domingo, 9 de outubro de 2011

Amor incondicional e infernismo: as contradições de um Cristianismo mentiroso

Já acostumei-me a ouvir com certa frequência o seguinte reproche:

-- Poxa, para o sr nada esta bom, vive criticando, apontando para todos e denunciando tudo...

Curioso é que a indignação para de pessoas que acreditam em castigos eternos.

Ao menos eu critico com a esperança de corrigir...

Enquanto o deus sádico a que servem exerce vingança sobre seres infinitamente pequenos...

Ocorre-me Ch R Brown: "O deus da Cristandade nominal fica muito abaixo do modelo de homem, generoso e clemente, proposto por Jesus."

Fossemos mosaistas diriamos que semelhante deus, apesar de ser 'um' não passa dum ídolo podre feito a imagem e semelhança dos homens mesquinhos, carnais e vingativos.

O alemão tinha razão quando disse que o significado do inferno é a impotência e a frustração dos fracos que não são aptos para exercer suas vinganças aqui mesmo na terra.

Então concebem um jupiter, um zeus, um jeová ou qualquer outro ser imaginário capaz de exercer o ofício de açougueiro ou cozinheiro...

Um deus açougueiro ou cozinheiro que parte corpos, faz correr sangue e assa lentamente as postas por toda eternidade.

Blasfêmia maior, ignoro...

Tal não é o deus de Jesus Cristo...

Parte dos fariseus certamente cria em castigos perpértuos 'Aidios Timória', ignoravam no entanto esta associação abominavelmente monstruosa com o tal 'amor incondicional'.

A associação entre castigos perpétuos e amor incondicional - postos num único discurso - obra prima da incoerência e da hipocrisia, é por assim dizer, a obra prima da cristandade farisaíca.

Observem o veneno da hipocrisia.

Primeiro dizem que o amor de Deus é incondicional... deus nos ama mesmo que odie-mo-lo...

E no entanto esse mesmo Deus de amor dispõe os mesmos seres humanos a castigos sem fim...

Por que motivo?

Porque não é amado, servido, cultuado, honrado, ou adorado por eles...

A menos que tenha condenado tais pessoas pelo simples prazer de ve-las condenadas e torturadas como dizem os seguidores de Calvino, condenou-as porque deixaram de fazer alguma coisa.

Condenou-as por não terem fé ou por ignorarem a verdade...

Logo: exercer fé é condição para não ser reprovado.

Quem cre se salva, quem não cre se perde.. adeus balela de salvação incondicional.

E boca escancarada do inferno para os ateus, materialistas, descrentes, budistas, muçulmanos, romanistas, espíritas...

Ou porque não creram, ou porque não amaram, ou porque não adoraram satisfazendo o ego infinitamente inflado do tal jeova dos exércitos.

Digo isto quanto a fé para aqueles que continuam crendo na salvação pela fé somente enquanto única condição necessária para ter acesso a bemaventurança. Mas que mesmo sendo uma é suficiente, enquanto condição geral, para destruir pela base a falsa mensagem da salvação incondicional.

Aqui incondicional quer dizer apenas sem obras ou esforço, sem cooperação, sem trabalhado... leia-se, salvação fácil para gente acomodada.

Lance-mos as urtigas os comentários inuteis de Lutero e Calvino para que sejamos instruidos pela Escritura auto suficiente e clara... Se por Escritura queremos dizer o Evangelho ou seja as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo codificadas por Mateus, Marcos, Lucas e João, concordo que sejam bastante claras, inclusive a respeito do processo de reunificação espiritual.

Eu gosto do Sermão da montanha, aprecio sobretudo as bemaventuranças... tão realistas, tão práticas, tão simples e ao mesmo tempo tão majestosas.

Ali esta a lei, a lei de Jesus Cristo. Lei real, lei suprema, lei necessária e não enfeite.

Preserve-nos a graça de blasfemar supondo ter o Senhor Jesus Cristo proferido palavras ociosas ou inuteis...

Qualquer semelhança entre Jesus, Moisés e Maomé, é perfeitamente real, em que pesem certos líderes religiosos terem enviado o Cristo Legislador a sinagoga ou a mesquita...

Este Cristo no entanto, o Cristo real e histórico parido pela Virgem Maria, este Cristo subiu a montanha... e subiu para legislar, revogando a lei humana dos antigos hebreus e substituindo-a pela lei eterna procedente dos céus.

A continuação desta lei, encontra-mo-la no vigésimo quinto capítulo do primeiro Evangelho:
"Tive fome e me destes de comer..."

Fosse a salvação incondicional, como alegam uns e outros, porque cargas dágua Jesus Cristo teria ditado leis a seus seguidores? Para serem desobedecidas e burladas?

