terça-feira, 19 de julho de 2011

Funil da fé: a diluição do mistério da Encarnação e da Cristologia Joânica, numa perspectiva Ortodoxa




Catolicismo Ortodoxo> Romanismo> Protestantismo 'ortodoxo'> Unitarismo/Jeovismo> Judaismo-Islamismo


Observem o esquema acima.

Nos extremos deparamo-nos com o catolicismo ortodoxo que nós identificamos como a plenitude da divina revelação ou com a integralidade do mistério da fé.

E no entanto esta plenitude manifestou-se apenas sete séculos depois durante o segundo Concílio Geral, congregado em Nikaia. Nunca será demais insistir sobre o significado do segundo Concilio de Nicéia enquanto corolário duma reflexão teológica iniciada por Paulo e João nas páginas do Novo Testamento.

Caso desejassemos traçar um roteiro da evolução do pensamento cristológico,  salientariamos os seguintes pontos:

  • A fé singela e irrefletida dos sinóticos, em que, juntamente com uma arrojada afirmação sobre a Trindade divina feita pelo próprio Jesus Cristo depara-mo-nos face a face com um Jesus que revindica para sí uma série de atributos que os antigos hebreus reservavam exclusivamente a divindade, ou seja, com um Jesus que apresenta-se a si mesmo aos apóstolos como um Ente sobre humano e que chega a ser adorado por eles. E no entanto, como não nos deparamos - nos mesmos sinóticos - com qualquer revindicação explicita ou formal por parte de Jesus a respeito de sua essencialidade divina, tais textos sempre poderão ser minimizados, depreciados e torcidos, como de fato tem sido, no decorrer de séculos, pelos ebionitas, arianos, unitarios, judeus e muçulmanos. Afinal todo testemunho implicito depende dum conjunto de evidências que apoiem-se mutuamente.
  • Este ponto de vista ou de partida corresponde indubitavelmente a Cristologia de S Tiago e da Igreja dos Santos de Jerusalem, bem como de Estevão, o qual alegou ter visto Jesus separado do Pai e em possivel atitude de súplica.
  • O primeiro passo nos domínios da teologia enquanto tentativa de se compreender a fé e a fé na pessoa do Cristo, foi dado por Paulo de Tarso. Fariseu filho de fariseu, aluno do grão rabino Gamaliel e portanto mais capacitado, Paulo foi o primeiro - dentre os apóstolos e hagiografos - a tentar construir uma cristologia no decurso de quase vinte anos de ministério eclesiástico... Para tanto recorre amiude as tradições hebraicas e a terminologia religiosa dos judeus que não era nem científica nem exata... Não me sinto habilitado para descrever a evolução do pensamento paulino na profundeza de sua complexidade (quem desejar uma descrição pormenorizada vá a Culmann ou a Cerfaux), sabemos no entanto que a cristologia apresentada por si em Galatas, Romanos e Efésios é apenas um ponto de partida ou um esboço muito mal delineado... com relação ao qual podemos dizer que Filipenses é o termo médio, enquanto as Cartas dirigidas aos Colossences, a Timóteo e a Tito comportam o pensamento acabado de um Paulo maduro, eis porque os liberais negam que tenham saido das mãos do apóstolo, porque estamos já bem próximos daquela cristologia madura apresentada pelo Evangelho de João. Desejo advertir e adiantar que a Cristologia papista concentrou-se mais nas primeiras epistolas enquanto a Cristologia protestante erigiu o paulinismo - centrado parte na Epistola aos Romanos parte num único verso da primeira carta enderaçada a Timóteo - como dogma supremo e incontestavel. Grosso modo as cristologias latinas devem ser compreendidas como variantes ou variações do paulinismo em seu talhe nascente e inacabado ou em, suas ulteriores hesitações e/ou contradições.
