segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Permaneço um cristão Trinitário



Diferente dos apologistas de séculos passados, não demonizo totalmente os que, por um motivo ou outro, não compreendem, não querem compreender, desistiram de compreender o ministério Trinitário.

Até mesmo leio com grande admiração muito do que escrevem homens como Rubem Alves, Marcus Borg, Dominic Crossan, Bultmann, Tillich, e até mesmo o irreverente bispo Spong, entre tantos outros, que, salvo melhor juízo (Deus me perdõe se eu estiver sendo injusto) abandonaram a fé ortodoxa neste sentido.

Entretanto que eu vejo uma grande beleza, uma beleza imensurável e maravilhosa no mistério da Trindade.

Eu não consigo ver doutrina tão bela quanto a idéia de que, Pai, Filho e Espirito, formam, em si uma perfeita pluralidade e unidade que servem de modelo, de paradigma tão belo à Igreja, à comunidade cristã reunida no mundo.

Como disse C. S. Lewis, é pouco provável que alguém tenha inventado isso, que não tena sido revelado.

Não consigo ver algo tão maravilhoso, assombroso e grande quanto a idéia da mais radical identificação de Deus com a natureza humana como no mistério da encarnação.

Não consigo presenciar tamanho cuidado e intimidade na idéia do próprio Deus habitando em nós, pelo seu Espirito Santo, e que, geme em nós com gemidos inexprimíveis.

Reconheço perfeitametne que a linguagem humana é limitada para falar de Deus, e a palavra, como própria criação humana, não poderia captar a totalidade do Mistério. Minhas miseráveis palavras não podem expressar tudo o que sinto e penso sobre este assunto.

Entretanto, nesta breve e pouca "captação", percebo maior beleza do que quaisquer outras "captações" que já se fizeram.

E, talvez, no pouco que "captamos", talvez devamos perseverar. Uma criança não abandona o conhecimento das vogais de sua lingua nativa somente por conhecer todo o alfabeto ou outras linguas.

Sei que meus pares protestantes, principalmente os mais liberais vão dizer: ah! isso é opinião sua!

Eu sei. É opinião minha...