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Minha apologia ao bom protestantismo IV - os não conformistas

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Embora não partilhe do pensamento estritamente anabatista, pois para mim a questão do pedobatismo é uma teolougumena ou adiafora, uma questão neutra ou puramente teológica, a honestidade me obriga a reconhecer os valores legitimamente cristãos apregoados pelo anabatismo emergente e pelos grupos afiliados. Quando se diz que Marx ou seus interpretes russos, tal e qual os antigos zelotes, equivocaram-se no que diz respeito aos métodos ou meios de se modificar a estrutura social, advogando uma revolução material, física ou sangrenta, devemos ter em mente que o mesmo erro foi cometido pelo líder anabatista Th Muntzer. Entretanto, se abstraimos do método - certamente oposto aquele culto da paz enunciado por Cristo (que o capitalismo não segue nem respeita mantendo a sociedade jugida a força de armas) - permenece de pé, tanto com relação a um quanto com relação a outro, que souberam perceber as incongruências duma sociedade que se apresentava como Cristã enquanto oprimia o homem, violava sua ...

Balthazar Hubmaier (1481-1528)

Para Roger Olson, Hubmaier "talvez seja o maior intelectual anabatista primitivo"[1].Pode-se dizer que o inicio do ministério de Hubmaier como anabatista começa na cidade de Waldhut. Ele era um homem extremamente erudito, o que contradiz a idéia de que todos os anabatistas eram pessoas de pouca formação escolar e iletrados, inclusive ele chegou a ser reitor de uma Universidade na Alemanha. Inicialmente em Waldshut, no ano de 1521, ele começa a pregar como sacerdote católico. Sua transformação começa em 1522 quando toma contato com textos de Lutero, com a leitura das epístolas paulinas e também com um encontro com Erasmo de Roterdã. Interessante que Hubmaier chegou a ser discípulo de John Eck, que foi o teólogo católico que buscou combater Lutero. Continue lendo este excelente artigo em Fé em busca de entendimento