domingo, 18 de abril de 2010

Atos virtuosos involuntários

“Quando foi que te encontramos com fome e te demos de comer?...” (Mt 25.37)


Muitos oram...

Sabem que fazem um bem diante de Deus...

Muitos vão ao culto...

Sabem que fazem um bem diante de Deus...

Muitos lêem a Bíblia...

Sabem que fazem um bem diante de Deus...

Muitos vivem vidas regradas...

Sabem que fazem um bem diante de Deus...

Muitos jejuam...

Sabem que fazem um grande bem diante de Deus...

Mas muitos...

Muitos sequer sabiam que faziam um bem diante de Deus...

Vestiram o nu...

Alimentaram o faminto...

Hospedaram o estrangeiro...

E visitaram o preso...

E sem o saber...

Faziam uma obra diretamente ao Cristo...

Quem eram os pequenos irmãos de Cristo?

Quem são os pequenos irmãos de Cristo?

Os missionários cristãos, como querem os conservadores?

Os israelitas, como querem os milenaristas?

Todos os pobres, necessitados do mundo, conforme querem os libertacionistas?

Sei lá.

Todos eles...

Nenhum deles...

Talvez...

Sim talvez...

Perguntar e especular sobre tal coisa já pode demonstrar nossa licença para não
querer obedecer?

Quem era o próximo do samaritano?

Pois vai tu e faze o mesmo!

Mas o que chama mesmo a atenção...

Parece ser a absoluta falta de consciência daqueles que, apesar das obras de
justiça, sequer tinham consciência da sua própria bondade diante do Cristo.

Sequer sabiam que faziam uma obra “religiosa”.

E também os que nada fizeram...

Também pareciam não ter consciência de sua própria condição existencial.

Deus nos dê olhos para ver...

Ouvidos para ouvir....

E que a bondade e o amor nos sejam tão naturais...

A ponto de nossas obras serem não somente ocultas de todos...

Mas também de nós mesmos...

Mas não tão ocultas diante do nosso próprio Pai.

Bendito seja o nosso Senhor Jesus o Cristo.