quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A Palavra de Cristo



"A Palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria..." (Colossenses 3.15)

Precisamos nos atentar mais para as palavras de Cristo.

Como cristãos evangélicos, temos a tendência de observar as Escrituras como se fossem uma espécie de código civil.

Lemos todas as passagens e consideramos todas as palavras da Bíblia como de igual importância e aplicabilidade para o nosso tempo, interpretando-a, por assim dizer, de forma raza.

Entretanto, precisamos estar muito atentos e ter bastante discernimento nesta questão.

Toda a Escritura é inspirada; não temos dúvida quanto a isso.

Entretanto, por sermos discípulos de Cristo, precisamos dar redobrada atenção aos ensinamentos de Cristo para as nossas vidas.

Temos em grande conta os santos do Antigo Testamento.

Entretanto, não somos discípulos deles.

Não somos discípulos de Moisés, de Noé, de Samuel e de Elias.

Não que não haja algo de Cristo neles.

Mas a plenitude do homem perfeito, feito à verdadeira imagem e semelhança de Deus, onde habita a plenitude da divindade, esta em Cristo Jesus.

E, quem diz estar nele, deve andar como ele andou.

Moisés, Samuel, Elias, e tantos outros devem ser imitados tão somente naquilo em que lembram o Cristo enquanto esteve entre nós.

No restante, não nos servem de exemplo.

Samuel cortou a cabeça de um rei ímpio, literalmente.

Pedro cortou a orelha de um soldado, e Jesus a pos no lugar.

Elias orou e caiu fogo do céu sobre seus inimigos.

João e Tiago pediram permissão idêntica a Jesus, mas este os advertiu dizendo que não sabiam o que estavam dizendo (tipo; ficaram doidos, é?).

O salmista disse que eram bem aventurados os que quebravam a cabeça de seus inimigos nas rochas.

Jesus disse para orarmos e abençoarmos os nossos inimigos.

Enfim; o paradigma comportamento santo, em muitos sentidos, diferem de uma para outra perspectiva.

E a quem devemos atentar? Ao Cristo e aos seus santos apóstolos.

Um amigo meu comenta que ficamos, muitas vezes, ávidos pelo estudo do Antigo Testamento, procurando como que com uma lupa, para encontrarmos alguma brecha; algo para aplicarmos na igreja (Muitos insistem em fazer da Igreja o Templo de Israel, o ministério contemporãneo como se fosse o sacerdócio levítico e o Brasil como se fosse um estado teocrático).

E questões tão claras, alvas como a neve, das palavras do Santo e Justo de Deus Jesus Cristo, ficam jogadas ao esquecimento; como o mandamento de darmos um banquete para os que não tem como retribuir, amarmos nossos inimigos, não ajuntarmos tesouros na terra, como muitas outras coisas.

É preciso que façamos um exame de consciência para sabermos o que estamos querendo, afinal; o que, ou quem estamos seguindo.

Que o SENHOR nos ajude a sermos melhores discípulos de Cristo, afinal!