quinta-feira, 2 de abril de 2009

Liberalismo, integralismo, ortodoxia, livre exame, tradição, etc

Envolvi-me sem querer numa nova polêmica.

Alguns artigos que venho publicando neste e em outros sites bem como no Orkut, sugeriram a alguns amigos e colaboradores uma série de questionamentos.

Perguntaram minha opiniõe sobre a ortopraxia no contexto da ortodoxia e do protestantismo e eu lhes respondi como sempre: clara, direta e objetivamente, sem rebuços, sem confeitos...

Não douro pílulas, não prostituto minha consciência!

De meu Bom Senhor a quem devo honrar tenho ouvido: Empregai sim, sim e não, não.

Os pregadores artificiosos me enojam...

Não prático malabarismo espiritual.

Inda que fiéis a forma e estilosos - como dizem por ai - meus paragráfos são curtos. Curtos para que sejam bem compreendidos e não deturpados!

Assumo minhas crenças e opiniões. Não temo assumi-las.

Alguém a que muito prezo escreveu certa vez: Dizei a Verdade quer agrade ou desagrade.

Creio isto.

Não escrevo para agradar ao padre X, ao teólogo N ou ao Dr Z... quando empunho o cálamo do escriba, julgo empunha-lo em prol de valores perpetuamente objetivos pautados na vontade de Cristo, vontade expressa pelo Evangelho Bendito e pela Tradição comum aos padres da veneranda antiguidade...



I - Ortodoxia e protestantismo - Critérios.



Se me pergutassem se um protestante pode ser liberal ou integrista responderia sem exitar: Sim.

Agora se me perguntassem se um romanista ou ortodoxo pode ser liberal ou integrista responderia da mesmo forma: Não.

Entretanto temos - felizmente - bons protestantes, que não são nem uma coisa nem outra, e - infelizmente (é a suprema desgraça da Cristandade) - péssimos 'Apostólicos' ou ' tradicionais' que o são.

O que o sr diz a este respeito professor?

Sussurra a víbora liberal ou integrista refugiada ao pé do altar... víbora sempre pronta a morder posto que sustenta a repressão armada, pógrons, censuras, inquisições, etc

Ao protestante compreendo -o pois ao menos escolheu para sí um sistema coerente para sí...

Poderia no máximo afirmar - e sempre afirmo - que tal protestante se opõe ao Evangelho e, logo, que é um falso Cristão...

E daí?

Provavelmente ele diria que se trata da minha 'opinião', da minha 'interpretação' ou da 'minha compreenção' individual do Evangelho... Talvez cita-se até um verso do antigo Testamento ou de Paulo para opor a palavra de Jesus...

Mas a discusão - da parte de ambos, pois sou filósofo - estaria encerrada...

Sócrates já dizia que não se pode entabolar debate partindo de conceitos ou definições diferentes... jamais nos entenderiamos ou chegariamos a acordo. Pretendo estar firmado no terreno da objetividade (critério externo) - por isso me fiz romano e depois ortodoxo - e não no terreno da subjetividade.

Não travo discusão com relativistas ou subjetivistas...

No passado brigava com eles.

Depois que aproximei-me mais do velho Aristóteles e da velha escolástica - minha mente raciocina escolasticamente - limito-me a sorrir.

O caso é que fui criado num ambiente protestante familiarizado com discusões teologicas e controvérsias. Cedo aprendi que nos terrenos do livre exame se pode afirmar tudo, absolutamente tudo e tudo fica por isso mesmo...

Perdoem-me os que lho professam mas ví diversos Evangelhos serem fabricados... e não posso crer que ambos fossem simultaneamente verdadeiros ou que correspondessem a vontade de Cristo...

Em meio a um imenso 'cipoal' de opiniões eu era incapaz de discernir qual era a vontade de Cristo.

Quando fui ouvinte de teologia protestante tive oportunidade de assistir a discusões nas quais a pena capital era defendida por uns como correspondendo a vontade de Cristo e regeitada por outros como sendo oposta a sua vontade...