Brilhante saida: Cristo baixa leis para que sejam desobedecidas!!! Para serem desprezadas... burladas... escarnececidas...

Idiota algum faria pior!

Um deus que se compraz em ser desobedecido.

Que diz: Sede santos, sede perfeitos... a homens que não são capazes de ser santos ou perfeitos mesmo com a ajuda dele...

Pera lá, mas se deus sabe que o homem não pode ser santo ou perfeito porque exije do mesmo homem algo que ele é incapaz de cumprir.

Não estamos falando aqui do homem mau e isento da graça divina, mas do homem ligado a Deus e em comunhão com ele. É deste homem remido que estamos falando e perguntando se foi remido para alguma coisa ou remido para desobedecer.

Porque se a salvação é incondicional só me resta concluir que o homem foi remido para desobedecer e que sua remissão é puramente externa, juridica ou foral...

Bom para o fórum dos antigos romanos, péssimo para o Evangelho essa justiça que não passa da pele, justiça mentirosa e vã que não atinge o coração e que é incapaz de auxiliar todo aquele que aspira por um vida santa e piedosa.

Aqui não há diferença entre as obras dos filhos de Deus e as obras dos filhos da carne, do mundo e do mal... posto esta que a lei do mundo e do mal mostra-se mais forte do que a graça de Cristo. Longe de nós imaginar essa sombra de graça, morta, ficticia e inoperante.

Por outro lado se neste homem foi chamado e religado para o exercício de princípios e valores, devemos concluir que há uma condição para que permaneça remido e que violada esta condição, torna ao vomito donde veio.

É necessário afirmar em alto e bom som que a tal salvação fácil não passa duma triste farça. A salvação do mal tem um propósito bastante definido e este propósito é a prática do bem ou melhor de santas e piedosas ações geradas em Cristo Jesus e pautadas na lei eterna do amor e da justiça.

Fomos resgatados para exercer o amor, a justiça, a paz, a misericórdia, etc fomos salvos para viver os valores propostos por Jesus Cristo e para cumprir a lei consignada em seu Santo Evangelho.

Crer que somos eternamente salvos por uma emoção, por um sentimento, por uma idéia, uma teoria ou um elemento é postular uma salvação mágica e descompromissada, uma salvação fácil, artificial, fetichista e conveniente. Bom é o sangue de Cristo para despertar o homem do sono em que vivia, para acorda-lo e traze-lo a luz... péssimo é abusar do sangue do Senhor convertendo-o numa espécie de amuleto que nos liberta e emancipa da lei promulgada pelo próprio Jesus Cristo.

Então posso conhecer a lei do amor e odiar crendo que o sangue do Senhor me purificará?

Longe de nós torpe sofisma.

Efetivamente o sangue é bom para os que agiram ignorando a lei, para choca-los, persuadi-los e atrai-los a unidade, a graça e ao cumprimento da lei. Agora se o sangue peleja contra os principios e valores exijidos pelo Evangelho estão já a profanar o sangue e a divulgar falsas esperanças...

Aquele que me ama, disse Jesus Cristo, observa meus mandamentos. Logo, se conhecendo, não observa os mandamentos de Jesus Cristo, o sangue de Cristo não poderá vale-lo e de nada servirá por ele. Porque o sangue do Senhor é sacramento de amor para os que creem de verdade e não um bruxedo, como tem ensinado a Cristandade nominal.

Salvos somos por essa vida e por esse sangue, salvos DOS nossos pecados, como assevera S Mateus e nunca EM nossos pecados como tem ensinado os fasos profetas e mestres da iniquidade.

Esta escrito e bem escrito, que somos salvos dos pecados, sabendo já que redenção temos.

Redenção que nos habilita a evitar todo e qualquer pecado, vivendo santa e honestamente a semelhança de nosso modelo Jesus Cristo e não uma redenção falsa que nos habilita a viver pecando, praticando o mal e prejudicando nossos semelhantes.

Quem detesta seu irmão é assassino, declara o apóstolo, e em assassino algum permanece a vida.

Quem viola a lei de Jesus Cristo causando dano ao irmão, após ter sido iluminado, merece ser tido em conta de traidor e apóstata. A barra do Evangelho apóstata não é quem nega esta ou aquela verdade, mas antes de tudo aquele que se recusa a viver a verdade, aquele que se recusa a amar...

Portanto não existe qualquer tipo de salvação incondicional posta para seres parasitários.

Quem souber amar e servir o irmão, como esta determinado, terá posse da vida.

