quarta-feira, 24 de julho de 2013

Diálogo mestre e discípulo acerca da renúncia cristã

Um discípulo e o seu mestre conversar acerca da renúncia no discipulado cristão:

Discípulo: Mestre, tenho uma dúvida.

Mestre: Sim, meu querido, pode dizer.


Discípulo: Está escrito na Palavra do Senhor que eu devo renunciar a tudo para ser discípulo de Jesus, no Evangelho de Lucas, cap. 14, vers. 33.

Mestre: Sim meu querido, é verdade.

Discípulo: Mas mestre, o que isso quer dizer? Tenho que largar tudo, família, escola, e agora me dedicar a igreja, ao ministério?

Mestre: Você tem que renunciar a tudo por amor de Jesus, é isso que o texto diz.

Discípulo: Mas mestre, ainda estou confuso em relação a isso. Eu não sei se renunciei tudo por amor a ele.

Mestre: Eu te compreendo, meu querido. Estas coisas não são fáceis discernir. Na própria passagem que você mencionou, Jesus falou acerca de fazer um cálculo, verificar se aquilo que iremos começar, iremos levar até o fim.

Discípulo: entendo, meu professor. Mas agora, o que farei?

Mestre: meu querido. Você tem que consultar o teu mestre interior, Jesus Cristo. É ele quem nos desafia para o discipulado. Nós somos apenas, cooperadores, companheiros no discipulado. Para cada um, Cristo tem uma vontade. Cabe a nós descobrirmos.

Discípulo: como assim, mestre?

Mestre: veja. Jesus um dia chamou um jovem rico para segui-lo. Mas antes, o desafiou a vender tudo o que tinha e dar aos pobres. O jovem rico falhou miseravelmente, pois amava as riquezas. E Jesus disse que dificilmente os que  têm riquezas herdarão o reino dos céus. Mas veja o exemplo de Zaqueu. Este publicano picareta disse que daria metade dos seus bens aos pobres, viu. Somente metade. E que devolveria quatro vezes mais o que tinha eventualmente cobrado a mais, e Jesus disse a todos que aquele também era um filho de Abraão.

Discípulo: talvez de tanto devolver dinheiro, Zaqueu acabasse tão pobre quanto os pobres que ele tinha explorado! KKKK....

Mestre: é verdade, meu querido! Rsrsr

Mestre: mas continuando. As Escrituras dizem que Jesus amava muito a Lázaro, aquele que morreu e foi ressuscitado por Ele. Mas ao que nos consta, Lázaro não andava no grupo mais restrito de discípulos, embora certamente fosse discípulo também. Houve ainda um homem que Jesus expulsou uma legião de demônios. Ele quis andar no grupo dos apóstolos, mas Jesus não deixou, e ainda determinou que ele voltasse para a sua parentela, para sua antiga cidade, e testemunhasse o que ele tinha recebido da parte de Deus. Ao que tudo indica, ele se tornou um grande evangelista.

Discípulo: entendi, mestre. Significa então que eu devo buscar, diante de Deus, em oração, qual a vontade d’Ele para a minha vida. E viver de acordo com esta vontade.

Mestre: sim, amigo. Acertar o alvo significa errar todo o resto. Seguir a Cristo, conforme a vontade d’Ele, significa também errar, renunciar a todo o resto. Mas lembrem-se sempre da passagem de Provérbios que nos manda pensar em Deus em tudo o quanto fizermos, e que Ele nos indicaria o caminho. É assim em nossas vidas. Tudo deve estar conforme o discipulado de Cristo, pois embora ele tenha um mesmo ministério para cada um de nós, a verdade moral dele é aplicável a todos nós.

E o discípulo agradeceu e saiu jubiloso de mais este ensinamento de seu professor, e desafiado a buscar, em oração, a vontade de Cristo para sua vida.

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