quinta-feira, 3 de março de 2011

Educando os filhos diante de um quadro de separação


É uma realidade que tem aumentado o número de divórcios, mesmo entre os evangélicos, no Brasil. Já se foi o tempo em que, de modo geral, as famílias cristãs apresentavam maior estabilidade que aquelas que não se freqüentam constantemente nenhuma instituição religiosa.

As maiores vítimas de tais ocorrências, obviamente, são os filhos, daí, haver uma necessidade de maior atenção às crianças nesta situação tão difícil. A desatenção da parte dos pais pode acabar provocando algumas dificuldades emocionais complicadas.

Como agir para que tal não ocorra?

 
Uma boa dica, em minha opinião, é jamais falem mal um do outro para a criança. Não ensine sentimentos negativos, como o ódio, a raiva, o ressentimento para ela. O interior da criança é um tipo de santuário que não deve ser violado. O mundo se encarregará de ensiná-la tais sentimentos. Que não parta dos pais.

Geralmente um dos cônjuges se sente injustiçado com a separação. Não importa. A criança não é alguém que deva ser “ganha” para um dos lados desta situação. Mesmo com a separação, continua valendo o preceito evangélico de “não faleis mal uns dos outros”, ou “não julgueis para que não sejam julgados”.

Outra dica é a de não usar a criança de forma chantagista ou vingativa para com o outro. Criança não é para fazer parte deste joguinho dos adultos. A criança é “lugar de paz”, “lugar de trégua”. Há alguns que usam os filhos para ferir o outro cônjuge. Cristãos, que já falharam com o seu casamento, que não repitam o erro com o seu filho.

Daí, o casal cristão que se separa deve buscar todos os meios para que tal ocorra de forma mais amigável possível. Continua valendo também o preceito do “dar a face ao que o fere”. Paulo disse que era uma completa derrota aos cristãos entrarem em demanda judicial uns contra os outros. É melhor sofrer o dano, ensinou o apóstolo, alicerçado, inclusive, em Cristo Jesus.

Outro aspecto, envolvendo tudo isso, é que, embora tenha ocorrido a separação, ela se deu entre o casal, não entre pais e filhos. É uma pena que geralmente, pais que não ficam com a guarda acabam com o tempo, se afastando, levando outra vida. A criança tem o direito de conviver com ambos os pais. Ambos são necessários para a formação de seu caráter. O interesse da criança vem sempre em primeiro lugar. Os projetos pessoais devem dar espaço aos interesses da criança. Age irresponsavelmente qualquer atitude diferente dessa.


fonte da imagem: http://conviver.wordpress.com/2008/05/16/pais-separados-e-filhos-felizes-e-possivel/