quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Ouvindo a voz de Deus



Assisti um documentário em que é relatada um pouco da história de um pastor indiano que “ouvia a voz de Deus”.

Muito interessante que, em uma das ocasiões, aquele pastor ouviu Deus lhe falar acerca de uma ponte e uma bomba d’água em determinada região, e que era para ele se dirigir até lá.

Ele foi, juntamente com a equipe, e, chegando ao local (que ele nunca tinha ido, conforme relatou) começou a pregar para um grupo de mulheres. Passaram poucos minutos, surgiu um grupo de homens armados com facões, vindos de um templo hinduísta.

Eles ficaram ouvindo o pastor falar. Ninguém atacou. O repórter ficou bem assustado. Até que finalmente, um dos homens daquele grupo se converteu e “aceitou Jesus”.

Interessantemente, aquele homem era um dos responsáveis pelos maiores festivais promovendo a religião hinduísta naquela região. Alguns dos eventos chegava a reunir mais de 10.000 pessoas. A partir daquele dia, tudo iria mudar.

Falo aqui para crentes. Um incrédulo, creio, jamais entenderia isso.

Acredito que realmente, Deus ainda fala com as pessoas, dando-lhes direção, como deu para Ananias ir ao encontro de Paulo. Ananias, um simples discípulo, ficou muito assustado, pois Paulo era um perseguidor dos cristãos. Mas ele obedeceu as instruções de Jesus, e foi até o futuro apóstolo dos gentios.

E porque hoje parece que são tão poucos os que ouvem a voz de Deus?

Sinceramente, penso que é porque não queremos ouvir.

Como assim?

Isso mesmo, não queremos.

Quando ouvimos a voz de Deus, Ele nos manda fazer coisas que talvez nós não queiramos.

Me lembro dos meus tempos de novo convertido, em que eu entendia também ouvir a voz de Deus.

Houve ocasiões, dentro da condução pública, seja ônibus, ou trem, eu me levantava, saia do meu lugar, e ia pregar o evangelho para alguém. Muitas vezes fui bem aceito, outras nem tanto, outras verbalmente agredido. Houve oportunidades em que eu saia correndo atrás de alguém na rua, lhe parava, pregava, sendo mal recebido as vezes. Uma vez em um restaurante, me sentei ao lado de um rapaz, e lhe preguei o evangelho. Lhe fiz companhia a uma igreja que ele conhecia (que não era a minha) e testemunhei ele aceitar o apelo do pastor para receber Jesus.

Mas sabe como é. O tempo vai passando. A gente vai achando que vai se tornando intelectual. O amor esfria. O pecado entra. Você também vai meio que se institucionalizando, etc. E quando percebe, não ouve mais tanto a voz de Deus. Mas não ouve principalmente porque tem medo. Tem medo porque Jesus pode fazer exigências e dar ordens que você não está disposto a cumprir.


Daí, pela misericórdia de Deus, ele permite que  você ainda faça parte do arraial das ovelhas dele. Salvo, sim. Amado sim. Mas não mais um soldado em combate. Não mais alguém estrategicamente utilizado para a batalha. Pois acabou provando não ser mais um daqueles soldados corajosos, e aí, ele permite que você volte para casa e fique com sua família, como os fracos soldados de Gideão.

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