Quem não souber e quizer amar, optando pelo ódio e pela vingança, construiu sua casa sobre a areia de suas teorias puramente humanas e falíveis... em vão gritará: Senhor, Senhor... pois ele dirá: Não vos conheço traidores, ide para o castigo prolongado a que fostes dispostos, e só havereis de sair após pagar o último centavo. Quem não estiver disposto a tomar a Cruz por Cristo como ele tomou por todos, não será digno dele...

Eis as condições... e há muitas outras.

Todo Evangelho é condição, é exigência, é lei...

Quereis uma salvação fácil e comoda, ide pedir a outros e não a Jesus. Ele morreu por nós, ele salva como quer, ele impõe o que deseja, ele fixa as condições; queiram os homens preguiçosos ou não.

Pode este ou aquele dizer que não há condição alguma ou que a fé é a única condição, necessário é saber o que Jesus disse e o que Jesus ensinou, porque foi Jesus quem morreu por nós...

Quem salvou ensina melhor a respeito da salvação...

Convem explicitar agora do que Jesus salvar-nos veio, porque os mestres ímpios tem ensinado que Jesus veio salvar-nos do Diabo e do inferno que eles imaginaram, conceberam e criaram a semelhança de sí mesmos.

É uma salvação igualmente falsa e danosa, pois Jesus veio salvar-nos de verdade e não salvar-nos de entidades inexistentes ou de quimerar e fantásias urdidas pela mente maléfica dos homens mortais.

Quanto a salvação dos tais castigos infernais, deus poderia ter feito muito melhor ou não concebendo tais castigos ou deixando de produzir seres humanos. Afinal porque um Deus de amor, um Deus clemente, benevolente, generoso e compassivo produziria uma espécie de seres, sabendo que a maior parte deles herdaria eternar punições ao invés de eternas recompensas?

Alegar que os homens optam livremente pelo tal inferno não atenua em nada a questão se consideramos que o tal Deus de amor sabia antecipadamente que a maioria dos seres que ele produziu optariam pelo pecado e pelo decorrente castigo. Se Deus sabia que a liberdade seria causa de condenação e sofrimento para a imensa maioria dos seres porque teriamos de considerar a liberdade um bem e não uma maldição?

Se Deus sabia antecipadamente que a maioria dos seres humanos não estaria a altura do dom concebido porque concedeu-lhes semelhante dom? Um pai que deixa armas - uteis aos adultos - no acesso de seus filhos pequenos com risco de que venham a ferir-se não merece ser considerado como um irresponsável???

Se Deus teve ciência desde toda eternidade de que a maioria dos seres humanos optaria pelo mal, pelo pecado e pelo castigo porque dispoz que tais castigos fossem perpétuos e não provisórios tendo em vista a correção e a regeneração dos mesmos? Afinal que Pai é este que ao invés de corrigir, rejeita e oprime da forma mais cruel tostanto pessoas???

Um pai que produz seres mal feitos e fixa-nos na imperfeição deve ser considerado como co responsável por ela ou seja como cumplice e criminoso. Um ser que se vangloria de seus plenos poderes torturando criaturas vivas e racionais merece ser classificado como sádico, psicótico e desajustado.

Com que direito condenamos os crápulas Torquemada, Calvino, Hitler, Stalin e Bush, se estão a imitar o deus de amor que condenar pessoas a fogueiras perpétuas???

Quem obrigou o Supremo Ser a decretar que tais castigos são perpétuos, irreformáveis, imutavais, fixos e infinitos? Acaso existe poder superior ao seu? Quem decretou a lei que reje todos os universos e mundos?

Logo se há inferno não foi o homem que o concebeu, produziu e criou mas deus e esse deus é o responsável por ele. Demonstrem-me a necessidade de um inferno em que maldade perpetua-se ad infinitum e demonstrarei que vosso falso deus é o autor do inferno.

E se esse tal inferno em que seres racionais são tostados e torturados para todo sempre, foi decretado por vosso deus, permita-me dizer que vosso deus é um ídolo ultrapagão e não o deus verdadeiro e Pai de amor revelado por Jesus Cristo e glorificado no Evangelho.

Não percais tempo me mostrando vossas traduções e versões falsificadas com que enganais o vulgo profano e analfabético que roja a vossos pés.

Provai-me que Jesus empregou o termo 'Aidios timória' Sempiterna vingança uma única vez em suas divinas pregações e me faço apóstolo de vossa doutrina.

Antes ide estudar o significado de 'Aionios Kolasin'...

Do contrário susterei até mesmo perante os tribunais seculares que sois falsificadores e fraudulentos com vossos dicionários bíblicos a mão!

É justamente com esta falsa doutrina do inferno que apavorais e dominais as pessoas, que escravizais as consciências, que tiranizais as ovelhas de Jesus Cristo, que fabricais neuróticos e infelizes aos milhões.