E outras tantas discusões do mesmo tipo sobre guerra, propriedade, etc

Entretanto nesse mesmo seminário não haviam 'discusões' ou debates sobre a Trindade, a Divindade de Cristo, sobre a redenção, sobre a graça...

Impunha-se o que se devia crer... E DISCUTIA-SE ANIMADAMENTE O QUE SE DEVIA FAZER...

Cerravam-se as portas da liberdade para a teoria (inda que verdadeira concedo) mas abriam-se as mesmas portas quando a praxis...

Percebi claramente que a teoria era posta acima da praxis e a praxis relegada ao 'Deus dará'...

Todos devem crer assim. Mas podem fazer o que bem desejarem...

Imitava-se a ortodoxia ou o romanismo no terreno da doutrina, dogmatizando-se - aqui Lutero já fora destronado - mas permanecia-se protestante e livre examinista no terreno da ética...

Tal catequese me escandalizou profundamente e todos sabem que me escandaliza até os dia de hoje e talvez até mais...

Minha alma - COMO A DO JOVEM RICO - perguntava ao Cristo antes de tudo: O que eu devo FAZER PARA HERDAR A VIDA ETERNA?

DESEJAVA CONHECER AS REGRAS OU NORMAS DE CRISTO DE MANEIRA CLARA E OBJETIVA PARA FAZER O BEM E EVITAR O MAL.

Para mim o protestantismo divagava apelando a uma falsa noção de liberdade, praticamente relativista (eu ja não sei aquilatar protestantismo e ortodoxia senão em termos filosóficos) ou melhor subjetivista.

O romanismo pretendia fornecer-me tal resposta e de fato mostrou-me o critério externo da tradição ou do acordo unanime entre os padres antigos (idjima) ao qual abracei desde então com todo fervor da alma, como quem abraça uma tabua de salvação em meio ao Oceano tempestuoso. Do contrário já teria chegado ao agnosticismo há muito tempo...

O critério da tradição e a posteriormente a ortodoxia vieram a impedir tal desenlaçe...

Diante de tudo isto sei que o amigo protestante sorrira e dirá consigo mesmo: Conheço uma porção de romanos e ortodoxos - talvez a maioria - que defendem a pena capital, a guerra, a sujeição ao sistema econômico, etc



II - Do liberal ou integrista perante a tradição apostólica.


Não sou cego e muito menos hipócrita.

Não costumo tapar milhares de sóis com peneiras.

Não busco as trevas para ocultar-me, não lhes amo.

O Cristão foi feito para a luz!

Concedo pois que 'aparentemente' a Cristandade apóstolica não apresente sombra de uniformidade a respeito de tais assuntos e que parte dela afirme decididamente tudo quanto negamos...

Entretanto não me desespero porque se os protestantes dogmatizando sobre questões de fé demonstram ter se 'catolicizado' ou trocado de princípio - e isto é e sempre será uma incoerencia digna de nota - porque cargas dagua romanos e ortodoxos não podem trocar também de principios e afirmando uma liberdade ficticia - que de fato não possuem - e recorrendo a válvula do livre examinismo?

Há Cristandade inteira parece convergir para este ponto: que se dogmatize à 'ortodoxa' sobre fé e que se livre examine à 'protestante' sobre moral...

Que a Cristandade atual como um todo se incline a um solifideismo tanto mais objetivo e conceitual, parece-me claro.

Mas há também a outra face da moeda...

Ao menos para romanos e ortodoxos.

E essa outra face é a tradição...

De fato o que o protestante pode o ortodoxo não pode e nem deseja poder...

O que o sola scriptura permite a um a tradição veda a outro...

Ortodoxos não podem livre examinar sobre coisa alguma e se o fazem, e quando o fazem, não estamos obrigados a compreende-los (como sugeriu-me alguém ainda há pouco) mas a fustiga-los como hipócritas, heréticos, incoerentes, levianos, fascínoras, pérfidos, traidores...

Não nos compadeçemos de livres exaministas que não sejam protestantes e sorrimos diante da compreenção manifestada pelos protestantes fiéis - geralmente batistas - diante da construção de todo um aparelho ou de toda uma estrutura dogmática no legítimo terreno do livre examinismo.

