo, filho da geena e não do paraiso, apostolo da condenação e não da santificação...

Diante de situações como estas que acometem não só o protestantismo, mas o romanismo e até mesmo a ortodoxia, é comum ouvir dos fanáticos:

¿Porque no te callas?

Diante de tais invectivas convem responder:

Não me calo porque Cristo, meu supremo paradigma, jamais se calou.

Não me calo porque doutrinas há que afetam as vidas das pessoas.

Não me calo porque há erros que destroem os frutos e todo o testemunho Cristão.

Portanto se não quero ser apenas mais um coveiro, que lança mais uma pá de cal sobre o corpo putrefato do Cristianismo.

Na igreja papista, a que pertenci antes de chegar a Ortodoxia e após ter saido do protestantismo criaram a seguinte estratégia para sustentar o engano:

Inventaram falsas aparições da Imaculada e sempre Virgem Maria nas quais lhe atribuem palavras de conformismo e de quietismo contrárias a toda tradição profética da igreja.

Possuo em mãos centenas dessas mensagens tenebrosas:

"Jamais falem contra os sacerdotes pecadores - diz uma - pois consagram o corpo de Cristo."

Por isso deviam ser santos e se a santidada não floresce neles, mas o pecado, devem ser disciplinados. Do contrário não passam de vis profanadores.


"Não critiquem, apenas orem, orem e orem." diz uma outra.

Nada mais oposto em espírito aos canônes antigos promulgados por nossos santos padres, os quais determinavam que os clérigos escandalosos, fossem denunciados, advertidos e rigorosamente punidos.

Tais mensagens, inventadas por psicopatas e lacaios do clero constituem a maior blasfêmia com que se pode insultar a figura da Mãe de Deus, apresentando-a como uma protetora de criminosos e desavergonhados quando é na verdade promotora da piedade e da santificação.

Apresentar a mãe do Senhor como acobertadora de patifes, Santo e Bendito Deus onde estamos, a que ponto chega a cegueira desta Cristandade?

Nem as coisas mais santas são poupadas pelos celerados deste século na ânsia de promover a mentira...

Por isso o universo inteiro acusa os Cristãos de seres cinicos e hipócritas... e Cristo de se o lider.

Pois acreditasse que os discipulos devam seguir os exemplos do Mestre e reproduzir seu comportamento.

Entretanto as próprias mensagens atribuidas pelos romanistas a Mãe de Cristo, já ressentem as doutrinas de Lutero e Calvino:

"Rezem muito, porque todos somos pecadores e fracos."

Não Lutero, não Calvino, não falsa virgem de araque, os Cristãos com a graça do Senhor não são fracotes e covardes, mas valentes mais valentes que os capangas do rei David e são estes valentes e só estes que arrebatam o reino dos céus e não os fracotes que malbaratam a divina graça e se arrastam sob o jugo infame da iniquidade.

O Cristo remido é um forte, porque a graça é forte e porque Deus é forte.

A graça que recebemos de Cristo é graça capacitante e não ficticia, pois nos capacita para que cumpramos com nossos deveres observando tudo quando o Salvador e Mestre determinou no Sermão da montanha.

Não foi permissão para pecar impunemente que recebemos do Santo, mas germe e principio de vida ativa para a santidade.

Fomos chamados a viver e a praticar o que cremos e não a falar ou a gritar pelas esquinas.

Fermento que não faz a massa crescer e sal que não condimenta a refeição para nada servem... os cristãos não podem viver como o homem velho, segundo a lei do pecado e do inferno, pois foi liberto do pecado e da iniquidade para tornar-se imagem viva daquele que passou pelo mundo fazendo apenas o bem.

Este discurso de que o Cristão pode viver pecando e que não deve denunciar, aqueles que com suas ações e operações promovem o escandalo entre os infiéis não cola nem pode colar mais.

Pois não é quem denuncia mas que faz, que promove o escandalo. Quem denuncia procura pelo contrário corrigi-lo e estabelecer na Igreja de Deus uma lei de santidade.

Porque o autor da mãe Igreja não conheceu pecado, por isso que ela deve estar sem mancha ou ruga pelo exercicio da disciplina.

Esse discurso segundo o qual os fins justificam os meio e tudo desculpam não pertecem a nossa tradição, mas a Machiavel, Leão X e Lutero.

Machiavel foi quem primeiramente registrou a infame norma de conduta no seu livro do principe.

Leão X exclamou apontando para suas arcas: Eis quanto nos tem rendido a fábula de Jesus Cristo. (aqui Jesus Cristo é simples meio com que se aquilata riquezas iniquas)

E Lutero escreveu: "Que mal pode haver se um homem diz uma BOA E GROSSA MENTIRA por uma causa meritória e para o bem da Igreja." Franca. IRC. 1934

Em nada disto há fio de Cristianismo mas sim de maquiavelismo...

Maquiavel e não Cristo é servido e honrado com nossas mentiras.

Diante deste triste estado de coisas a única saida possivel para a igreja é tornar mais rigorosa ainda sua disciplina punindo com todo rigor os lideres que dão ocasião de escandalo ao invés de passar a mão sobre suas cabeças e incentiva-los para que continuem calcando aos pés a lei de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Melhor seria que o promotor de escandalos se atira-se num poço com uma pedra de moinho enfiada no pescoço, disse o Verbo da vida...

E nós que fazemos?

Procuramos desculpar tais pessoas a todo custo e perdoa-las sem nada exigir ou como se diz: incondicionalmente (palavra que os antinomiastas sempre adoraram) no entanto o Evangelho é isto: regra, norma, preceito, observância, condição...

FAZE ASSIM E VIVERAS, diz o Senhor.

Por isso na medida em que certas doutrinas contaminam e esterilizam a vida Cristã destruindo seus frutos devem ser denunciadas e combatidas sem quartel.

Dentre elas após o calvinismo destacam-se o pentecostalismo e a teologia da prosperidade com os quais nos bateremos nos próximos artigos em nome do Evangelho vivo ou seja dos Evangelho das obras e da igreja viva ou seja da igreja que faz diferença aqui mesmo neste mundo.

Não deixaremos fazer nem passar. Não nos calaremos, pois não foi este o exemplo que recebemos de Cristo e dos apóstolos.

Antes devemos honrar a Jesus Cristo e denunciar, quer agrade, quer desagrade.

Do contrário nos associamos aos pecados e iniquidades daqueles a quem acoitamos com nosso silência.

Por isso não nos omitiremos, jamais nos prestaremos ao oficio inglório de coveiros do Cristianismo.

Aqueles que o desmentem dia após dia com suas obras más e pecados que peguem nas alças de seu caixão.

Nos tudo faremos para mante-lo vivo porque amamos seu fundador e nele cremos, não de boa apenas, mas em verdade.