segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Amar como Cristo amou

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se amardes uns aos outros” (João 13:34).
Porque Jesus fala em um novo mandamento, se, há mais de mil anos antes, já havia sido dado o mandamento de amar o próximo como a si mesmo (Levítico 19.18)?
É novo porque, agora, o modelo para o amor ao meu irmão não sou eu mesmo, mas sim Jesus, o Filho de Deus. Quando digo amar o próximo como a mim mesmo, de algum modo, ainda sirvo de parâmetro. Por isso, o novo mandamento é “amar como Cristo amou”.
Muito poderia ser dito sobre isso, entretanto, penso que tudo pode ser resumido numa sentença dita pelo próprio Jesus: “ninguém tem maior amor do que este, o de dar a vida pelos seus amigos” (João 15.13). Ou seja, assim como Cristo deu a sua vida pelos discípulos, assim também estes devem dar a sua vida pelos seus irmãos.
Damos a nossa vida pelos irmãos quando, em nome de Jesus, nos dedicamos a eles, em todas as coisas, da melhor forma que pudermos. Quando alguém prepara a liturgia do culto, um sermão, um estudo bíblico, um aconselhamento, quando alguém partilha seus bens, serve de ombro amigo, etc, de algum modo, está dando um pouco de sua vida ao seu irmão. Desde pequenos a grandes atos, tudo deve estar permeado por este amor, que pode chegar até as últimas consequências, a ponto de realmente darmos a vida, literalmente, pelos nossos irmãos.

E é nesta prática que Jesus disse que seríamos reconhecidos como discípulos. Schaeffer ensinou que neste mandamento, Jesus permite que os “de fora” duvidem de que somos seus discípulos, caso não expressemos este amor. E aqui percebemos a dimensão evangelística, querigmática, da comunhão entre os irmãos. Se houver o amor de Cristo entre nós, nossos atos estarão proclamando que somos discípulos d’Ele e outros irão querer se unir a nós.
Acredito que é por esse motivo que talvez haja tanta resistência às igrejas hoje. A verdadeira identidade do cristão não está em sua liturgia, nas roupas que utiliza, nas doutrinas que professa, embora estas e outras coisas sejam muito importantes. O fato é que, na presença destas coisas, mas na ausência do amor, de nada valerá. E, na presença do amor, ainda que deficiente aquelas coisas, de tudo seremos perdoados. Entretanto, pior é quando o mundo vislumbra uma verdadeira falta de caridade entre aqueles que dizem professar sua crença em Jesus. É difícil alguém rejeitar definitivamente a pessoa do homem de Nazerá. Embora possa rejeitar alguns dogmas sobre ele, geralmente ela aceita Jesus em algum aspecto. A rejeição geralmente é em relação àqueles que dizem professar o evangelho, ou aqueles defensores de suas próprias denominações.
Acho que mais importante do que métodos, do que sistemas, estratégias de marketing,  entre outras coisas, deveríamos realmente "esquentar nossa cabeça" e focar nossos esforços em como posso começar a amar o meu irmão como Cristo nos amou. Seria uma revolução entre nós. Quando cada qual realmente começar a buscar expressar tal amor, dando sua vida pelo seu irmão.
Que o Senhor nos ajude a expressar e viver tal amor, a amar como realmente ele nos amou.