Cremos que cada coisa deve ser posta em seu lugar e que o supremo vício da modernidade é tudo misturar e confundir montando sopas ou saladas ideologicas bastante indigestas...

Ortodoxos e romanos que revindicam liberdade disto ou daquilo em face a tradição ou protestantes que pontificam sobre este ou aquele artigo de fé, me fazem lembrar essa instituição folclórica denominda: PARTIDO SOCIALISTA LIBERAL (PSL)...

Creio que logo haverão de inventar a roda quadrada...

Porque o homem do século XXI é incapaz de levar suas teorias e valores as últimas consequências e a aplica-los em todos os setores de sua existência numa dimensão de integralidade? Crê ainda este homem?

Ou sendo cético finge que crê? Posa e assume ares de crença...

O fato é que nosso homem se posiciona falsamente diante da igreja - e duma igreja que pode falha em matéria de moral - ( a qual lhe permite isto ou aquilo ) sem cogitar da tradição...

O romanista e o ortodoxo - admitindo geralmente que a igreja também é infalivel em matéria de moral (portanto sempre fiel a ortopraxia) - não recorre a tradição para saber se algo é certo ou errado, factivel ou não. Recorre antes ao padre X ou ao catecismo N e lá se depara com a opiniãozinha que deseja...

Não passa disto, não estuda, não pesquisa, não devassa o rico terreno da tradição apostólica.

O ortodoxo e o romano na prática ignoram a tradição da igreja e vivem como verdadeiros protestantes... livre examinando sempre ou colhendo frutos ao livre exame alheio (o que é ainda mais patético).

Chegamos ao momento crítico em que qualquer sacerdote inepto e imbecil é nivelado a um Crisóstomo ou a um Ambrósio só porque sua barba suja e fétida chega até o umbigo...

Se lhe disseres: Basilio, Teofilo, Damasceno... logo escutaras: mas o arcipreste fulano de tal escreveu isto... e fica com obscuro arcipreste.

Assim concílios inteiros, decisões sinodais, etc são lançados as favas...

Pelos protestantes?

Não. Pelos ortodoxos...

Regeita-se a infalibilidade do espiscopado ortodoxo em seu conjunto e afirma-se a infalibilidade própria ou individual. Que é isto?

Livre exame... livre examinismo...

Nosso amigo protestante - ignorando o que seja de fato essa tal tradição - sorrirá novamente e dirá que cada qual interpreta a tradição a seu modo e que eu livre examino a dita tradição (já ouvi tal acusação um milhão de vezes)...

Será que não saimos do terreno do livre exame e do subjetivismo?

Tenho para comigo que se é possivel livre interpretar o Evangelho no que tange a fé ou a teoria, creio ser uma tarefa assaz díficil - mesmo para o mais habil dos protestantes - livre interpreta-lo em matéria de prática.

Algo que me deixa pasmado todas as vezes que leio o Evangelho é que adotando uma linguagem curta e grossa: simples, clara e objetiva... Jesus praticamente vedou todos os acessos ao livre exame ao menos no terreno da moral Evangélica...

Cedo descobri o verdadeiro motivo porque o Velho Testamento ainda permenece ao lado do Novo...

Precocemente descobri o quanto a teoria da inspiração plena ou linear facilita a tarefa dos livre examinadores...

Díficil é livre examinar e sustentar uma multidão de doutrinas de morte alí no coração da crença, no terreno dos quatro Evangelhos. Díficil é burlar Jesus...

Necessário é lançar Moisés, David, Salomão e até Paulo contra ele... com o objetivo de tudo embaralhar e ofuscar...

Experimentai dizer: restrinjamos nosso exame ao essencial ou seja ao Evangelho e ouvireis inevitavelmente estas palavras estupendas: SÓ O EVANGELHO...

SÓ???

Nestas horas nos desesperamos e invejamos aos agnóstas...

Afinal porque temos de sofrer tanto?

Porque o Evangelho tem de ficar assim tão velado?

Contra que poder lutamos?

E mesmo assim não creio em Diabo?

Tenho todos os motivos para crer nele diante da manobra que julgo perceber...

