segunda-feira, 3 de junho de 2013

A liberdade no servir

Há grande angústia no mundo por conta de necessidades artificialmente criadas pela cultura humana.

Uma dessas angústias decorrem da necessidade de ser algo, atingir determinada posição.

Isso pode ser decorrente de nossa cobiça e desejo de vanglória. Da necessidade de "aparecer", de estar em evidência, de ser aplaudido e se sentir aceito pelos olhos da maioria.

Talvez tenha chegado o momento de fugir desta busca frenética pelo reconhecimento, e se adotar a postura de servo, daquele que vem em último lugar, que trabalha em silêncio, que foge dos holofotes.

Quando alguém se sente livre para servir, se desfaz da escravidão das aparências.

O caminho cristão é "para baixo", como fez Jesus, que, não julgou ser Deus coisa a que devia se apegar, antes esvaziou-se a si mesmo, tomou a forma humana, e como homem, tomou a forma de servo, e como servo, morreu a morte de cruz.

Como disse alguém, todo homem quer ser rei, todo rei quer ser Deus, mas só Deus quis ser homem.