domingo, 18 de outubro de 2009

A responsabilidade do Cristianismo Histórico diante do pentecostalismo.

Como aquela água que Ezequiel viu sair do lado do templo, o pentecostalismo tem sua fonte no púlpito tradicional.













Geralmente quando estamos numa roda de luteranos ou calvinistas e mencionamos o pentecostalismo - como gosto de provocar tal sitação já se sucedeu diversas vezes comigo - os pastores baixam a cabeça envergonhados ou dizem pura e simplismente que os pentecostais não são protestantes, que não pertecem a mesma crença que eles e mesmo que não são seus irmãos.

Tive a oportunidade de ouvir da boca de um pastor luterano amigo meu que o pentecostalismo é uma abominável heresia e de um outro 'representante' da facção histórica que trata-se duma crise religiosa promovida pelo 'Diabo'. (rsrsrsrsrsrs)

Tais as vantagens de se manter como eu mantenho, um contato bastante próximo com as diversas organizações protestantes e de se fazer 'amigos' em todas elas...

Depois fui pesquisar na Net e de fato encontrei alguns Sites nos quais o pentecostalismo era apresentado como sendo um conjunto de manifestações satânicas e infernais. Geralmente tais Sites são mantidos por calvinistas ortodoxos, mas nem sempre...

Na Igreja de Roma vigora do mesmo modo uma imensa balbúrdia entre as facções tradicionalistas, tradicionais, progressistas e carismáticas... Os tradicionalistas nutrem sobre a RCC uma visão idêntica a dos calvinistas - cuja moral 'puritana' e rigorista endossam por sinal - afirmando que os pobres carismáticos (muitos dos quais recitam o tal do 'quarto', fazem as nove sextas feiras - espécie de macumbaria romana com o objetivo de se obter magicamente a salvação da alma - e empregam o infalivel escapulário) não passam de um bando de possessos do Diabo (rsrsrsrsrsrsrsrs), os tradicionais tendem a encarar os fenômenos pentecostais e carismáticos como pura e simples encenação, mas opinam que talvez venham a servir como um ponto de partida para um aprofundamento no terreno da fé (opinião bastante dilatada entre papistas e protestantes cultos) enquanto que os progressistas em sua maior parte encaram os carismáticos e pentecostais como pessoas mentalmente perturbadas ou neuróticas, uma visão tanto mais próxima da ciência.

Todas estas visões são comuns aos setores do protestantismo paralelos as ditas facções romanistas como os tradicionais da igreja batista (tenho um pastor amigo meu que esboça tal opinião) ou os luteranos e metodistas progressistas...

De modo geral os membros mais cultos e bem informados das formas tradicionais tendem a arrenegar ou a hostilizar os pentecostais, embora muitos o façam discreta ou hipocritamente, ou seja, a portas fechadas. Postura com que jamais concordei ou concordo pois Jesus Cristo jamais nos ensinou a amar as trevas, mas a luz e a verdade.

E no entanto esses tradicionais e conservadores envaidecidos e hipócritas bem como suas 'igrejas' tem uma considerável parcela de culpa no que diz respeito a gênese e ao desenvolvimento do pentecostalismo.

Efetivamente, muitos de nós que empreenderam fazer diversos cursos de religião nas instituições tradicionais, tendemos a considerar o tradicional e o pentecostal como dois terrenos bastante distintos e isto por conta do modo de agir ou de ser...

Pois os tradicionais ou convervadores - mesmo quando protestantes ou calvinistas - sempre se mostram aditos a fórmulas e rituais monolíticos nos quais não há lugar para as emoções. É o que se chama de culto racional tributado a divindade, recomendado pelo apóstolo Paulo por sinal, com estas palavras: A Deus prestai um culto racional.

Enquanto que o culto pentecostal ou carismático é tanto mais expontâneo, improvisado, livre e isento de fórmulas, parecendo a nós que lho observamos do lado de fora como algo mais ou menos desordenado, ilógico e caótico...