Quem alega ter Jesus ensinado o ódio apenas teoriza?

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Jamais um livre examinista aceitou meu desafio para discutir nos prélios do Evangelho! (alguns aceitaram e tiveram de abortar o livre exame)

Evidentemente que a tradição da igreja é muito mais ampla que o Novo Testamento e nossos protestantes sempre alegam que examina-la demandaria perda inutil de tempo.

Em parte os protestantes estão corretos porque a Igreja jamais fez - e tem razões para não te-lo feito - por sua tradição o que o Islan fez pela dele.

Quero dizer que os doutores islamitas sistematizaram todas as tradições da Sunna ou Hadiths compondo elencos, catalogos de temas, concordâncias, etc Um trabalho quase científico...

A igreja tudo deixou misturado e quando o Ocidental J P Migne encetou fazer pela tradição Cristã o que Tabari, Bokhari ou Dawad fizeram pelas tradições do Islan - do qual são credores até hoje de grande veneração - foi perseguido e excomungado pela Igreja.

Se a igreja romana não deseja que as tradições sejam coligidas e publicadas de forma sistemática, há uma razão por trás de tudo isto: O DOGMA DA INFALIBILIDADE PAPAL, A COMUNHÃO EM SUAS ESPÉCIES, A TRANSUBSTANCIAÇÃO, etc (ela prostituiu a sã doutrina)...

Cumpre perguntar porque uma Igreja doutrinariamente ortodoxa faz o mesmo temendo sua tradição... Por causa da guerra, da pena capital, da moral individualista puritana, da econômia materialista, etc Porque ela desviou-se da ortopraxia.

Sabem os hierarcas que no plano da moral se afastaram da tradição da igreja. Sabem e por isso temem a afirmação de uma moral mais elevada e pura em plena consonância com tudo quanto foi escrito pelos Padres e doutores dos séculos primevos.

Sabem que os padres condenaram até mesmo o alistamento e o serviço militar...

Que faria o Czar das Rússias com as obras de Hipólito - Santo venerado pela igreja - ou de Tertuliano? Será que diria: opinião deles... ou mandaria queima-las?

Só o Bendito redentor sabe quantas tradições sagradas teem sido aliminadas no decorrer dos séculos e quantas teem sido fabricadas... (felizmente quanto ao segundo problema possuimos todo um aparelhamento científico e assim podemos desmascarar esses "pseudo Dionisios" corruptores da ortopraxia)

Mas a inda restam muitas tradições...

E não são livre examinaveis não...

Convido todos os meus amigos protestantes a folhearem um minusculo resumo desta tradição no que diz respeito ao acumulo e posse dos bens materiais no livro "Porque a Igreja condena os ricos?" ed Paulinas... repito que se trata apenas dum resumo...

Será possivel livre interpretar tal livro e afirmar que os padres da Igreja ali resenhados defendiam a exploração do pobre, o acumulo ilimitado de bens, a posse absoluta, etc?

Desafio qualquer protestante de boa fé ou ortodoxo hipócrita a tomar em mãos este livrinho e a livre interpreta-lo...

Quanto a este aspecto ainda a tradição se indentifica com o Evangelho: seus dispositivos em matéria de moral ou de costumes são mais claros, objetivos e diretos que as afirmações a respeito da fé...

No terreno da moral Cristã, seja ele o Evangelho ou seja a tradição, a planta do livre exame não medra nem visceja!

Ano após ano temos oposto as afirmações de ortodoxos e romanistas defensores do sistema e da pseudo civilização Cristã, as sentenças dos padres e só lhes tem restado a todos ou calar a boca ou exclamar: Não sabia...

Ou fogem com o rabo entre as pernas diante da vigésima citação ou confesam sua própria ignorância.

É certo que a maioria deles no fundo no fundo desejava dizer: Não concordo com Crisóstomo, discordo de Atanásio ou esse Agostinho, esse Jerônimo, esse Hilário, esse Clemente, esse Astério, esse Cipriano, esse Gregório, esse Cirilo... devem estar todos equivocados, o padre X ou Bispo Z é que estão corretos e eu concordo com eles...

