sábado, 24 de abril de 2010

Teologia Relacional

Segundo o Rev. Augusto Nicodemus, há alguns pressupostos acerca do significado da dita "Teologia Relacional" que são:

"1. O atributo mais importante de Deus é o amor. Todos os demais estão subordinados a este. Isto significa que Deus é sensível e se comove com os dramas de suas criaturas.

2. Deus não é soberano. Só pode haver real relacionamento entre Deus e suas criaturas se estas tiverem, de fato, capacidade e liberdade para cooperarem ou contrariarem os desígnios últimos de Deus. Deus abriu mão de sua soberania para que isto ocorresse. Neste sentido, ele é incapaz de realizar tudo o que deseja, como impedir tragédias e erradicar o mal. Contudo, ele acaba se adequando às decisões humanas e ao final, vai obter seus objetivos eternos, pois redesenha a história de acordo com estas decisões.

3. Deus ignora o futuro, pois ele vive no tempo, e não fora dele. Ele aprende com o passar do tempo. O futuro é determinado pela combinação do que Deus e suas criaturas decidem fazer. Neste sentido, o futuro inexiste, pois os seres humanos são absolutamente livres para decidir o que quiserem e Deus não sabe antecipadamente que decisão uma determinada pessoa haverá de tomar num determinado momento.

4. Deus se arrisca. Ao criar seres racionais livres, Deus estava se arriscando, pois não sabia qual seria a decisão dos anjos e de Adão e Eva. E continua a se arriscar diariamente. Deus corre riscos porque ama suas criaturas, respeita a liberdade delas e deseja relacionar-se com elas de forma significativa.

5. Deus é vulnerável. Ele é passível de sofrimento e de erros em seus conselhos e orientações. Em seu relacionamento com o homem, seus planos podem ser frustrados. Ele se frustra e expressa esta frustração quando os seres humanos não fazem o que ele gostaria.

6. Deus muda. Ele é imutável apenas em sua essência, mas muda de planos e até mesmo se arrepende de decisões tomadas. Ele muda de acordo com as decisões de suas criaturas, ao reagir a elas. Os textos bíblicos que falam do arrependimento de Deus não devem ser interpretados de forma figurada. Eles expressam o que realmente acontece com Deus. (fonte: http://www.ipb.org.br/artigos/artigo_inteligente.php3?id=52, acessado em 24/04/10, 20:30 h).

Obviamente, não preciso sequer mencionar que, à luz do protestantismo tradicional, seja arminiano, seja calvinista, ou porque não dizer, mesmo diante do cristianismo tradicional, seja ortodoxo, seja católico, algumas destas idéias possam ser vistas como heréticas, principalmente no que tange à impossibilidade de Deus de conhecer o futuro.

Entretanto, não tenho o costume de fuzilar imediatamente uma idéia que me seja contrária, pois procuro entender seu contexto e suas melhores intenções.

Leia todo o texto no Blog do Seino.