quarta-feira, 6 de julho de 2011

De maneira nenhuma jureis


Lectio:

Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor.

Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;

Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;

Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.

Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.


Meditatio:

Na época de Jesus, havia muitas fórmulas de Juramento.

Juramento pelo céu, pela terra, pelo templo, pelo ouro do templo, por Deus, etc....

E os rabinos ensinavam gradações de cumprimento da própria palavra de acordo com os juramentos que eram feitos...

E alguns eram mais importantes que os outros...

Assim, se o juramento era "fraquinho", que o fazia não estava tão obrigado à cumprir sua palavra quanto alguém que jurou "pelo nome do Senhor"...

Jesus condenou esta prática, chamado-a de hipócrita.

A nossa palavra tem que valer pelo que ela é, não por causa de um juramento...

"Assim como o divórcio foi permitido por causa da dureza de nossos corações, assim também o juramento foi implementado por causa da falsidade, também dos nossos corações" (John Stott).

É um tipo de fraqueza, entendem?...

Daí, repito, nossas palavras devem valer por aquilo que são, capazes de se manterem verdadeiras "por uma simples monossílaba": sim, sim; não, não.

Nada é preciso acrescentar a tal fórmula.

O que passa disso tem procedência maligna; seja de nossos corações, seja do próprio maligno.

E aí, precisamos nos perguntar:

Nossas palavras são ambíguas? Ou falamos claramente a verdade que se quer comunicar?

Nossas palavras geram confiança? Ou precisamos fazer juramentos para que se acreditem nelas?

Oratio:

Senhor. Ajuda-nos a sermos verdadeiros em palavras e em verdade. Em teu nome. Amém.