quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Alma contemplativa



"O amor está tanto mais presente, à medida que a alma, despojando-se de si mesma e de toda a afeição criada, só se deixa conduzir pelos impulsos desse Espírito que conclui em Deus o ciclo da vida trinitária"

"Não são os atos extraordinários que fazem os santos, mas a maneira divina de realizá-los"

"Um dos frutos desta espiritualidade essencialmente contemplativa é arrancar a alma a si própria e a suas preocupações mesquinhas para estabelecê-la de maneira habitual numa atmosfera de eternidade. Toda alma cristã devia considerar-se uma exilada na terra".

"Enquanto nossa vontade tem caprichos estranhos à união com Deus, fantasias de sim e de não, nós permanecemos no estado de infância e não caminhamos a passo de gigante no amor; porque o fogo ainda não queimou toda a liga; o ouro não está puro; estamos em busca de nós mesmos; Deus não destruiu toda a nossa hostilidade a Ele".


(trechos da obra "Doutrina Espiritual de Elisabete da Trindade", escrita por M. Philipon, Ed. Paulus)