sábado, 12 de dezembro de 2009

Meus dois centavos pelo capitalismo.



"Olá, e bem-vindos mais uma vez ao “Fé e Filosofia”. O assunto de hoje é “Meus Dois Centavos sobre o Capitalismo”. Irei retornar ao tópico da linguagem teológica nos podcasts futuros, e quando o fizer, quero dar um foco especial nas Escrituras e como devemos lê-las.



Mas hoje, quero fazer um pequeno desvio. Eu tenho me colocado em dia com vários dos últimos podcasts aqui na Ancient Faith Radio. E fiquei intrigado com uma série deles sobre o capitalismo. Sendo assim, enquanto o assunto ainda está fresco na minha cabeça, eu quero contribuir com meus dois centavos.

O que se segue não busca ser uma refutação do que quer que tenha sido dito por alguém aqui. Ao invés, meus comentários têm o objetivo de clarificar os termos e questões que têm sido levantados. A única crítica que tenho sobre as discussões anteriores é que houve uma falta de contexto histórico. Tentar definir os termos abstratamente, sem referência a seus desenvolvimentos históricos, irá inevitavelmente levar a distorções.



Basicamente, quero detonar com dois mitos que cercam o capitalismo, e daí meus dois centavos. O primeiro mito é que o capitalismo depende da propriedade privada e do livre-mercado. O segundo é que o progressismo e o socialismo são alternativas reais ao capitalismo.



Vamos começar com o primeiro mito, e isso com certeza vai levantar algumas sobrancelhas. Historicamente, o capitalismo tem se provado um inimigo da propriedade privada, não seu defensor. É, é, eu sei. Todos nós já ouvimos quem defina o capitalismo como posse privada de propriedade, em contraste com o socialismo que seria a posse pública do capital.



Mas esta definição é enganadora e pouco útil. As pessoas já possuíam propriedade privada por milênios antes do surgimento do capitalismo. Os romanos reconheciam a posse privada, assim como os gregos e os judeus. A propriedade privada não é uma invenção moderna. De fato, o republicanismo clássico dependia da posse privada da propriedade e, portanto, nas virtudes da classe de cidadãos proprietários".



Leia todo este interessante e rico texto em Vida Ortodoxa.