Se tiver um pouco de sorte nosso homem será capaz de encontrar facilmente um padre desconhecido e imbecil a ponto de se posicionar contra a 'opinião' de vinte ou trinta Bispos dos primeiros séculos...

Entretanto para que serviria uma tradição se o Bispo X ou o padre N podem discordar dela e fica tudo por isso mesmo?

Jamis ví algum romano ou ortodoxo lembrar que o Padre Ário negou a divindade de Jesus ou que o Padre Eutiques negou sua humanidade... contra as 'opiniões' dos demais padres...

Parece que só existem opiniões e liberdades em matéria de moral...

A menos que sequer haja liberdade para nós e que estejamos já condenados como heréticos junto com uma dúzia desses padres considerados autoritativos em matéria de fé...

Eis S Telemaco acusado de heresia por ter dado combate e enfim abolido os jogos sangrentos...

Crisóstomo seria condenado como herege por ter qualificado a execução de heréticos como a suprema heresia e do mesmo modo S Salviano de Marselha que a seu tempo foi apelidado 'Mestre dos Bispos das Gálias'...

S Patrício e o mesmo Crisóstomo seriam denunciados pelo tribunal moderno dos neo ortodoxos por terem escrito que a escravidão é uma iniquidade intoleravel...

S Ambrósio e S Basílio encarados como vermelhos por essa Cristandade egoista e farisaíca...

Mas o que nos importa se no fim das contas estamos ao lado desses padres, se eles falam por nós e se eles são os árbitros da tradição?

Só nos resta lançar em face dos tortodoxos que são livre examinadores fingidos e convida-los a tomar caminho, o caminho do protestantismo, fazendo uma jornada oposta a nossa.

Efetivamente nada escandaliza mais um ex protestante como eu do que perceber que uma multidão de romanos e ortodoxos exerce assumida e cinicamente o livre exame opondo suas opiniões e crenças ao sentir comum de nossos doutores e padres.

Diante dessa suprema hipocrisia só nos resta perguntar: Afinal Jesus que mundo é este em que os protestantes em parte assumem posturas católicas e em que os ortodoxos imitam aos protestantes.

Em que Calvino deita Servet a fogueira enquanto o Lucaris livre examina impunemente?

Resta-nos uma consolação porém: que enquanto os protestantes livre examinam de boa fé os ortodoxos sabem que pecam e que estão condenados por sua igreja! Sabem que agem erradamente... que são falsos, fingidos, hipócritas...

Basta-nos tal percepção para confortar-nos...

Por isso em face a tradição Cristão podemos afirmar em alto e bom som:

Liberalismo e integrismo são ideologias de morte, perniciosas, funestes e incompativeis coma tradição das igreja.

A teoria liberal de propriedade é repetidamente condenada por cada um desses padres bem como toda forma de despotismo ou de tirânia que endeuse o Estado e o coloque acima do bem e do mal, ou seja acima da lei. Individualismo e estatolatria são igualmente fulminados pelo tribunal sacro da tradição o qual só conhece pessoas que vivem e que se constroem fraternalmente num ambiente de solidariedade e mutualismo... o Cristianismo bem poderia ser definido como um sistema conectivo ou cooperativo, onde cada elemento é resposável pelos demais.

Quanto a nossa postura diante dos liberais e integristas que teimam em apresentar-se ortodoxo pode ser resumida em duas palavras: Tolerância zero.

Não reconhecemos liberdade alguma que se oponha ao bem e a virtude enquanto valores objetivamente expressos pelo Evangelho. Não reconhecemos liberdade alguma a margem da tradição... não reconhecemos liberdade alguma contra a lei de Cristo e não lhas respeitamos...

Tais liberdades para nós equivalem a pecados e seus promotores a adversários conscientes e confesos do Senhor Jesus Cristo.

Apladimos a todo homem de boa vontade ainda que compreenda erroneamente a fé... repudiamos a todo e qualquer Cristão professo que não ame seu semelhante e que se associe a cultura prevalecente nos dias de hoje> a cultura do lucro, da rivalidade, da miséria, do sofrimento e da morte.