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Sobre a brutal tragédia no Rio de Janeiro

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T odos ficaram estarrecidos com o que ocorreu no Rio de Janeiro, acerca daquelas crianças que foram brutalmente assassinadas. A indescritível monstruosidade do autor dos disparos nos leva a fazermos várias perguntas acerca da sociedade, da vida, da existência, que seria impossível enumerar. Entretanto, algo que me fez meditar foi tentar entender, como alguém com tal potencial lesivo passou desapercebidamente pela sociedade, a ponto de cometer tal atrocidade.

O Refletir Teológico nos tempos de tragédia

E m tempos de tragédia como a que está ocorrendo no Japão, sempre passa a haver uma séria contestação da teologia tradicional acerca das possibilidades da intervenção de Deus no mundo. Há uma teologia, por exemplo, que diz que o Senhor de modo algum saberia o que estava para ocorrer, visto que, em sua soberania, decidiu autolimitar-se para resguardar a liberdade humana, bem como as próprias leis da natureza. Neste sentido, não vejo muitas diferenças entre o chamado "teísmo aberto" e o "deismo". Esta última corrente de pensamento, não obstante aceitar a existência de Deus, insiste em que este não interfere no andamento do Universo que Ele mesmo criou. Existem também os cristãos que neste momento adotam uma postura "agnóstica", no sentido de não saberem, de modo algum, explicar o que ocorreu, nem porque ocorreu, e nem acham que tal explicação existe neste mundo. Estes, das quais confesso muitas vezes me enquadro e me enquadrei, têm a vantagem de não falar ...

Solidariedade diante da tragedia

“...para que vejam vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus”. H á muitos que dizem não serem muito bons com as palavras. Têm dificuldade de divulgar a mensagem do evangelho, e proclamar as boas novas. Entretanto, existe outro modo de falar, que é pelas nossas ações. Jesus ensinou que, quando o mundo enxergar as nossas boas obras, glorificaria o nosso Pai que está nos céus. Tragédias com a do Rio de Janeiro e de outras cidades paulistanas deveriam movimentar de tal modo os filhos de Deus, como se a dor das vítimas fossem sua própria dor. Os cristãos deveriam ser um povo tal que diante da dor alheia fossem uma comunidade presente, consoladora, que ajuda. É um momento excepcional. Projetos pessoais e projetos institucionais deveriam reduzir-se para dar lugar ao interesse alheio. É triste quando vemos muitos caminharem como se nada tivesse acontecido. Não é o momento somente de oração, mas de ação e de doação. Quando a mídia parar de noticiar os aconteciment...