Sob este aspecto há uma abismo entre os dois padrões de culto e devido a ele somos levados a imaginar que é assim sob todos os aspectos, o que entretanto não corresponde a realidade...

Pois sob o aspecto puramente teológico, embora os tradicionais se esforçem por ocultar toda e qualquer relação comprometedora entre suas teologias e o pentecostalismo, há mais pontos em comum ou afinidades do que somos levados a crer se nos contentarmos com um breve golpes de vista. Portanto se pararmos um pouco para refletirmos sobre tais pontos em comum talvez cheguemos a conclusão de que durante séculos o pentecostalismo foi potencialmente contido e alimentado pelo Cristianismo tradicional.

Quando me refiro a afinidades teológicas e/ou dogmáticas não me refiro certamente aos dogmas centrais ou basilares do Cristianismo como a Trindade, as naturezas ou a divindade de Cristo, certamente aceitos por todas as confisões Cristãs, mas até certo ponto totalmente alheios a dinâmica pentecostal.

Outras crenças comuns existem e bastante generalizadas tanto mais próximas a dinâmica que nos diz respeito.

Neste caso, penso que tais crenças ou doutrinas fizeram as vezes de tições ardentes ocultados sob uma tênue câmadade cinzas sendo necessário apenas que alguém de carne e osso, soprasse sobre eles, na conjuntura ideal, para que voltassem a deitar chamas e se convertessem no pavoroso incêndio que hoje testemunhamos...

Manteve pois o Cristianismo tradicional brasas meio apagadas que os pioneiros do movimento pentecostal só fizeram revivescer na medida em que transmitiram aos líderes pentecostais todas as doutrinas e crenças que eles apenas e tão somente desenvolveram ao máximo.

Por tições ou brasas meio apagadas, mas ciosamente convervadas pela Cristandade tradicional refiro-me antes de tudo a crença no Diabo como ser real e pessoal, depois na crença no inferno como lugar real e físico e enfim a simples admissão do milagre ou do misticismo como possiveis...

Todas estas doutrinas perigosíssimas nossa Cristandade manteve como plenamente ortodoxas apesar de inumeras críticas encetadas pelos líderes mais sábios e esclarecidos.

E no entanto na mesma medida em que lha manteve vivas a Cristandade oficial, como que meio envergonhada por mante-las vivas, esforçou por reduzir ao máximo seus efeitos vitais...

Assim o Diabo foi mantido vivo, mas sua ação no mundo foi sendo cada vez mais reduzida pela teologia tradicional na medida em que a ciência ia deslindado as verdadeiras causas da peste, da fome, da guerra e de outras calamidades que lhe eram tradicionalmente atribuidas pelo vulgo...

E no entanto a Cristandade recusou-se a dar cabo dele alegando que tal personagem fazia parte dos primeiros capitulos do gênesis enquanto tentador dum homem que era incapaz de inventar o mal por si mesmo (sic)... ou - estoutra explicação acabava por satisfazer os ânimos mais exigentes e por comunicar uma vitalidade necessária ao Capeta - alegando que tal personagem era necessário para que Cristo fosse tentado...

Cristo precisava ser tentado e jamais poderia ter tentado a si mesmo, logo o Diabo devia ser considerado como um Ser real, a reputação mesma de Cristo dependia disto... é como se sua natureza divina ou seu cárater santo perigassem caso regeitassemos a existência de Mefistófoles...

E no entanto, antes da emergência do pentecostalismo - fora alguns místicos alemães, ingleses, italianos e sobretudo espanhóis - os Cristãos post renascentistas esforçavam-se por evitar qualquer tipo de proximidade com ele... pois tal proximidade fazia com que se lembrassem - alias com toda razão - das bruxas, possessões, fogueiras, Idade Média, etc Melhor era empalhar o Diabo e coloca-lo numa das vitrines do museu Gimet com uma plaquinha bem discreta informando: aqui jaz o Mr Diabo, o tentador de Cristo...

