segunda-feira, 5 de julho de 2010

Novo mandamento vos dou

"Novo mandamento vos dou: que vos amei uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos amei uns aous outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (João 13.34-25).


Alguém, ao ler este texto, poderia se perguntar: porque Jesus diz que tal mandamento é novo, visto que, mil anos antes dele, Moisés já mandara cada um amar o próximo como a si mesmo (Levítico 19.18)?

Ele é novo pela simples constatação: "Assim como EU vos amei".

Ou seja, a grande novidade do mandamento é o próprio Cristo. Ele se torna o paradigma do amor a ser imitado pelos discípulos.

E aí, eu convido a que o próprio leitor medite de que modo Jesus amou aos seus discípulos, e estará aí a resposta de como se cumprir este novo mandamento.

E isto é muito importante, visto que, o próprio Jesus afirmou que "nisto serão conhecidos como meus discípulos, se tiverdes amor uns aous outros".

Cada grupo cristão tem seus próprios símbolos e sinais pelos quais podem ser reconhecidos.

Por exemplo, quando vejo pessoas em um culto com uma certa gritaria, mulheres de cabelo comprido, homens de terno e Bíblia na mão, certamente pensarei: eis aí um grupo pentecostal.

Quando vejo uma celebração com padres com belas vestes litúrgicas, barbudos, em um local cheio de ícones e incensos, penso: eís aí um culto ortodoxo.

Ou então, quando vejo uma procissão a desfilar com uma imagem de Maria em escultura, tendo à frente um sacerdote com uma mitra em sua cabeça, poderei imaginar: eis aí um grupo católico romano.

E assim, sucessivamente, vamos reconhecendo, pela sua própria aparência, marcas e sinais, a diferença e identidade de diversos grupos.

Por mais importantes que tais sinais possam ser considerados, fato é que, eles podem apresentar todas estas características, e ainda assim, não serem reconhecidos como discípulos de Cristo.

Isto porque, o sinal claro que Jesus deixou para que fôssemos reconhecidos como discíplos é "o amor com o qual ele nos amou".

Trata-se de um amor de identificação. Isto porque, o próprio Cristo deixou a glória que dantes desfrutava com o Pai e habitou em meio a todos nós, como ser humano.

Trata-se de um amor de serviço. Ele esteve entre nós, e viveu a vida de servo. Sempre esteve disponível a quem o procurou, nunca virando as costas para ninguém.

Trata-se de um amor sacrificial. Ele deu a vida para nos salvar, e também ensinou que ninguém tinha maior amor do que este: o de dar a vida pelos seus próprios amigos (João 15.13).

Por mais importante que seja sua tradição, meu amigo, ela não vale nada se em nossas vidas não expressarmos este amor, se cumprirmos este mandamento do qual o próprio Cristo nos chama de amigos, caso assim o façamos. "Sois meus amigos se fazeis o que vos mando" (João 15.14). Antes não tivesseis tradição alguma, mas cumprisse o preceito de Cristo.

E na teologia joanina, este mandamento é decorrência natural da simples constatação de que "Deus é amor".

Francis Schaeffer chegou até a dizer que, neste mandamento, Jesus dá ao mundo a prerrogativa de duvidar de nossa mensagem, caso não o cumpramos, pois, dizer que seremos reconhecidos como discípulos pelo amor que expressarmos uns aous outros, equivale a dizer que NÃO seremos reconhecidos como discípulos do próprio Cristo caso não tenhamos amor uns pelos outros...

Simples assim....



Senhor. Nos ensina, com tua graça e paciência, a termos
verdadeiro amor uns pelos outros, para que possamos,
através de nosso testemunho de amor, demonstrar ao mundo
que somos teus discípulos, e a todos atrair até ti.