  • Paulo principia suas reflexões como uma espécie de diteista subordinacionista para o qual Jesus é uma espécie de servo ou mediador entre Deus e os homens. Um ser incriado mas de natureza intermediária... Na epistola aos Corintios alude já a Trindade, no entanto sua trindade é tão triteista quanto a de do Para e dos Reformadores para os quais as tres pessoas são animadas por vontades não apenas diferentes mas até conflitantes. É o germe da doutrina da expiação que opõe a cólera do Pai a misericórdia do Filho, aqui o filho é uma entidade externa quanto ao Pai... Devemos compreender que o apice do pensamento paulino encontrasse na Epistola endereçada aos fiéis da Igreja de Colossos, na qual audaciosamente assevera que em Jesus Cristo 'Está a plenitude da divindade'... parece que no final de sua tragetória e prestes a encerrar sua nobre carreira o apóstolo assumiu as revindicações transcritas no quarto evangelho até as últimas, derradeiras e possiveis consequências. De fato tudo nas epistolas pastorais aponta ou apontaria nesta direção não fosse um só fragmento sobre o qual veio a concentrar-se a dogmatica protestante. Trata-se da já clássica apresentação de Cristo como "O único mediador entre Deus e os homens, o humano Jesus.". E já se percebe aqui que a maneira como a exegética ocidental, em especial a protestante, percebe o referido texto não leva em conta a 'plenitude da divindade', pois ao invés de compreender a humanidade de Cristo como mediador, intermediário, ponte, elo ou referencial visivel e pedagógico entre a Trindade insivivel e o universo sensivel das entidades visiveis, compreendeu a divindade do Filho e a totalidade do Cristo como algo distinto ou separado do Pai, como algo volitivamente oposto, como parcela de qualidade inferior, como um ser em estado de SUBORDINAÇÃO ATIVA E SÚPLICA (!!!)... e o encargo de Cristo não como um resgate da ignorância e do mal executado pela Divindade como um todo, mas como um resgate jurídico ou forense, face a justiça ou a cólera do Pai face a compaixão do Filho, que com a efusão de seu sangue pacifica seu Pai...
  • Esta incompreenssão ou compreenssão errada do pensamento paulino implicou numa tomada de direção errada por parte do povo cristão. E precipitou o Ocidente nos abismos do Politeismo triteista em que se debate até nossos dias... pois o ocidente apresentando as vontades do Pai e do Filho como diferentes ou melhor como opostas, separou efetivamente as pessoas divinas umas das outras convertendo-as em deuses... Um é o deus vingativo representado pelo Pai e outro o deus benigno representado pelo Filho... Um é o deus vampiro e sedento de sangue e outro o deus que sofre, padece, verte seu sangue e morre com o objetivo de aplacar o outro deus.. é deus matando deus para aplacar deus ou seja um deus sadomasoquista... e um deus assim não pode existir. Eis porque a Cristandade tanto mais insiste no dogma ímpio da expiação vicária, tanto mais separa o Pai do Filho, tanto mais fraciona e fragmenta o indivisivel, tanto mais ateismo engendra e incredulidade produz...
