sexta-feira, 13 de novembro de 2009

AMERICAN

GANGSTAR



Assisti esta ótima produção cinematográfica ontém. Na verdade, já tinha assitido. Entretanto, comprei o DVD, e assiti de novo.

Este filme fala sobre a história real de Frank Lucas, um afro-americano, que era motorista de um grande gangster do Harlem, com ele tendo tudo aprendido, e, após a morte deste, o superado.

Se tornou um traficante de "grande sucesso", enriquecendo-se rapidamente, e obtendo grande respeito de muitas pessoas, tanto pequenos quanto grandes.

Um fato interessante na vida deste gangster é que ele procurava não ostentar sua riqueza em público, não costumava andar com criminosos, e tinha grande apreço por sua família.

Uma das formas em que demonstrava tal apreço era justamente acompanhar sua mãe, e posteriormente, também sua esposa, todos os domingos de manhã, a uma igreja cristã.

E é nisto que eu gostaria de meditar.

Frank Lucas era talvez o maior traficante americano na ativa. Já havia matado a sangue frio. Seu milionário negócio causava a desgraça de muitas pessoas.

Mas Frank Lucas estava todos os domingos pela manhã na igreja! E isto, por anos!

Será que, em todos estes domingos, em nenhum momento, ele se deixou se sensibilizar pela palavra? (sem falar que, nas refeições comunitárias, como um grande patriarca, ele dirigia as orações 'em nome de Jesus').

Será que em todos estes domingos, Deus nunca lhe tocara o coração, no sentido de demonstrar que o seus 'negócios' eram pecaminosos, e detestáveis diante de Deus?

O que me impressiona no ser humano (e, obviamente, me coloco neste 'bolo') é esta capacidade de ouvir a verdade muitas e muitas vezes, e mesmo assim, tal coisa não ocasionar absolutamente nenhuma mudança em nossas vidas.

Tenho visto gente obstinada, muitas vezes quebrando a cara, mas simplismente não se dispondo a mudar de atitude. A gente pensa que o sofrimento sempre transforma alguém, mas ao que parece, nem sempre isso é verdade.

Bom. Fato é que, a maioria de nós, não tem o "sucesso empresarial" de um Frank Lucas. Entretanto, já parou para pensar que ir a igreja pode ter se tornado somente um aspecto cultural de nossa caminhada, que não nos transforma em nada? Ano após ano, vamos a igreja, domingo após domingo, e, a não ser pelo envelhecimento, não mudamos em nada?

Deus nos livre deste cristianismo cultural!