segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cristãos perseguidos, islamismo e atividade missionária

Semana passada alguns meios de comunicação (mesmo jornais seculares) relataram a possibilidade de ser aplicada a pena de morte em Yousef Nadarkhani, pastor iraniano que se converteu do islamismo ao cristianismo. A acusação é de apostasia, ou seja, cometeu o crime de deixar o islamismo.

O senador Crivella pediu apoio aos demais senadores em relação o referido pastor, e que entregassem à embaixada do Irã um documento pedindo por sua vida.

Há pelo menos duas observações que podem ser feitas diante de tal episódio.

Primeira.

Todo muçulmano, em terra estrangeira, quer ter o direito de exercitar sua religião, sua fé. Querem construir mesquitas, divulgar sua religião, andar com suas vestes conforme seus preceitos religiosos, etc.

Um exemplo disso é o discurso super liberal dos islâmicos que apóiam a construção daquela mesquita, em Nova York, próximo ao local onde ficavam as torres gêmeas. Dizem que será um espaço comunitário de encontro de pessoas entre todas as religiões, lugar de paz, de tolerância...

Ocorre que no Ocidente, de modo geral, os islâmicos têm liberdade de religião.

Quantos muçulmanos hoje estão sendo, no mundo ocidental, sofrendo ameaças de morte pelo Estado, por conta de sua fé?

Salvo melhor juízo, ABSOLUTAMENTE NENHUM. Isso mesmo; nenhum!

Então está na hora destes mesmos muçulmanos que, no mundo ocidental têm direito de exercitar sua fé, que se manifestem a favor daqueles que, me países de maioria islâmica, querem exercer uma religião diferente.

Só acreditarei na tolerância islâmica quando estes forem maioria em um estado e garantirem a mais preciosa liberdade que alguém possa ter em uma democracia liberal: a liberdade de consciência religiosa. Inclusive, a liberdade para seus cidadãos mudarem de religião, se assim preferirem. Noberto Bobbio dizia, salvo melhor juízo, que esta era a mais importante das liberdades.

Segunda observação.

Os cristãos precisam estender seu apoio missionário a estes países em que o cristianismo é proibido.

Em missões, só temos duas atitudes a exercer.

Ou vamos pessoalmente, ou apoiamos financeiramente os que foram.

Os crentes ocidentais estão, em boa parte, focados em sua própria vida pessoal, em parte talvez, por conta da teologia da prosperidade.

Uma igreja que não é missionária, é uma igreja que morre, pois deixa de fazer aquilo que Jesus determinou que fosse feito: pregar o evangelho.

Há ministérios missionários que trabalham com a igreja perseguida; entre eles, a Missão Portas Abertas.

É algo que sempre penso.

Se somos, no meio evangélico, pelo menos trinta milhões, imagine se cada cristão neste país apoiasse a missão Portas Abertas, ou outra, com pelo menos um real por mês.

Seriam milhões aplicados na obra missionária.

Ou ainda, se cada um destes cristãos desse mais um real por mês a uma instituição de caridade?

Seriam milhões para aliviar a dor de quem nada tem.

Não temos o direito de não apoiar os nossos irmãos que deixaram tudo para pregar o evangelho, nem de deixar de apoiar aqueles que estão morrendo por defender a sua fé, nem de não denunciar a injustiça, onde quer que ela ocorra.


Site da missão portas abertas: http://www.portasabertas.org.br/

Crivella pedindo apoio aos demais senadores pela vida do pastor ameaçado de morte: http://www.senado.gov.br/noticias/marcelo-crivella-pede-apoio-a-pastor-ameacado-por-pena-de-morte-no-ira.aspx