terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Da assistência aos santos

“Porque o serviço dessa assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus” (2 Co 9.11)

Esta passagem diz respeito à coleta que o apóstolo Paulo incentivou a que fizessem os cristãos da igreja de Corinto em relação à igreja de Jerusalém, que passava por muitas necessidades.
Percebe-se do referido capítulo que desde cedo era incentivada a que cada igreja não pensasse somente em si, entretanto, que estivesse atenta às necessidades da igreja do mundo todo.
Tal fraternidade universal serviria de testemunho a todos os povos, daí, ser um erro quando a igreja se fecha em torno de si mesma. A concorrência de qualquer gênero entre as igrejas também é um pecado que deve ser evitado.
Paulo diz que a assistência às necessidades dos santos redunda, na verdade, em muitas graças a Deus, e isso pode ser feito, tanto institucionalmente, quanto individualmente.
Daí, os cristãos mais abastados devem estar atentos às necessidades dos vivem ao seu redor. É comum hoje haver grande diferença econômica e social, mesmo dentro de nossas comunidades. Corremos o risco de que nosso contato com o outro seja somente “espiritual”, ou seja, quase platônico, e cada qual se fecha em torno de sua própria carreira. É muito difícil que não seja assim no atual modelo econômico que vivemos, mas ninguém, na igreja, pelo menos deve viver privado do básico para viver uma vida digna.
Desde cedo a igreja separou um grupo de diáconos para que estivesse atento e cuidasse da necessidade dos menos abastados, mas isso não nos isenta de, pessoalmente, estarmos atentos às necessidades alheias, ajudar, se possível, a suprí-las, e não fazer alarde disso. Redunda tal ação em muitas glórias a Cristo, que sempre poderá ser encontrado na face do pobre, que pode se tornar verdadeira eucaristia entre nós.