E como Cristo sendo divino foi capaz de ve-lo, em tais conjunturas o ve-lo também passou a ser uma espécie de distinção entre os nobres decaidos e rigorosamente aditos as formas e práticas religiosas. Foi em meio a tais famílias que floresceram os místicos a que nos referimos acima, alguns dos quais chegaram a adquirir fama como santos ou beatos pelo simples fato de terem descrito suas experiências psiquicas...

Os mais letrados no entanto permaneciam alheios a tais espetáculos religiosos enquanto que os pobres e miseráveis eram imediatamente classificados como doidos varridos caso alegassem passar pelas mesmas experiência que os filhos da nobreza decaída e supersticiosa.

Seja como for, sob o influxo da ciência o número de possessões foi declinando gradativamente e a pratica do exorcismo extinguindo-se, ao menos entra as formas protestantes históricas. E sem embargo as recentes pressões e violências psiquicas inauguradas pelo sistema econômico recem implementado, viriam a produzir um novo surto de doenças mentais sem no entanto que o aparelho de saúde mental, oferecido pelos poderes públicos estivesse preparado para corresponder ao aumento da demanda...

Por outro lado as formas tradicionais também já não correspondiam aos anseios das massas mental ou neurologicamente afetadas, em sua busca desesperada por rituais e exorcismos na medida em que se sentiam completamente desamparadas pela medicina convencional ou pelos sistemas publicos de saúde, mormente no que diz respeito a psiquiatria...

O pentecostalismo - em que pesem todas as críticas dirigidas que lhe são dirigidas -soube corresponder a uma demanda real, tendo em vista a obtenção de soluções, para um grande número de patologias mentais fabricadas pela sociedade contemporânea e com relação as quais a medicina convencional pouco ou nada fez tendo em vista sua erradicação...

Naturalmente que as massas incultas quando - por pressão do ritmo de trabalho e alterações impactantes no 'modus vivendi' - se viram atacadas por uma série de transtornos mais ou menos desvinculados do corpo físico e alheios ao seu estado, recordaram-se do velho espantalho que nossos teologos ortodoxos haviam posto na vitrine... afinal o próprio contato com o universo cultural hebraico em cujo contexto floresceu o Santo Evangelho e que estava todo impregnado de demonismo, propiciou esta leitura sobrenaturalista da patologia mental que ainda hoje prevalece nos meios pentecostais.

Afinal como uma pessoa semi-analfabeta poderia ser levada - como Thomas Hobbes por exemplo - a conjecturar sobre a possibilidade de Nosso Senhor Jesus Cristo apenas e tão somente ter se adaptado aos preconceitos do tempo em matéria de medicina e saúde mental... e empregado tal linguagem popular - corrente na época - apenas e tão somente com o objetivo de simbolizar a presença do mal no mundo?

É pois a Cristandade convencional responsável pelos avanços e sucessos do pentecostalismo na mesma medida em que recusou-se terminantemente a abolir a figura do Diabo a a possibilidade da possessão diabólica de suas estrutura teológica. Foi a partir desta recusa que foi lentamente engendrada a atual religião diabolista, com relação a qual a figura do Demônio ocupa uma posição quase que central junto com os dogmas de Cristo e da Trindade.

O mesmo podemos afirmar com relação ao Inferno e as visões de descida...

Caso a Cristandade tradicional tivesse tido a ombridade de repelir para o reino das fábulas a pintura folclórica do Inferno, dificilmente o sr Keneth Hagin - como os pastores amalucados da Fátima - poderia ter alegado te-lo vizitado por no mínimo três vezes e apavorado milhares de tontos com suas descrições fananbulescas.

E no entanto tais descidas e subidas multiplicam-se no contexto atual fazendo-nos lembrar o que havia de pior na antiguidade pagã e a famigerada Idade Média...