Que amor há em vosso deus fixador de castigos perpétuos? Que poder, que perfeição, que glória há nele?
Nenhuma, apenas uma manifestação vulgar de poder, digna de um homem carente de afeto e cuja auto estima esta mais do que comprometida. Um deus que se preocupa com os seres particulares é um deus imperfeito, a imagem e semelhança do homem mortal, um deus que pune ou castiga eternamente tais seres quando poderia e deveria corrigi-los, purifica-los, dignifica-los, santifica-los e aperfeiçoa-los é abominavelmente cruel, numa palavra um monstro...

Bem, esse deus infernista não é o meu deus porque não é Pai que ama infinitamente, mas carrasco, verdugo, açougueiro, cozinheiro...

Como ousais dizer que smemelhante deus ama incondicionalmente se sequer ama?

Amasse de fato e não decretaria castigos iniquos enquanto desproporcionais ao dano cometido.

Não me digam os doutores em teologia que o danificado pelo pecado da criatura humana é o Deus infinito... imaginar que deus se ofende com as ações incorretas, dos seres imperfeitos que ele mesmo quiz produzir sabendo que praticariam semelhantes ações é atribuir imbecilidade a deus, ou seja blasfemar... porque deus produziria seres tão diminutos com o poder de ofende-lo infinitamente em previsão de castigos infinitos??? Um deus que se ofende e é atingido pelas ações dos homens mortais que habitam este minusculo planetóide não pode ser grande coisa...

Cumpre acrescentar ainda que o raciocinio implica vício... pois sendo a infinitude apanágio exclusivo do deus ofendido e não do homem ofensor, concluisse por força de lógica que a ofensa não pode participar da infitude em questão, para que o tal pecado ou a tal ofensa fosse infinita seria necessário que o pecador fosse Deus, neste caso apenas, os pecados de deus seriam infinitos... como o ofensor é o homem finito os pecados participam de sua finitude, sendo finitos e não infinitos. Donde punições infinitas sempre seriam iniquas e incompátiveis com a justiça divina.

Outro argumento assaz primitivo é alegar que após a morte não há tempo, mas eternidade imutável. Mera suposição de homens que jamais morreram, pois sempre seria possivel a existência doutro padrão de tempo fixado por Deus para as almas que abandonaram os corpos e deixaram este mundo. Nada nos obriga a crer que passam diretamente a eternidade.

Mesmo porque Deus não é escravo da eternidade, mas a eternidade atributo que subsiste nele, sujeito a sua natureza. Nem tempo, nem eternidade ou qualquer outra coisa poderiam limitar o amor, a bondade e a misericórdia divinas, o único ser que nutre esta pretensão ridícula é o ser humano com sua teologia de morte alienada do Evangelho.

Fica pois manifesto que a falsa doutrina do inferno não se impõe de forma alguma, seja a razão, seja a revelação cristalizada nas palavras do divino Mestre Jesus.

Eis porque os líderes religiosos tem recorrido a fraudes e sofismas com o intuito de suste-la. Aqui elaboram juizos defeituosos ou autênticos ilogismas, acola falsificam despudoradamente os registros sagrados, pervertendo o sentido das expressões consignadas em grego. E assim enganam o povo, gerando uma multidão de ateus, materialistas e incrédulos, indispostos a servir um deus criado a imagem e semelhança dos homens maus ou a abraçar uma doutrina incoerente que pretende conciliar a total inexistência de leis ou de exigências divinas com a teoria de castigos eternos...

Meus srs caso não houvesse condições vosso inferno estaria vazio...

Por outro lado é certo que a existência de condições implica na necessidade de castigos espirituais e corretivos para tantos quantos profanam o ensinamento de Jesus Cristo adicionando doutrinas terriveis. Certamente que os autores e fautores de doutrina tão péssima e desesperadora como o infernismo não poderão deixar de apresentar suas consciências a Cristo Jesus e a expiar suas culpas até o último centavo.

Resta-nos clamar contra ambos os extremos: a salvação fácil, e imoral - sem lei, sem obras, sem colaboração - a um lado e a reprovação eterna a outro...

Pois se salva, salva do mal e do pecado para a prática do bem e da virtude sob pena de nada salvar... por outro lado se condena e rejeita é apenas por um periodo ou tempo que rejeita com o intuito de purificar, salvar e corrijir restaurando todos os seres na unidade do amor.

De um modo ou de outro o mal e o pecado - enquanto simples desvio da vontade - serão aniquilados enquanto as boas substâncias e seres criados por Deus serão religados passando a ser um só. Todos em Cristo e Cristo reinando em todos...