sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A mente de Cristo X calvinismo - A teologia predestinacionista da a entender que Deus faz acepção de pessoas.

Por Domingos Pardal Braz

Há unica maneira de se distinguir externa e objetivamente entre duas pessoas é partindo das ações livres dessas pessoas e estabelecendo a culpabilidade de uma e a santidade da outra.

Partindo do principio de as duas pessoas são exatamente iguais o critério de distinção deve forçosamente partir daquele que a estabelece.

Pois se são iguais entre sí é necessário que a distinção parta daquele que a postula.

Se admitimos pois que a humanidade decaida não é livre devemos concluir que o estado moral de seus membros é absolutamente idêntico.

Uma vez que todos foram postos sob o jugo inflexivel do pecado e não há quem possa naturalmente conceber, desejar ou praticar o bem não pode haver qualquer distinção intriseca entre os seres humanos.

É esta situação de igualdade entre os seres humanos, segundo a qual nenhum deles seria capaz de persseverar naturalmente no bem, que determinou o oferecimento da divina graça a todos.

Do contrário, em não havendo como se distinguir entre os seres humanos, toda e qualquer distinção ou acepção teria de partir necessariamente de Deus.

Sendo o homem totalmente inapto, segundo a teologia calvinista, para escolher entre o bem e o mal a escolha toca apenas e tão somente a deus.

E deus a exerce desde toda e eternidade predestinando uns a salvação e outros a punição...

Não podendo partir de seres decaidos e despojados de suas liberdades a distinção, acepão, discriminação... só pode partir de deus.

É deus portanto quem discrimina, distingue e separa os seres humanos uns dos outros determinando o fim último de cada um deles sem consideração de méritos ou deméritos futuros.

Não há pois nenhuma relação imediata entre santidade/culpa e discriminação, partindo o ato discriminatório da vontade de deus mesma.

É deus mesmo quem a acolhe a uns e regeita a outros sem quaisquer considerações de ordem externa ou objetiva que partam dos elementos acolhidos ou regeitados.

É de sua vontade mais recondita, da intimidade de seu Ser, nas profundezas de sua natureza que emana o decreto de distinção.

No entanto se nem os eleitos toca qualquer mérito nem aos regeitados qualquer culpa livre e pessoal, porque teria deus distiguido uns dos outros no que concerne a salvação?

Se não há diferença interna e intriseca - essencial - entre os seres humanos, se são igualmente isentos de liberdade, igualmente escravos e pecadores porque deus sendo infinitamente bom não lhos redimiu e salvou a todos?

No caso do tão amaldiçoado arminianismo podemos compreender que alguns seres humanos não tenham desejado entrar em comunhão com o Senhor e rebecer a salvação o ferecida.

Agora no caso do tão aplaudido calvinismo fica dificil compreeder como o Pai não tenha desejado salvar, glorificar e benficiar a maior parte dos seres humanos, escolhendo para si apenas um grupinho de privilegiados.

Privilegiados sim, pois se os outros seres humanos são sob todos os aspectos iguais os eleitos em estado natural, porque cargas dagua foram regeitados?

Se não havia diferença alguma entre os homens decaidos e deus mesmo fez diferença entre eles sem consideração de culpa ou méritos, elejendo a uns e regeitando a outros é indubitavel que os eleitos são privilegiados...

Pois receberam a graça de bandeja enquanto os demais sem qualquer agravo adicional nada receberam...

E não existe meio segundo o qual os termos possam ser expostos doutro modo.

Afinal ou a acepção é interna, o que segundo a teologia calvinista não é possivel. ou a acepção é externa.

Se é externa parte de deus.

Por isso o decreto de separação entre eleitos e regeitados, implica em acepção de pessoas.

As escrituras no entanto declaram em diversos passos que:

"Deus não faz acepção de pessoas."

Cumpre pois perguntar sobre quem estaria com a razão, as escrituras, segundo as quais Deus não trata com os homens em base de privilégios ou Calvino?