terça-feira, 13 de setembro de 2011

Juntai tesouros nos céus

Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam (Mateus 6.20).

O evangelho nunca tem um comando negativo que não seja seguido de um positivo.

Depois de proibir seus discípulos de acumularem tesouros na terra, Jesus os exorta a acumular tesouros no céu.

E como se acumulam tesouros nos céus?

O evangelho nos dá algumas pistas.

Na versão do Semão do Monte relatada pelo evangelista Lucas , no cap. 12, vers. 33, Jesus diz:

Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói.

O evangelhos nos desafia a não acumularmos tesouros na terra, mas utilizarmos os bens deste mundo para abençoar os que têm necessidade. Por amor, não por recompensa. Mas o Senhor, pela sua bondade, diz que recompensará, nos céus, os que assim agirem.

Quando Jesus foi convidado para um lachinho, ele disse a quem o convidou:

E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado.

Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos,

E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos (Lucas 14.12-14).

Há ainda muitas passagens acerca de tal ensinamento, desde o Antigo Testamento, passando pela Lei, Salmos e Profetas, bem como nos evangelhos e no Novo Testamento.

Hà uma tendência muito grande em nossos dias em vivermos uma vida auto-centrada em nós mesmos, em que busco sempre saciar a "minha" necessidade, os "meus" sentimentos, resolver o problema da "minha" família, a questão do "meu" emprego, e assim vai...

Estas coisas são importantes; entretanto, o evangelho nos convida a sairmos de nós mesmos em direção ao outro, a não pensarmos somente em nós, a não acumularmos tesouros nesta terra, mas a utilizar os recursos deste mundo para abençoar os que têm necessidade.

Já disse alguém: busque a felicidade, e ela fugirá de ti. Busque a justiça, e a felicidade virá até você.

Um antigo pai da igreja ensinou que, quando ajudamos os pobres, não lhe fazemos um favor; apenas devolvemos aquilo que já é seu por direito, por uma questão de justiça.

O ideal evangélico é: "O que muito colheu não teve de mais; e o que pouco, não teve de menos" (2 Coríntios 8.15). E ainda: "Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre" (2 Coríntios 9.9)

Os que assim procederem, ouvirão naquele bendito e terrível dia:

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;

Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

(Mateus 25.34-36)