segunda-feira, 29 de junho de 2009

SOBRE A

VONTADE

DE DEUS

"E não conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Romanos 12.2).

Falamos na postagem anterior sobre o cumprir da vontade de Deus, e o quanto ela significava para Jesus, a ponto dele chamar o cumprimento de tal vontade de verdadeira comida. Continuemos nossa meditação.

O Apóstolo Paulo teceu considerações importantes dos efeitos do cumprimento de tal vontade, dizendo que ela é "boa, perfeita e agradável".

A primeira dica do apóstolo acerca do cumprimento de tal vontade é uma "ação negativa", qual seja, a de "não se conformar com este mundo". Envolve o aspecto da renúncia que faz parte do discipulado cristão.

Todo o sistema e toda a sociedade, para o cristão, deve ser avaliada á luz da Palavra de Cristo e dos seus apóstolos. O cristão não deve se associar ao conjunto de idéias do mundo que contrariam frontalmente o evangelho, e cada geração deve estar apta para discernir que elemenos são estes. E a ordem é a de resistência, não abrir mão dos valores evangélicos. Para tanto, a Palavra de Deus deve habitar ricamente em nossos corações.

Por outro lado, não há somente uma recomendação negativa, mas também outra "positiva", qual seja, a de nos transformarmos pela "renovação de nossa mente". Toda transformação passa necessariamente pelo intelecto, e, é nossa responsabilidade que, auxiliados pela graça, tal coisa aconteça. Se a enchermos de lixo, nos amoldaremos ao mundo. Mas se cultivarmos coisas santas, estaremos mais próximos do cumprimento da vontade do Pai.

A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Isto, por si só já é suficiente para que nos esforcemos por cumprí-la em nossas vidas. Na verdade, esta é a verdadeira qualidade de vida que todos buscam, mas não sabem, ou não querem saber, onde verdadeiramente encontrar. É a vida abundante da qual falou Jesus. Estas características dadas por Paulo podem ser um auxiliar para verificarmos o que deve ou não fazer parte de nossa vida, e repelir veementemente tudo o que não produzir tais efeitos em nós. Mas lembre-se. Antes de tais coisas serem boas, perfeitas e agradáveis para nós, devem o ser primeiramente para Deus; e nós podemos conhecer o seu caráter por aquilo que Ele revela de si mesmo por sua Palavra. Além do que, tal vontade será boa, perfeita e agradável não para a nossa carne, mas sim para o Espírito de Deus que habita em nós. Portanto, precisamos buscar ter discernimento para estas coisas.