sexta-feira, 18 de março de 2011

O Cristo na face dos pobres


"Em diversas oportunidades, as Sagradas Escrituras nos ensinam como é grande o mérito e a eficácia das esmolas. Com efeito, é comprovado que ada um de nós alivia sua alma sempre que, movido pela misericórdia, vai ao encontro da indigência do outro. Portanto, caríssimos, a nossa liberalidade deve ser fácil e imediata se pensarmos que cada qual dá a si mesmo aquilo que proporciona aos indigentes. Com efeito, aquele que alimenta o Cristo presente no pobre, constrói o seu tesouro no céu".

(São Leão Magno, in "Primeiro Sermão sobre as Coletas, Ed. Paulus).

Seja na lei de Moisés, seja nos salmos, provérbios, profetas, evangelhos, escritos apostólicos ou nos pais da Igreja, vemos a veemente preocupação da tradição em relação aos pobres. A Igreja é mais relevante quando se coloca ao lado dos que não tem voz, defende os que não tèm defesa, intercede em favor daqueles que não têm intercessão. Assim como o Cristo se fez pobre em favor da humanidade, assim também a Igreja deve se fazer pobre em favor dos pobres. No período antigo, a Igreja tinha uma data especial em que fazia coletas e redistribuia a quem tivesse necessidade, fazendo assim um trabalho de verdadeira redenção social. Uma autêntica redistribuição voluntária da propriedade, em um reino de irmãos, a utopia realista e realizável do Reino de Deus.