  • Há no entanto uma Cristologia bastante clara e de certa forma objetiva no Novo Testamento... Referi-mo-nos aos discursos de Jesus Cristo conservados e transmitidos pelo apóstolo João. Em tais discursos "Deus era o Verbo" e esse Verbo/Deus "Estava com o Pai". No quarto Evangelho Jesus mesmo ensina-nos que - ao invés de estar em pé diante do Pai ou assentado num trono a direita dele - o Verbo esta perpetuamente no seio do Pai, como algo igual a ele, intimamente unido a ele e que jamais se separa dele. A comunhão de vontade entre um e outro é absoluta, total, plena e isenta de limitações "Meu Pai trabalha e eu também" & "Faço apenas o que é do seu agrado". Eis porque roga aos céus para que os fiéis sejam Um como ele e o Pai são Um e declara não só que ele e o Pai eram uma unidade perfeita, como ousa falar em nome do Pai e como se fosse o Pai: "Estou junto a ti há tanto tempo Filipe e ainda não me viste, quem vê a mim vê o Pai, pois o Pai esta no Filho e o Filho no Pai."... Aqui estamos diante duma posição que de certa forma jamais foi retomada conscientemente pelos apóstolos - exceto talvez por Paulo e de modo um tanto obscuro - ou pela totalidade duma Cristandade cada vez mais voltada para o vómito do judaismo ou seja para a miragem da transcendencia absoluta... Podemos até dizer que em Jesus apenas o Filho se manifestou, mas não podemos separar as pessoas e dizer que somente o Filho encarnou-se em Jesus como geralmente tem sido dito pelos Cristãos nominais. De certo modo somos obrigados a reconhecer que Jesus é a Trindade e que Deus em sua totalidade ou plenitude concentrou-se no complemento humano deste que reconhecemos como sendo o Cristo complemento que se tornou 'veiculo divino' de sua mensagem regeneradora. Perceber algo de divino que esteja como que separado de Jesus Cristo ou fora dele é e sempre será Triteismo, noutras palavras politeismo, paganismo, superstição degradante e grosseira. Pois as pessoas divinas inda que perfeitamente distintas são inseparaveis... separem as pessoas umas das outras e tereis três deuses... tal o labirinto porque embrenhou-se a cristandade judaizante por força de sua timidez frente ao mistério supremo e glorioso da encarnação de Deus.
  • A Cristologia da Igreja ortodoxa é se quereis plenamente Cristã, joânica ou mesmo pós joânica, na medida que os ortodoxos, mais do que os latinos admitem a presença total de Deus em Jesus, sem no entanto admitirem explicitamente - por não ter sido explicitamente ensinado por Jesus - que Jesus seja a encarnação da Trindade ou a encarnação de Deus. Como João ou talvez o próprio Cristo, a igreja tem pago até hoje, inda que de mal grado, tributo a mente carnal dos judeus (e os apóstolos eram judeus inseridos na cultura judaica e com uma mentalidade tipicamente hebraica ou por assim dizer tacanha). Tributo que exige situar ou por o Pai (e o Espirito santo) fora do Cristo, como algo independente ou separado, até chegarmos a separação e a subordinação (nem mesmo João pode evitar este cipoal chegando a afirmar que caso os homens pecassem havia um 'advogado' 'Jesus Cristo, o Justo'... Neste precipicio despencaram todos os Latinos e não poucos ortodoxos. Eis porque não nos admiramos ao ver semelhante Trindade ser posta de lado pelos unitários como sendo uma teoria politeista (triteismo). E assim o é ao menos face encarnação e a restauração na medida em que apresentamos ao mundo uma Encarnação incompleta, uma redenção masoquista e uma semi Trindade... O único caminho possivel para uma ortodoxia consciente é admitir e confesar que Cristo concentrou em sua pessoa a Santa e divina Trindade que é indivisivel.