De minha parte, sou levado a concordar em gênero, número e gráu, com os pesquisadores, psiquiatras e médicos segundo os quais a grande maioria das pessoas que alegam ter tido visões ou ouvido vozes apresentam um dinamismo neurologico e/ou mental mais ou menos acelerado e fora do normal. Isto não significa que tais pessoas sejam loucas, mas apenas e tão somente que seu ritmo neuronal ou mental e diferente...

A má compreenção de tal ritmo e/ou dos motivos naturais que estão por trás dele, no entanto, pode conduzir a pessoa em questão a autênticas crises... isto se dá justamente quando o fenômeno é sobrenaturalmente interpretado tendeno o sujeito a cultiva-los ou a reproduzi-los.

É esta tentativa de reprodução ou desenvolvimento de ritmos e/ou fenômenos anormais que pode ocasionar danos irreverssiveis ao pasciênte. Por outro lado a compreenção de que tal quadro é anormal e natural, com a aceitação de uma terâpia ou tratamento é sempre o melhor dos caminhos e eu mesmo já tive de trilha-lo na medida em que sou hiperativo e sofro de TDA.

O terceiro elo da cadeia que liga as formas tradicionais de religiosidade e as formas pós modernas, é a perniciosa crença quanto a possibilidade de que possam ocorrer milagres no tempo presente; crença que por força de ignorância ainda pemanece firmemente arraigada no imaginário popular e mesmo no esquema teologico da Cristandade.

É bastante provavel que a sobrevivência e vitalidade desta crença absurda esteja fundamentada no desejo do ser humano conseguir tanto mais facilmente e sem esforço tudo quanto deseja. O ser humano é acomodade e preguiçoso e por isso deseja e quer milagres, por isso crê neles e incorpora-os a sua religião.

E sem embargo os padres, pastores e teologos mais esclarecidos sabem muito bem que milagres não existem.

Para nos convencer-mos a respeito disto nem é preciso que nos demos ao trabalho de folhear alguma mêdula teologica séria, como a de Veron, basta-nos tomar Wilges, 1988 (Vol II - Vozes) o qual assevera a seus leitores que nenhum papista - o mesmo vale para os ortodoxos - esta obrigado a crer em qualquer milagre ou evento sobrenatural situado fora do Novo Testamento. O protestante, metodista por sinal, C H Collete, se expressa da seguinte maneira a tal respeito: "A cura dos enfermos foi um dom concedido a Nosso Senhor pelos Santos Apóstolos e que pereceu com eles." pp 229 das Inovações.

Diante de tais afirmações com que os teologos deliciam as todas as almas cultas, reflexivas e críticas em suas exposições e Summas, ficamos a nos perguntar se na verdade o clero tradicional não tem assumido uma espécide de duplo discurso com o intuito de agradar aos dois lados: o primeiro científico com o intuito de aproximar os homens e os jovens de suas fileiras e o segundo supersticioso com o intuito de seduzir e escravizar as mulheres outrora reduzidas a triste condição de analfabetas...

Assim em seus livros afirmavam que os milagres - com excessão daqueles que se encontram narrados nas páginas do Novo Testamento - não fazem parte da divina revelação, mas nos púlpitos dos templos deliciavam as massas incultas com tais narrativas de São Jorge estripando ao Dragão ou de S Dinísio tomando a cabeça nas próprias mãos para dirigir-se a sua sepultura...

Aqui no Brasil foram os ministros da igreja papólica que enfiaram na cabeça deste pobre povo a falsa crença de que pode e até deve fiar-se tranquilamente em milagres e auxilios sobrenaturais, ao invés de combate-la sem quartel dando cumprimento a seus oficios enquanto anunciadores da verdade.

E no entanto esses padrecos que vivem enganando o povo prometendo-lhes milagres e graças não são capazes de satisfazer a demanda ou a compulsão do povo pelos ditos milagres e graças, encaminhando-os ao pentecostalismo, conforme a ousadia dos pastores é bem maior e são mais atilados em corresponder aos anseios das massas.

