sábado, 16 de abril de 2011

Sobre a brutal tragédia no Rio de Janeiro


Todos ficaram estarrecidos com o que ocorreu no Rio de Janeiro, acerca daquelas crianças que foram brutalmente assassinadas.

A indescritível monstruosidade do autor dos disparos nos leva a fazermos várias perguntas acerca da sociedade, da vida, da existência, que seria impossível enumerar.

Entretanto, algo que me fez meditar foi tentar entender, como alguém com tal potencial lesivo passou desapercebidamente pela sociedade, a ponto de cometer tal atrocidade.

Será que existem mecanismos preventivos em relação a que pessoas com o perfil do assassino que possam ser diagnosticadas e tratadas a tempo?

Seria possível elaborar um sistema de conscientização em que professores, educadores, pastores, padres, supervisores, chefes, entre outros, ficassem atentos às pessoas que estão sob sua esfera de influência, a fim de tentar diagnosticar tais pessoas problemáticas antes que coisas deste tipo aconteçam?.

Não estou sugerindo um tipo de “big brother”, caça às bruxas, coisas do tipo, como no conto do Machado de Assis em que o médico mandou internar toda uma cidade como se fossem doentes mentais, para, no final, chega à conclusão de que o único doente era ele próprio, nada disso; mas somente propondo a construção de uma sociedade, perdoem-me o jargão, mais solidária, comunicativa, preocupada com o ser humano como um todo, e não só no seu aspecto produtivo, profissional.

Amizade, amor, contato, comunhão, transparência. São ações que podem mudar uma vida. A provocação da dor na alma alheia irá desembocar em algum efeito devastador, seja na própria vítima, seja nas pessoas que estiverem ao seu redor, ou em ambos. Se tal indivíduo apresentar distúrbios mentais, o resultado será ainda mais alarmante