PROBLEMATIZAÇÃO

Resta-nos indagar (apenas de passagem) qual o significado do Evangelho de João ou quel seja seu significado num roteiro Cristológico...

Dois são os posicionamentos ou opiniões face ao problema.

Uma tanto mais reverente e conforme o pensamento ortodoxo, absurda no entanto do ponto de vista natural: Jesus mesmo teria proferido todos as palavras que lhe são postas em sua boa pelo quarto evangelista diante dos doutores, escribas e teologastros de Jerusalem e ensinado a Cristologia aquela Cristologia avançada que só viria a ser retomada novamente durante o primeiro Concilio Geral de Nicéia...

Admitida esta hipótese devemos concluir por uma movimento dialético em que a tése de Jesus não foi nem poderia ter sido compreendida por seus discípulos e seguidores cujas mentes estavam como que tomadas pela febre da transcendência absoluta.

Quero dizer com isto que ao menos durante um bom tempo, a maior parte dos apóstolos não foi capaz de assimilar ou de compreender o pensamento do Mestre, tentanto a todo custo conscilia-lo com os preconceitos judaicos... do que resultaram as inumeras soluções de compromisso, diteistas, triteistas e subordinacionistas, já dissimuladas, já toleradas de algum modo até a rebelião ariana.

Podemos imaginar então como que duas correntes paralelas inseridas na igreja desde o principio: uma voltada já para o antigo testamento e para a transcendencia absoluta (o arianismo) e outra em sintônia com o ensinamento genuinamente Cristão, talvez compreendido apenas pelo apóstolo João... sem contarmos com as inumeras correntes intermediárias.

Neste caso, mesmo Paulo, a principio, teria sido inapto para penetrar o pensamento do Mestre, extraindo as derradeiras consequências. Deacordo com esta ótica ele colaborado para diluir o ensino original de Cristo, forjando uma cristologia de compromisso... de minha parte julgo ser temerário confundir o apóstolo Paulo e o significado de seus escritos com a imagem do apóstolo divulgada pelos ocidentais ou com a compreenssão do apóstolo ou do que foi escrito por ele, por parte de seus leitores sejam Agostinho, Lutero ou quaisquer outros interpretes.

Historicamente falando trata-se duma hipotese perfeitamente sustentável e que possui o mérito de estar de pleno acordo com aquele sobrenaturalismo puro implicado na palavra Revelação.



A segunda solução possivel é tanto mais lizongeira para com o apóstolo Paulo, mas fere já de algum modo a consciência a consciência devota do fiel.

Pois exige que admitamos que ao menos parte das palavras atribuidas a Jesus pelo quarto evangelista tenha sido produto duma reflexão teológica levada a cabo por si mesmo a partir das atitudes e cenas presenciadas por si e descritas nos sinóticos.

Neste caso João teria sido o único ou um dos únicos a 'tirar as conclusões' e apelado a um recurso bastante comum - e nem de longe imoral para a mentalidade corrente no tempo - que era atribuir suas reflexões ao próprio Jesus. Tal o recurso empregado por Platão em seus dialogos quando põe suas próprias opiniões na boca de Sócrates seu mestre e pelo anônimo hebreu que atribuiu a matéria do 'Eclesiastes' a Salomão...

Mesmo porque João - como Platão e o anônimo hebreu - devia estar firmemente persuadido de que, caso tivesse sido possivel ou oportuno, seu Mestre e Senhor teria se expressado do mesmo modo, empregando as mesmas palavras que ousara por em seus divinos lábios.

Quero dizer que João estava convencido - e não lhe faltavam razões para tanto - de que seus raciocinios ou pensamentos correspondiam exatamente ao pensamento de Jesus e a uma verdade que devido as circunstâncias infensas - fator que via de regra costumamos desconsiderar - não pudera ser devidamente explicitada.

Teria sido Jesus ambiguo ou retiscente por força das circunstâncias e João o único apóstolo capaz de compreende-lo ou de penetrar o segredo?

Penso que não.

Pois esse mesmo João capaz de registrar expressões como 'Deus era o Verbo' e 'Quem me viu viu o Pai.'
apresentou 'Jesus Cristo, o justo' como sendo o 'Advogado' dos pecadores.

O termo grego empregado é Parakletos, termo que significa literalmente 'Convocado para junto ou ao lado de'. O que implica separação de entidades.

Cristo e o Pai são entidades separadas.

Aqui o Pai já não esta no Filho e o Filho no Pai como pessoas distintas, mas, sem embargo, inseparaveis.

A idéia implicada no conceito é a de um ajudador, auxiliador, advogado, mediador, intercessor... externo, separado e subordinado ou inferior.

Nada de 'Deus Verbo' COM e NO Pai. Nada de Plenitude da divindade...

João era com Pedro, Tiago e os da circuncisão e não com Paulo.

Os da circuncisão jamais evoluiram, jamais vieram admitir que o Pai ou Javé, como costumavam chama-lo, estava em e com o Filho.

Imaginavam um deus interno: o Filho e um deus externo, o Pai, separados uns dos outros tanto pela essencialidade como pela vontade e a intencionalidade.