Afinal que padre, a excessão talvez do aloprado Marcelo Rossi, ousaria entrar num quarto de hospital público e prometer a um pasciente, que acabara de ter uma de suas pernas amputadas do joelho para baixo, que ao cabo de alguns dias de jejum e oração, a parte que lhe faltava da perna iria renascer?

E no entanto tal homem seduzido pelas promessas do pastor ou profeta pulou dum salto para fora de sua cama na manhã do dia marcado, vindo a estourar no chão e a ferir-se ainda mais, disto decorrendo a proibição de que os pastores petecostais pudessem entrar no hospital de minha cidade...

É justamente por não arriscarem tanto e por não ousarem afirmar que são capazes de ressuscitar a um morto de quatro dias - aqui na minha cidade alguns membros da CCB afirmam em alto e bom som que um de seus anciãos fez ressurgir um rapaz que havia sido metralhado e morrido a cerca de quatro dias entando seu corpo em adiantado estado de decomposição (exigi que me mostrassem os laudos médicos e estou esperando até o dia de hoje) - que os padres romanos sofrem descrédito frente as massas.

E no entanto milagre por milagre - afinal não é tudo obra do mesmo Deus Onipontente... - qual a diferença entre curar um câncer em estádio terminal ou ressuscitar a um morto?

Ou creio que Deus é capaz de fazer absolutamente tudo: como produzir novos membros e fazer reviver corpos putrefatos, ou creio que não esteja disposto a fazer absolutamente nada no plano físico/material.

Pois essa de que Deus limita-se a curar, calos e resfriados, a fazer com que as pessoas uivem como lobos ou que consigam o par perfeito, praticamente não cola mais...

Até mesmo aqueles que creem em milagres estão mais espertos e desejam tudo ou nada a ponto de exijir que Deus viole todas as leis naturais que ele mesmo estabeleceu sem levar em consideração qualquer limite, afinal Jesus não serenou a tempestade e caminho sobre as águas do lago Kinereth... Nada mal se os padres e pastores tomassem coragem e fizessem o mesmo.

Afinal como fez notar um amigo meu, todos se recordam de falar novas linguas, mas ninguém se lembra de manipular serpentes ou de beber veneno...

De alguma modo os pentecostais tem se mostrado bastante habeis em tirar proveito das insanidades admitidas pelas igrejas tradicionais, como a dita crença em milagres.

Mesmo porque enquanto os tradicionais limitam-se a exijir a crença em milagres como dogma de fé e a apresenta-los como fenômenos extremamente raros os pentecostais apresentam o milagre como uma esperiência real e comum...

No fim das contas se somos obrigados a sacrificar a razão para crer nos milagres, porque não correr atrás deles como algo real?

Neste sentido o discurso pentecostal parece muito mais coerente e sugestivo do que o discurso tradicional...

Pois o discurso tradicional com sua indeterminação ou seu chove não molha - tornando o milagre mais díficil, coisa que o povo não deseja ouvir - não corresponde a aspirações religiosas das massas abandonadas pela medicina. Ja o discurso pentecostal - independentemente de sua veracidade ou falsidade - corresponde perfeitamente a tais aspirações.




Conclusão: por séculos a fio as agremiações religiosas tradicionais tem procurado manter vivas algumas crenças populares hebraicas ou pagãs tais como: o Diabo, a possessão, o inferno, as visões e os milagres... e simultaneamente reduzido ao máximo as potencialidades ou consequências ativas de tais crenças...

E no entanto era necessário que tais crenças fossem completamente demolidas.

Vieram os pentecostais tomaram tais crenças e tiraram as consequências decorrentes tornando-as vivas e reais para o povo, povo ignorante, achacado, abandonado pelos poderes constituidos e desesperado.

Diante disto que outro resultado poderiamos esperar além da expansão e do triunfo do môdelo pentecostal?

Môdelo frequentemente menosprezado ou até mesmo ridicularizado pelas igrejas conservadoras, mas que não surgiu do nada ou brotou do ôco da bananeira...

Agora pois o machado é posto a raiz das árvores podres, para que sejam cortadas e lançadas ao fogo...