A primeira solução não foi trinitária, mas triteista ou diteista.

Paulo foi quem primeiro aproximou-se, as apalpeladas, do mistério da encarnação enquanto veiculo da plenitude da divindade.

Considerando Jesus como uma espécie de advogado João, admitiu e ensinou implicitamente - ou seja deu a entender - que as vontades do Pai e do Filho são necessariamente contrárias e não apenas distintas.

Mesmo porque a vontade só pode ser distinta quando há oposição.

Donde se infere, muito logicamente, que não existe distinção de vontades entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas plena e absoluta comunhão ou unidade. Unidade face a qual não pode existir qualquer mediação ou intercessão forense ou vicária.

Se há mediação, como disse Paulo, esta ocorre no plano da manifestação ou da revelação de Deus aos seres finitos, materiais e sensiveis enquanto auto comunicação de sí por meio da Encarnação e não no plano da remissão. Deus não se manifestou na carne com o intuito de com o intuito de perdoar-nos pois sequer é capaz de encolerizar-se... supor um Deus vingativo, raivoso ou iracundo é distorcer a imagem de deus e forjar uma caricatura desengonçada...

Deus certamente veio remir e resgatar ou homem, não de sua fúria, mas do mal e do pecadou ou seja da ignorância e da fragilidade presentes no homem. Esta é a obra que Jesus Cristo veio executar entre os homens mortais e que com absoluta perfeição executou ao revelar-nos a lei perpétua do amor.

Admitido que Jesus é nosso defensor e que deseja defender-nos, devemos admitir igualmente que o Pai deseja punir-nos ou castigar-nos!!! Ou seja que o Pai quer uma coisa e o Filho outra e que o Filho muda ou altera a vontade do Pai (!!!)...

Pois se há advogado, há acusador e há juiz que deseja condenar...

Há oposição de vontade. Um deus benevólo pugnando contra um deus malfazejo...

Não insistirei mais sobre o assunto.

Mediação ou intercessão implica desconhecimento dos termos finais, ou oposição de vontades. Significa pois um triteismo ou seja um politeismo a ser superado.

O ofício de intercessor, mediador ou advogado em termos literais ou forenses são termos que não cabem nem a Santíssima e honorabílissima Trindade e tampouco a humanidade de Cristo, cuja vontade esta em plena sintônia com a vontade da natureza divina...

Imaginar Jesus Cristo de pé perante um Pai Finito e composto de carne e ossos assentado sobre um sólio posto acima das nuvens é abominavelmente monstruoso. Imaginar Jesus como um servo rojando aos pés do Pai e adorando-o é a suprema irreverencia. São venenos judaicos contidos na divina revelação e que devem ser expurgados como formas anacrônicas de transição.

A teologia ou melhor a Cristologia latina é sob todos os aspectos uma cristologia de atenuação, de diluição, de compromisso com a transcendencia absoluta e inexistente. É uma cristologia capenga e a caminho do unitarismo... uma teologia politeista e infantil em que 1+1+1 = 1... Puro Triteismo: deus supliciando deus para deleitar deus...

Eis porque a teologia ortodoxa, numa linha de coerência que parte do atanasianismo puro, oferece a nossas vistas um Cristo entronizado, triunfante, vitorioso e cheio de magestade glorioso diante do qual as santas criaturas mortais, inferiores e subordinadas, como a Virgem e S João Batista, exercem intercessão em favor dos mortais viventes, tal e qual exerciam-na no corpo da carne. Mesmo porque, segundo diz o apóstolo, a morte não altera em nada a condição do Cristão fiel... donde se infere, muito naturalmente, que se podia e devia suplicar e interceder pelos seus durante a vida mortal aqui neste mundo, pode com muito mais razão e empenho suplicar pelo povo e corpo de Cristo ou seja pela igreja militante.

Eis porque a Ortodoxia tem resistido durante mil e quinhentos anos as pressões do islamismo e apresentação de Jesus Cristo como simples servo e profeta.